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Barbaridade

21 Oct

Pior do que assistir a festa pela morte, de quem quer que seja, só o desconforto de assistir todo mundo filmando e fotografando a agonia e a morte. Primeiro foi a execução do Saddam Hussein. As imagens dele sendo enforcado passaram dezenas vezes nas emissoras de televisão e na Internet então, nem se fala, podiam ser vistas milhares de vezes. As ruas tomadas por jovens sorridentes comemorando a morte do Bin Laden também foram assustadoras. E ontem mais assustador ainda com o Gaddafi. As imagens da agonia do ditador líbio e as fotos dos rebeldes fotografando o corpo de Gaddafi são desconcertantes.

É como se agora as exceções virassem regras. As mortes não têm mais privacidade e dignidade. Ninguém mais tem julgamento? E se tem, tem que ser como no caso do Saddam, arcaico  e vergonhoso. Quanto mais violência, mais barbárie, melhor. No caso dos ditadores parece que o show da morte tem que se igualar a eles em truculência e em horror. A audiência deve subir e muito. E pior ainda: ninguém nem sabe mais se as imagens são reais ou manipuladas ou um pouco de tudo. Daqui a pouco vão criar editores de filmes e fotos que já vêm com efeitos mórbidos.

No Brasil a mídia ainda previne. Muitos sites vêm com um aviso sobre o conteúdo de fotos e filmes. Como se o aviso tirasse a culpa do veículo de banalizar a morte. Aqui não. Ninguém precisa procurar nada. A morte é oferecida de bandeja como prato principal.  E quando digo aqui me refiro a Suíça e a Alemanha porque a Suíça sozinha não produz nem um décimo da mídia consumida no país. O negócio é e está ficando cada vez mais escancarado.

Esta semana vários sites de grandes jornais mostravam como chamada principal, além da matéria sensacionalista sobre o velejador alemão  supostamente comido por um canibal,  o video da menininha chinesa de dois anos que foi atropelada e ficou largada agonizando no chão enquanto as pessoas passavam e não faziam nada. Uma coisa horrorosa. Estava lá, e ainda deve estar, para quem quisesse ver. Entrou para os top qualquer coisa e não saiu mais. Talvez os pais desta criança nem saibam que o espetáculo monstruoso da morte de sua filha roda o mundo fazendo sucesso.

Os videos de acidentes de carro com mortos também pipocam a toda hora nos sites de notícias com imagens impressionantes. Se o show da morte de uma figura pública já é horrível, o de “qualquer um” é mais horrível ainda. Eu não gostaria de saber que a dor e o horror de alguém que eu conheço está entretendo um outro alguém em alguma parte do mundo. As pessoas estão ficando tão acostumadas que nem ligam mais. Está ficando banal. Cada vez viramos mais nada.

Barbarei

Schlimmer als die Freudenfeste um den Tod sich anzusehen, von wem auch immer, ist nur das Unbehagen, zu sehen, wie die Agonie und der Tod gefilmt und fotografiert wird. Angefangen hat es mit der Hinrichtung von Saddam Hussein. Die Bilder des Erhängten wurden von zig Fernsehstationen und über das Internet ausgestrahlt und wohl von Millionen von Schaulustigen betrachtet. Auch die Bilder von den lachenden jungen Leuten, welche den Tod von Bin Laden feierten, waren erschreckend. Und vor kurzem nun die noch schrecklicheren Bilder von Gaddafi. Die Bilder des libyschen Diktators und seiner Agonie und die Fotos der Rebellen, die den toten Körper von Gaddafi fotografieren, sind bedrückend.

Es ist, als würde nun die Ausnahme zur Regel werden. Es gibt keine Würde und Privatsphäre für Tote mehr. Gibt es denn keine Gerichtsverfahren mehr? Und wenn es sie gibt, müssen sie dann so sein, wie im Fall von Saddam, archaisch und peinlich? Je gewalttätiger, je barbarischer, umso besser. Es scheint, als habe sich die “Show des Todes” bei Diktatoren, der Brutalität der Personen anzupassen. Die Zuschauerzahlen werden wohl dadurch deutlich gesteigert. Schlimmer noch: Niemand weiss mehr, ob die Bilder überhaupt authentisch oder manipuliert sind, oder allenfalls nur halbauthentisch. Bald wird es wohl schon Editoren geben, die ihre Filme und Fotos mit morbiden Effekten anreichern.

In Brasilien warnen die Medien vorgängig. Viele Seiten kommen mit einem Hinweis über den Inhalt der Bilder und Filmbeiträge. Wie wenn dieser Hinweis die Schuld der Verharmlosung des Todes beseitigen könnte. Hier ist dem nicht so. Niemand muss etwas suchen, der Tod wird in den Medien präsentiert wie ein Hauptgericht beim Essen. Wenn ich hier schreibe, so meine ich die Schweiz und Deutschland, da die Schweizer Medien alleine nur etwa einen Zehntel der hier konsumierten Medien ausmachen. Die Berichte über den Tod werden immer ausführlicher und unzensierter.

Diese Woche zeigten diverse Zeitungsseiten als Hauptschlagzeile, abgesehen von den Sensationsberichten über den verschollenen deutschen Segler, der von einem Kannibalen gefressen worden sein soll, einen Video, auf dem zu sehen ist, wie ein zweijähriges chinesisches Mädchen überfahren wird und danach in ihrem Todeskampf einfach auf der Strasse liegen gelassen wird, während Passanten nichts machen und einfach vorbei gehen. Unbeschreiblich schrecklich. Der Video wird wohl noch immer auf dem Internet für jedermann zugänglich sein. Wurde zum Topvideo und verschwindet nun nicht mehr. Vielleicht wissen die Eltern dieses Kindes nicht einmal, dass dieses monströse Spektakel zu einem weltweiten Erfolg wurde.

Videos über Autounfälle mit tödlichem Ausgang tauchen auch immer wieder mit eindrücklichen Bildern auf Internetseiten von Nachrichtenmedien auf. Wenn die Show über den Tod einer Persönlichkeit des öffentlichen Lebens schon schrecklich ist, so ist es die einer beliebigen Person erst recht. Ich will nicht wissen, wie der Schmerz und der Horror einer Person, die ich kenne, eine andere Person irgendwo auf dieser Welt unterhält. Die Menschen sind schon derart an solche Dinge gewöhnt, dass sich niemand mehr darüber aufregt. Es wird langsam banal. Menschenleben sind jedes Mal etwas weniger wert.

A marcha dos contentes

17 Oct

Ta saindo filho? Leva um casaquinho que agora já ta frio. Ah! Leva também o cacete caso algum grego  te aporrinhe. Nunca se sabe!

Em quase todas as reportagens sobre os protestos ocorridos em mais de oitenta países, no final de semana, aparece um jovem – ele pode ser americano, espanhol, alemão ou de qualquer outro lugar – falando uma variação da mesma coisa : se tanta gente é contra alguma coisa e só alguns decidem os rumos de todos, isso então não é democracia.

Será ?

Um conhecido meu, suíço, músico, casado com uma funcionária da Anistia Internacional dizia alguns anos atrás que nunca que a Suíça proibiria a construção de minaretes, nunca que o partido de extrema-direita seria tão poderoso, entre outros “nunca”  porque ele vivia em um mundinho onde todo mundo era artista, jovem e ainda cheio de ideais. E eu dizia que nunca que ele estava certo.

Nas democracias é o povo que escolhe os governos. Aí é que mora o problema. Quando a gente vive em um certo meio, começamos a achar que todo mundo é assim porque a gente é assim. Mas não é.  Aqui por exemplo. Boa parte do povo vota nos partidos de extrema-direita porque eles odeiam estrangeiro, odeiam muçulmanos, odeiam ciganos, são super machistas e reacionários. Mas se você não convive com essas pessoas, que sao pessoas normais com as quais todo mundo cruza o dia inteiro; e só convive com seu grupinho de amigos com quem divide afinidades, acaba achando que essas pessoas, a grande maioria, nem existe.

Aqui na Suíça, país onde as instituições financeiras quase que se confudem com o próprio governo, as manifestações foram muito tímidas. Um grupo de umas mil pessoas se postou diante da sede do UBS em Zurique ontem à tarde. Em comparação com outros países, a Alemanha também teve protestos modestos. A maioria dos manifestantes era jovem ou muito jovem. Como sempre quem chamou mais a atenção e saiu em todos os jornais foi uma mulher pelada com dizeres contra o capitalismo pintados pelo corpo.

O negócio pegou fogo mesmo foi na Italia e na Espanha, países com altos índices de desemprego e muito afetados pela crise. Aliás a cobertura jornalística deu grande destaque a “baderna”  italiana porque para muito gente, italiano só sabe mesmo fazer bagunça. Assim como os gregos e os espanhóis, todos uns folgados. Muita gente acha que se a Espanha e a Grécia estão em crise é porque são países de gente mole, preguiçosa. E os trabalhadores esforçados alemães têm que sustentar esses párias.

O problema é que nem adianta mais ser contra o governo ou o capitalismo. Quem faz o sistema financeiro funcionar como funciona são as pessoas por aí. O povo. Converso com gente que mal sabe dos protestos ocorridos no final de semana. Mas se você perguntar sobre o caso do velejador alemão desaparecido numa ilha do Pacífico todo mundo arregala os olhos e passa a te contar todos os detalhes. A imprensa popular deu muito mais destaque a essa história que aos protestos.  E ao invés de escreverem que ele pode ter sido morto por um psicopata, preferiram escrever que ele foi comido por um canibal. Como se na ilha onde ele desapareceu todo mundo comesse gente.

Desse jeito, podem protestar mil vezes que absolutamente nada vai mudar. Periga é piorar. A marcha dos não indignados acontece todo dia, aos montes.

Gehst Du aus mein Sohn? Nimm eine Jacke mit, es ist schon kalt. Ah! Nimm auch gleich den Knüppel mit, für den Fall, dass dich ein Grieche belästigt. Man weiss nie!

In fast allen Berichten, wo über die anhaltenden Proteste gegen das Finanzsystem in über 80 Ländern berichtet wird, erscheint ein junger Mann – könnte ein Amerikaner, Spanier, Deutscher oder aus irgend einem andern Land sein – mit in etwa immer der gleichen Aussage: Wenn doch so viele Leute gegen irgend etwas sind, nur ein paar wenige aber die Richtung aller bestimmen, so ist das keine Demokratie.

Ist da was dran?

Ein Bekannter von mir, ein Schweizer, Musiker, verheiratet mit einer Mitarbeiterin von Amnesty International, sagte mir vor ein paar Jahren mal unter anderem, dass die Schweiz nie den Bau von Minaretten verbieten wird und dass hier eine politisch ganz rechts liegende Partei nie mächtig werden wird. Dieses “nie” kam unter anderem, da er in seiner eigenen Welt lebt, einer Welt in der es fast nur Musiker gibt, jung dazu und noch voller Ideale. Ich sagte nie, er habe Recht.

In einer Demokratie wählt das Volk die Regierung. Un da liegt das Problem. Lebt man in einem bestimmten Umfeld, beginnt man mit der Zeit zu denken, dass alle so sind, wie die Leute in diesem Umfeld. So ist es aber nicht. Ein Beispiel von hier: Ein beträchtlicher Anteil der Bevölkerung wählt ganz rechts. Ganz einfach darum, weil sie keine Ausländer mögen, keine Muslime oder Zigeuner hier haben wollen und sehr machistisch und reaktionär denken. Hat man im täglichen Leben keinen näheren Kontakt mit solchen Leuten, die im Übrigen ganz normal sind, sondern lebt nur im Umfeld seiner Freunde, mit denen man Gemeinsamkeiten teilt, kommt man zum Schluss, dass der Rest, die grosse Mehrheit eigentlich, gar nicht existiert.

Hier in der Schweiz, wo die Finanzinstitute sich schon fast für die Regierung halten, fielen die Proteste sehr verhalten aus. Eine Gruppe von etwa 1000 Personen postierte sich am vergangenen Wochenende vor dem Hauptsitz der UBS in Zürich. Im Vergleich zu andern Ländern waren auch die Proteste in Deutschland zaghaft. Die grosse Mehrheit der Protestierenden war jung bis sehr jung. Wie immer machte eine nackte Frau die grössten Schlagzeilen und erschien mit ihren am ganzen Körper aufgemalten Sprüchen gegen den Kapitalismus in allen Zeitungen.

Wirklich grosse Proteste gab es in Italien und Spanien, zwei von der Krise stark betroffene Ländern mit hoher Arbeitslosenrate. Ausserdem legten die Berichterstattungen grossen Wert auf die italienische “Aufregung”. Für viele Leute können die Italiener ja gar nicht anders, sie müssen dauernd ein Durcheinander veranstalten. Aber eigentlich sind sie in deren Augen, wie auch die Griechen und Spanier, nur zu faul, um zu Arbeiten. Viele Leute glauben, dass Griechenland nur darum in einer Krise steckt, weil dort die Leute zu wenig hart zu sich selber sind und die Arbeit scheuen. Und die hart arbeitenden Deutschen müssen dann diese Ausgestossenen durchfüttern.

Das Problem ist, dass es gar nichts mehr nützt, gegen eine Regierung oder den Kapitalismus zu sein. Diejenigen die dieses Finanzsystem am Laufen halten, das sind die Leute selbst, das Volk. Ich spreche mit den Leuten und stelle fest, dass sie kaum etwas wissen über die laufenden Proteste. Kommt man aber auf den Fall des verschollenen deutschen Seglers irgendwo auf einer Pazifikinsel, so wissen alle Bescheid, jedes Detail kennen sie. Die Boulevardzeitungen schenkten dieser Geschichte wesentlich grössere Aufmerksamkeit als den Protesten. Und anstatt zu schreiben, dass er höchstwahrscheinlich durch einen Psychopaten ermordet wurde, bevorzugen sie die Aussage, dass er von Kannibalen aufgefressen wurde. Als ob die Menschen auf der Insel, auf der er verschollen blieb, alles Menschenfresser wären.

Darum kann man noch 1000 Mal protestieren und es wird sich nichts ändern. Gefahr sieht anders aus. Der Marsch der “Nichtempörten” geht in Massen täglich weiter.

Zara, Ikea, H&M: todo mundo te engana

19 Aug

Ontem, em São Paulo, três confecções que prestam serviço à Zara foram flagradas explorando o trabalho de bolivianos. Trabalho escravo; ou seja horas excessivas de trabalho diário, salário abaixo do praticado no Brasil e péssimo ambiente de trabalho (locais fechados sem janelas, instalações elétricas irregulares, cadeiras não adequadas, entre outros), de bolivianos em SP não é novidade. A novidade é a maior rede de fast fashion do mundo trabalhar com colaboradores que exploram o trabalho escravo. Mas não será por isso mesmo que faturam tanto e são gigantes?

A outra gigante do fast fashion, a H&M, já enfrentou um escândalo ano passado por causa de sua linha de roupas “100% orgânica” que tinha algodão  geneticamente modificado em sua composição. Fora as acusações de trabalho escravo em Bangladesch (veja o video no final do texto).

No ano passado um ex-diretor da Ikea (maior grupo mundial de comércio de móveis) lançou um livro que abalou o império ikeaneano. Em Sanningen om Ikea (The Truth About Ikea), o autor Johan Stenebo traça um retrato de Ingvar Kamprad, o icônico dono da Ikea, pouco admirável. Kamprad, um dos homens mais ricos do mundo, sempre apareceu em reportagens como um trabalhador que valoriza as coisas simples da vida. Além de se locomover num Volvo velho, mora numa casa muito simples e tem em sua sala dois sofás da Ikea com mais de trinta anos de uso.  Claro, a ótima qualidade dos móveis da Ikea faz com que as peças durem aaaaanos. Sua vida é espartana: trabalha duzentas mil horas por semana e detesta luxos.

Johan Stenebo descreve o ex-chefe como um trabalhador incansável – sim – mas também um marketeiro muito cara de pau e mentiroso. Segundo o autor, apesar da Ikea empregar muitos estrangeiros nas lojas, o mesmo não acontece nos cargos administrativos, ou seja , onde ninguém vê. Os filhos de Kamprad, que ocupam altos cargos na empresa, são descritos por Stenebo como racistas e sexistas ao extremo.

A Ikea já foi envolvida em escândalos financeiros na Russia e na Alemanha. Na Suíça, um documentário mostrou que boa parte da madeira usada nos móveis vêm do norte do Vietnã (não, a madeira não vem de reflorestamento escandinavo) e que é comprada a preço de banana.

Kamprad, assim como outros super ricos do mundo inteiro escolheu a simplória Suíça para morar. Atraídos pelas vantagens ficais, 1 em cada dez bilionários do mundo vive aqui. Oficialmente,  porque de fato, ninguém mora de verdade aqui. Os bilionários só querem ganhar mais e pagar menos impostos.

Melhor mesmo é comprar pouco e só o que realmente precisa porque no fim todo mundo está te enganando. Se os gigantes dos fastqualquercoisa trabalham assim, imaginem como trabalha o mercado de alto luxo. Por mais artesanal que seja seu feitio, com certeza nenhuma bolsa do mundo vale um, dois, três mil euros. Não deve custar nem um milésimo do preço final para ser produzida. E vai saber em quais condições é feita.

A Zara engana:

A H&M engana:

A Ikea engana também:

Zara, Ikea, H&M: alle führen dich an der Nase herum

Gestern gingen der Polizei in Sao Paulo drei Zulieferer von Zara in die Fänge, welche bolivianische Fabrikarbeiter ausbeuten. Sklavenarbeit, zu lange Arbeitszeiten, Gehälter weit unter dem vorgeschriebenem Minimum und schlechte Arbeitsbedingungen (geschlossene Räume ohne Fenster, verbotene elektrische Einrichtungen, nicht passende Stühle und anderes) sind für Bolivianer in SP nichts Neues. Neu ist die Tatsache, dass die grösste Kleiderkette der Fast Fashion Welt mit Leuten zusammenarbeitet, die Sklavenarbeiter halten. Aber sind sie nicht gerade darum derart gigantisch und günstig?

Der andere Gigant in der Fast Fashion Welt ist H&M. Vor einem Jahr gab es bei H&M einen riesigen Skandal wegen ihrer Linie “100% organisch”, nachdem sich herausstellte, dass die Baumwolle genetisch verändert war. Dazu kam noch die Entdeckung der Sklavenarbeit in Bangladesch (seht euch das Video an am Ende des portugiesischen Textes).

Im vergangenen Jahr kam ein Buch eines Ex-Direktors der Ikea (die grösste Möbelhandelskette der Welt) auf den Markt, welche das Unternehmen erschütterte. In seinem Buch, “The Truth About Ikea”, zeichnet der Autor Johan Stenebo ein nicht gerade schmeichelhaftes Portrait von Ingvar Kamprad, dem Gründer und Besitzer der Ikea. Kamprad ist einer der reichsten Männer der Welt, erscheint aber immer wieder in Reportagen als ein Arbeiter, der die einfachen Dinge im Leben schätzt, mit einem alten Volvo herumfährt, in einem ganz gewöhnlichen Haus lebt und in seinem Wohnzimmer zwei dreissigjährige Sofas von Ikea hat. Ja sicher, die einwandfreie Qualität der Ikea-Möbel sorgt ja auch dafür, dass sie Jaaaaahre halten. Er lebt spartanisch, arbeitet 200’000 Stunden pro Woche und hasst den Luxus.

Johan Stenebo beschreibt seinen Ex-Chef als unermüdlichen Arbeiter, das ja, aber auch als einen guten Marketingstrategen, der die Leute an der Nase herum führen kann und unehrlich ist. Laut dem Autor sind nebst den Ikea-Angestellten oft viele Ausländer schwarz angestellt, vor allem dort, wo sie niemand sieht. Die Kinder von Kamprad werden von Stenebo als extreme Rassisten und Sexisten beschrieben.

Die Ikea war auch schon in Finanzskandale in Russland und Deutschland verwickelt. Eine Dokumentation brachte auch zum Vorschein, dass ein Grossteil des Holzes von Ikea aus Nordvietnam stammt (es kommt also nicht aus dem wieder aufgeforsteten Skandinavien), wo es auf Grund der Zwangsarbeit zu Spottpreisen gekauft werden kann.

Komprad wählte auch, wie viele Reiche, die bescheidene Schweiz als Wohnsitz (10% der Milliardäre leben hier, wohl auch angezogen durch die finanziellen Vorteile). Ob dann der offizielle Wohnsitz auch der effektive ist, sei dahingestellt, Fakt ist aber, hier können die Superreiche ihre Steuerabgaben mit den Wohngemeinden aushandeln.

Es ist wohl besser nicht allzu viel zu kaufen, nur was benötigt wird, am Ende sind alle Betrüger. Sind die Giganten der “Billigirgendetwas” so, stellt man sich besser nicht vor, wie es wohl um den Luxussektor steht. Je mehr Handarbeit in einer Tasche steckt, umso weniger glaubhaft ist ein Preis von 2000-3000 Euros. Sie wird wohl kaum ein Tausendstel seines Verkaufspreises in der Produktion gekostet haben. Wer weiss, unter welchen Arbeitsbedingungen solche Taschen gefertigt werden …

A beleza relativa

13 Aug

Com tempo de sobra para pensar em besteira,  hoje me peguei olhando minhas unhas e pensando que minhas mãos estão cada dia mais feias. Esse pensamento durou cinco segundos e logo foi relegado ao seu devido lugar: o último na minha lista de preocupações.

As brasileiras acostumadas a frequentar cabelereiros e manicures no Brasil, não se conformam quando vêm morar na Europa. Simplesmente piram e entram numa crise de abstinência de alisamento capilar e esmalte de unhas. Parece que tirar as cutículas é uma prioridade na vida. Falam sem parar como as européias ficam feias depois que são mães, que as mãos sem esmaltes e os cabelos curtinhos delas são horrorosos etc.

Mas não seria o desprendimento com a aparência física exatamente uma das grandes qualidades das mulheres européias e muito especialmente das germânicas? Ninguém fica obcecado por manter a juventude e a beleza. Ninguém vive em manicure, cabelereiro, depiladora e clínica de estética mesmo tendo tempo e dinheiro para gastar em tudo isso. O envelhecimento é aceito como algo totalmente normal e sem traumas. Não é motivo para depressão. As prioridades e preocupações são outras.

Já as brasileiras… Quando eu morava em St. Gallen conheci uma moça bem simpática. Ela tinha três metas na vida: comprar um sofá de couro branco, um carro e fazer uma plástica. Todas as conversas giravam em torno dessas prioridades. Não adiantava nada eu falar que ela era bonita e que estava muito bem daquele jeito.

Natural do Pará, ela era bastante atraente já no seus quarenta e tantos anos e estava envelhecendo bem. Os traços do rosto ainda eram totalmente harmoniosos. A mulher se matava de trabalhar faxinando as casas alheias (aqui uma hora de limpeza custa mais ou menos o equivalente a 50 reais) para realizar seus sonhos.

De origem muito pobre ela assumia numa boa que tinha casado com um suíço para tentar uma vida melhor fora do Brasil. Veio de mala e cuia com o filho pré-adolescente, morava aqui há anos mas quase não falava alemão. Ela passava meses ralando enquanto o marido fazendeiro – que por sua vez não falava quase nenhuma palavra de português – ía sozinho para as praias nordestinas a gente bem sabe fazer o quê…

Anos depois, quando eu já morava em Wettingen, durante um passeio por St. Gallen, dei de cara com uma fisionomia familiar. Era igual mas diferente… Era a amiga que tinha voltado do Brasil depois de uma temporada por lá.

A sobrancelha dela não era mais feita de pelos. No lugar existia uma pintura ou tatuagem preta bem fininha, como era moda nos anos 20. O nariz… uma narina mais pra baixo, outra mais pra cima, um calombo no ossinho e uma pontinha arrebitada e redondinha.

Eu fiquei com muita dó porque vi o quanto ela trabalhou para pagar essa plástica. Mas ela parecia feliz. Talvez assim ficasse mais evidente que ela havia conseguido realizar um dos seus grandes sonhos. Espero que pelo menos o sofá branco tenha ficado bom na casa velha da fazenda. Ou que ela tenha conseguido comprar o carro e tenha se mandado daquele lugar.

* infelizmente essas gerações de mulheres européias nem aí para a aparência e a juventude eterna parece estar se esgotando. As mulheres na faixa dos vinte anos costumam se depilar (todinhas, nenhuma jovem tem mais pelos pubianos), se maquiar com toneladas de base e pintar as unhas ou colocar longuíssimas unhas falsas…O horror, o horror…

Relative Schönheit

In der Zeit die mir bleibt, um mich mit Unsinn zu beschäftigen, ertappte ich mich beim Studium meiner Hände und den Gedanken, dass diese je länger je hässlicher aussehen. Glücklicherweise schob ich diese Gedanken aber schnell wieder an den Platz, wo sie hingehören: auf den letzten Platz in der Liste meiner Sorgen.

Brasilianerinnen sind sich an einen regelmässigen Besuch beim Coiffeur und Maniküre gewöhnt. Anfänglich leiden sie hier in Europa an Entzugserscheinungen von Haar- und Nagellack, es scheint so, als wäre die Entfernung der Nagelhaut eine Priorität im Leben einer Brasilianerin. Und sie reden dauernd davon, wie die Europäerinnen hässlich werden, nachdem sie Mütter sind, dass ihre Hände und ihre kurzen Haare schrecklich aussehen etc.

Aber ist nicht gerade diese Befreiung von der Besorgnis über das Aussehen genau eine der grossen Qualitäten der europäischen Frauen? Niemand ist besessen davon die Jugendlichkeit und Schönheit zu erhalten. Niemand geht dauernd in die Maniküre, zum Coiffeur, in die Depillation, die Schönheitsklinik. Die Alterung wird als etwas ganz normales angesehen, ohne Trauma und nichts. Sie ist kein Grund für eine Depression. Die Sorgen und Prioritäten liegen anderswo.

Und die Brasilianerinnen … Als ich noch in St.Gallen wohnte, kannte ich eine sympathische junge Brasilianerin, die drei Ziele in ihrem Leben verfolgte: 1. ein weisses Ledersofa kaufen 2. ein Auto kaufen und 3. eine Schönheitsoperation. Jede Diskussion drehte sich um eines dieser drei Ziele, es nützte auch nichts ihr zu sagen, dass sie hübsch ist und keine Schönheitsoperation braucht.

Geboren im Staate Para, lebte sie nun bei einem Bauern auf dem Land und kam ab und zu in die Stadt. Sie war um die 40 Jahre alt und noch sehr attraktiv. Ihre Gesichtszüge waren noch immer sehr harmonisch und zeigten kaum Anzeichen von Alterung. Die Frau arbeitete wie wild als Putzfrau (hier verdient man pro Stunde als Putzfrau etwa 50 Reais), um ihre Träume zu verwirklichen.

Da sie aus sehr einfachen Verhältnissen stammte, akzeptierte sie leicht die Heirat mit einem Schweizer, um ein besseres Leben zu haben. Mit nur einem Koffer und ihrem Sohn im Teenageralter zog sie in die Schweiz, lebte schon Jahre hier, sprach aber noch fast kein Wort Deutsch. Ihr Mann, der seinerseits nach ihren Worten kaum ein Wort Portugiesisch sprach, verbrachte seine Ferien ab und zu an den Stränden im Nordosten Brasiliens (wir wissen wohl warum …), während sie hier arbeitete.

Einige Jahre später, als ich schon in Wettingen wohnte, traf ich sie zufällig wieder bei einem Ausflug nach St.Gallen. Irgendwie kam mir das Gesicht bekannt vor. Es sah noch aus wie damals, einfach etwas anders … Sie war es, gerade zurück aus Brasilien, nach einiger Zeit, die sie dort verbrachte.

Sie hatte keine Augenbrauen mehr. An deren Stelle war ein Strich aufgemalt oder auftätowiert, so wie es in den 20er Jahren Mode war. Die Nase … ein Nasenloch war etwas mehr nach unten, das andere etwas mehr nach oben, das Nasenbein hatte einen kleinen Buckel und die Nasenspitze zeigte leicht nach oben.

Sie tat mir unheimlich Leid, wusste ich doch, wie sehr sie sich diese Operation gewünscht hat und wie viel sie dafür arbeiten musste. Doch sie schien glücklich zu sein. Vielleicht zeigte dies einfach, dass es ihr gelungen war, eines ihrer grossen Ziele zu realisieren. Hoffentlich sieht das weisse Sofa wenigstens gut aus in der Stube des Bauernhauses. Oder noch besser: Es ist ihr gelungen ein Auto zu kaufen und damit weit weg zu fahren von diesem Bauern.

P.S. unglücklicherweise scheint sich nun aber auch hier die junge Generation an Frauen übermässig mit der Schönheit und ewigen Jungend zu beschäftigen. Alle jungen Frauen um die 20 Jahre sind depilliert (keine einzige hat mehr Schamhaare), tragen Tonnen von Make-up auf, färben ihre Nägel oder tragen diese schrecklichen Nagelverlängerungen …

A Europa rica

11 Aug

Nos países onde tudo funciona como deve funcionar, ninguém tem que perder tempo com burocracia, não existe o stress – como no Brasil- de que cada problema a resolver é um tormento sem fim e sem solução. Ninguém trabalha feito louco; pelo contrário, muitas pessoas (maioria de mulheres suíças, por exemplo) trabalham apenas dois ou três dias da semana. A concorrência é pequena. Grande parte dos imigrantes não representa ameaça para o “europeu rico”. Imigrante vai fazer o trabalho que ninguém aqui quer mais fazer porque teve um “upgrade” na vida social e econômica nas últimas décadas.

Na ” Europa rica” todo mundo tem tempo para pensar em besteiras. Quem não quer ficar à toa pode gastar horas em aplicativos no iphone , em pesquisas sem sentido no Google ou em intermináveis conversinhas no Facebook e ficar mais “à toa” ainda. Ou andar de bicicleta ou fazer compras ou ter um hobby bem esquisito ou tomar um café com um amigo por duas horas seguidas em qualquer dia da semana antes das 18:00 ou fazer um curso de qualquer coisa ou um monte de outras coisas.

O fator “segurança” também conta muito. Medo pra quê ou de quê? Roubos são cada vez mais comuns mas assaltos violentos com armas são raríssimos. A crise econômica faz alarde mas na verdade ninguém nem sabe direito o que está acontecendo. Pelo menos aqui nenhuma crise afeta o cotidiano das pessoas.

Quando doente, o “europeu rico” sabe que vai ter acesso à todo tipo de tratamento e o seguro vai cobrir até  90% dos gastos. Com a vida “ganha” dá para relaxar e isto é visível na cara  e no comportamento das pessoas. Ninguém parece prestes a explodir, ninguém grita com ninguém; é tudo muito calmo, correto e sempre inquestionável.

Por isso mesmo, quando um psicopata como o terrorista da Noruega aparece barbarizando, todo mundo leva um susto enorme. Como dessa vida tão calma e tediosa surge um monstro desses? Segundo reportagem da  revista Stern, Andres Breivik planejava os atentados desde 2006.  Tudo isso foi por medo de que os imigrantes acabassem com a calma da vidinha fácil do europeu branco-cristão-rico ou foi porque ele  não tinha mais nada para se preocupar e muito tempo livre para pensar em besteira e criar obsessões?

Reiches Europa

In den Ländern, wo alles so funktioniert, wie es funktionieren soll, braucht niemand unnötig Zeit mit der Bürokratie zu verlieren. Es gibt nicht den gleichen Stress wie in Brasilien, wo jedes Problem, welches es zu lösen gilt, zu einer Qual ohne Ende und Lösung wird. Fast niemand arbeitet wie verrückt – im Gegenteil, viele Leute hier (die Mehrheit der Frauen zum Beispiel) arbeiten nur gerade zwei bis drei Tage die Woche. Es gibt wenig Konkurrenz. Die Mehrheit der Immigranten sind keine Gefahr auf dem Arbeitsmarkt für den “reichen Europäer”. Die Immigranten bewerben sich für die Arbeit, die hier keiner mehr machen will oder muss, da die meisten Einheimischen in ihrem ökonomischen und sozialen Leben in der letzten Jahrzehnte einen “upgrade” machten.

Im “reichen Europa” haben alle Zeit, über irgend welchen Unsinn nachzudenken. Wer Zeit mit Nichtstun verbringen will, kann stundenlang mit den Applikationen des iphones spielen, sinnlose Nachforschungen mit Google betreiben oder endlos auf Facebook chaten und so noch weniger tun. Man kann auch mit dem Fahrrad rumfahren, einkaufen gehen, einen Kurs besuchen, einem exquisiten Hobby nachgehen oder mit einem Freund zwei Stunden lang einen Kaffee trinken gehen, irgendwann zwischen 8 und 18Uhr an irgend einem beliebigen Wochentag oder vieles mehr.

Die Tatsache “Sicherheit” ist auch gewichtig. Wozu und wovor soll man sich fürchten? Kleinere Diebstähle werden auch hier langsam zur Gewohnheit, aber brutale bewaffnete Überfälle sind rar. Die ökonomische Krise hat aufgeschreckt, aber eigentlich weiss niemand so recht was da genau passiert. Mindestens hier scheint die Krise auch niemanden zu betreffen.

Im Falle einer Krankheit hat man die Gewissheit, dass 90% der Kosten jeder lebenswichtigen Behandlung von der Krankenkasse bezahlt wird. Mit einem “geschenkten Leben” kann man entspannen und das sieht man auch in den Gesichtern der Menschen und an ihrem Verhalten. Niemand scheint je innerlich zu kochen, niemand schreit niemanden an; es läuft zweifelsfrei immer alles sehr ruhig ab.

Genau darum sind auch alle derart geschockt, wenn einmal ein barbarischer Psychopath, wie der in Norwegen, wie aus dem Nichts erscheint. Wie kann bei einem derart ruhigen und langweiligen Leben ein derartiges Monster erwachsen? Laut einem Bericht der Zeitschrift “Stern” plante Andres Breivik diese Attentate seit 2006. Geschah dies alles aus Angst, die Immigranten könnten der Grund für das Ende des ruhigen und einfachen reichen christlich-europäischen Lebens sein? Oder war es, weil er einfach nichts hatte, worüber er sich hätte Sorgen machen müssen und daher zu viel Zeit blieb für Unsinn und Obsessionen?

Verão na Alemanha: video

3 Aug

Um dia de verão em Friedrichshafen, durante o festival cultural da cidade, no Bodensee:

Sommer in Deutschland: Video

 Ein Tag im Sommer in Friedrichshafen während des Kulturufer-Festes in Friedrichshafen am Bodensee:

Verão na Alemanha: vou de barco

3 Aug

Muitos alemães, e suíços, aproveitam os dias quentes de verão no Bodensee. Como eu escrevi num outro post, o Bodensee é um lago enorme com uma área de 536 km quadrados (395 m acima do nível do mar) que fica em 3 países: Alemanha, Suíça e Austria. Os alemães do sul do país usam o Bodensee como praia e como mar pra velejar, praticar wakeboard, andar de lancha e pedalinho (sim, por aqui os pedalinhos são super populares!). A maior profundidade do lago é de 252 m no meio da sua parte oriental, ou seja, muitos barcos grandes circulam por lá.

Para se deslocar entre as cidades à beira do lago existem balsas. As travessias duram de 15 à 50 minutos (entre as partes mais largas do lago) e custam a partir de 4 euros por pessoa (no caso, criança). Os preços são por pessoa e por carro. As balsas sempre têm restaurante e  banheiros e algumas têm até  cadeiras de massagem!

Sommer in Deutschland: ich nehme die Fähre

Viele Deutsche und Schweizer verbringen die warmen Tage im Sommer am Bodensee. Wie ich in einem anderen Post geschrieben habe, ist der Bodensee riesig, 536 Quadratkilometer und 395m über Meer gelegen, grenzen drei Länder an den See: Deutschland, Oesterreich und die Schweiz. Die Süddeutschen kommen vor allem an den See, um zu baden und zu segeln. Wakeboards, Motor- und Pedaloboote sind aber auch sehr beliebt (ja, hier sind die Trettboote sehr beliebt!). Der grösste Teil des Sees bildet der Obersee, dort zirkulieren auch die meisten Schiffe und dort ist der See auch am tiefsten (252m). 

Mit Fähren kann man auch bequem von der einen Seite des Sees auf die andere kommen. Die Überquerung dauert zwischen 15 und 50 Minuten. Der Preis für eine Überfahrt von Romanshorn nach Friedrichshafen betragt 34 Euro (PKW 5m: 22 Euro, Erwachsene und Kinder je 4 Euro, zahlt in Euro! der Preis in Franken wäre 52,7 CHF!). Die Fähren haben stets ein Restaurant und Toiletten, zum Teil sogar Massagestühle!

Balsa no Bodensee:

Fähre am Bodensee:

Para quem prefere velejar, sempre existe a opção de alugar um veleiro ou equipamento:

Os pedalinhos são um charme (tem até com escorregador!) mas só para quem tem saco:

Konstanz: a Alemanha suíça

30 Jul

A cidade de Konstanz é a cidade grande alemã mais próxima da Suíça. Com pouco mais de 80 mil habitantes, a cidade vive lotada. De suiços. Que vão para lá aproveitar a paisagem linda do Bodensee (maior lago alemão e também suíço) mas principalmente para comer e comprar.

Konstanz é cheia de lojas com preços muito melhores que os da Suíça. Tem também um aquário bem bonito da rede Sea Life e muitos cafés e restaurantes bons (leia o post abaixo sobre o sushi do Deli).

Konstanz: die deutsche Schweiz

 Die Stadt Konstanz ist die grosse deutsche Stadt im Grenzgebiet zur Schweiz. Die Stadt hat etwas mehr als 80’000 Einwohnern und scheint stets überfüllt, überfüllt mit Schweizern. Sie gehen dorthin, wenn sie die schöne Landschaft rund um den Bodensee (grösster See Deutschlands) geniessen wollen, aber vor allem, um dort einzukaufen und um zu essen. Vergesst nach teuren Einkäufen bei der Rückreise in die Schweiz nicht, am Zoll anzuhalten, um die Mehrwertsteuer zurückzufordern (19%)!

 Konstanz besitzt sehr viele Läden mit Produkten die wesentlich günstiger sind als in der Schweiz. Die Stadt hat auch ein sehr schönes Aquarium (Sea Life) sowie viele Cafés und Restaurants (siehe Post Deli).

Mas se você quiser realmente comprar barato (e caro, a Globus deles, a Breuninger tem mil vezes mais coisas -e melhores- que qualquer loja suíça de departamentos) e ainda visitar museus, gaste umas horas a mais (de Wettingen, chega-se lá em menos de 3 horas) e vá para Stuttgart. A capital de Baden-Württenmberg é um dos maiores centros culturais e de compras do sul da Alemanha. Não se esqueça de guardar todas as notas de compras para apresentar na alfândega suíça. Desta maneira você desconta quase 20% do total das compras.

Wenn Du wirklich günstig einkaufen willst, oder aber auch teure Dinge suchst (der deutsche Globus heisst Breuninger, hat aber tausend Mal mehr Produkte als irgend ein Geschäft in der Schweiz), so musst Du nach Stuttgart fahren (von Wettingen ist man in weniger als 3h dort). Die Hauptstadt von Baden-Württemberg ist zudem eines der grössten Kulturzentren Deutschlands, gilt aber eben auch als Einkaufsparadies.

 

Ainda Amy

27 Jul

Quando um astro morre, todo mundo começa a ouvir suas músicas sem parar fazendo com que o morto chegue rapidinho no topo das paradas mesmo se já não as frequentasse há muito tempo. Foi assim com Michael Jackson, está sendo assim com Amy. Do MJ eu já conhecia praticamente tudo porque conhecia e admirava suas músicas desde que ele era um menininho. Cresci ouvindo Michael Jackson, fez parte da minha infância com a música do filme do ratinho assassino Ben, fez parte da minha adolescência quando comecei a cultuar a Black music americana e enlouqueci com o genial Off the Wall, fez parte da minha juventude mesmo quando eu o achava extremamente cafona e preferia o Prince .

Mas com a Amy não. Comecei a gostar a partir de Back to Black e mal sabia que ela existia antes disso até porque eu não sabia de nada e nem quem existia ou não existia no mundo da música desde 2003, tão concentrada que eu estava sendo mãe em horário integral. Agora estou descobrindo como ela era melhor ainda do que eu já sabia. Pra quem parou no tempo como eu…

Amy arrasando, em 2005:

Die alle bezaubernde Amy im Jahr 2005:

Linda em 2004:

Schön im Jahr 2004:

Immer noch Amy 

Stirbt ein Star, beginnen die Menschen seine Musik ohne Unterbruch zu hören, was den Toten jeweils, wenn auch nicht für lange Zeit, schnell in die Top-Charts kommen lässt. So war es mit Michael Jackson und so wird es auch mit Amy geschehen. Von MJ kannte ich praktisch schon alles, kannte und bewunderte ich doch seine Musik schon seit seiner Kindheit. Ich bin aufgewachsen mit Michael Jackson, seine Musik und der Film mit der Ratte Ben waren Teil meiner Kindheit. In meiner Teenagerzeit begann ich die amerikanische “Black Music” zu kultivieren, was mit dem genialen “Off the Wall” gipfelte. Er war Teil meiner Jugend, auch wenn ich ihn extrem geschmacklos fand und Prince bevorzugte.

 Bei Amy ist das nicht so. Mit “Back to Black” begann alles erst, ich kannte sie zuvor kaum, zumal ich auch den Kontakt mit der aktuellen Musikszene ab 2003 verloren hatte, so sehr war ich auf meine Arbeit als Vollzeit-Mutter konzentriert. Erst jetzt entdecke ich, wie gut sie wirklich war, besser noch als ich dachte. Für all die, die etwa zur gleichen Zeit den Kontakt verloren haben …

Branco, cristão e fanático

23 Jul

O suposto atirador norueguês não é mais suposto. Anders Behring Breivik, de 32 anos acaba de admitir que foi ele o autor dos disparos na ilha norueguesa onde quase 90 pessoas foram assassinadas. Branco, jovem, cristão, xenófobo e racista, esse é o perfil do matador. Ao que parece era um pequeno fazendeiro de legumes orgânicos. Quem ele realmente é, ou finge ser, só saberemos nos próximos dias; assim como se ele agiu sozinho ou não e se foi ele mesmo que deixou o carro-bomba em Oslo.

Segundo o Globo.com, um  texto dado como seu, publicado num site de direita diz: “Quando o multiculturalismo deixará de ser uma ideologia projetada para desconstruir a cultura européia, as tradições, a identidade e os Estados-nação?”.

Taí o exemplo do que certos grupos, inclusive políticos, irresponsáveis fazem na cabeça de quem já não é lá muito correto. Por isso eu sempre falo sobre os cartazes do SVP (maior partido político suíço)… um dia, algum desequlibrado vai ser incitado pelo ódio que eles provocam e vai fazer uma besteira.

O massacre ocorrido em Oklahoma, nos Estados Unidos, em 1995 também foi planejado e executado por um jovem branco simpatizante da ultra-direita. Em Oklahoma morreram 168 pessoas e mais de 500 ficaram feridas.

Weiss, Christ und Fanatiker

Der mutmassliche norwegische Schütze ist nicht mehr nur Hauptverdächtiger. Der 32 jährige Anders Behring Breivik gab zu, der Täter der Schiesserei auf der norwegischen Insel zu sein, bei dessen Verlauf fast 90 Personen ermordet wurden. Weiss, jung, christlich, ausländerfeindlich und rassistisch, so lautet die Beschreibung des Mörders. Was ein kleiner Biobauer gewesen zu sein schien, was und wer er wirklich war, oder sein wollte, all das klärt sich in den nächsten Tagen, genauso wie die Frage, ob er alleine gehandelt hat und ob er wirklich auch für den Bombenanschlag in Oslo verantwortlich ist.

Das ist ein Besipiel für das, was gewisse Gruppen, inklusive unverantwortliche Politiker, mit einem schon verwirrten Geist anrichten können. Genau darum schreibe ich gegen diese ausländerfeindliche Plakate der SVP (der grössten Partei der Schweiz) … Eines Tages wird sich ein verwirrter Geist durch diesen geschürten Hass auch hier zu einer Schreckenstat hinreissen lassen.