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A estrada do Chianti

14 Jul

A Strada del Chianti Classico percorre toda a região do Chianti, entre Florença e Siena, começando por Greve até quase Siena. O hotel Belvedere fica bem no finzinho (ou comecinho se você sair de Siena) da estrada. Todo o caminho percorrido é de paisagens deslumbrantes com bosques, plantações de uvas e oliveiras, casarões antigos, castelos, vinícolas, enotecas e cidadezinhas lindas.

Castellina in Chianti, por exemplo; é um charme só com suas muitas lojinhas de vinhos e azeites da região. A cidade tem até um museu, o Museo Archeologico del Chianti Senese, por sinal, muito bem organizado e com uma torre onde é possível subir e ter uma vista linda de toda a região.

Die Strasse des Chianti Classico beginnt bei Greve und durchläuft die ganze Chianti-Region zwischen Florenz und Siena. Das Hotel Belvedere befindet sich schon recht nahe dem Ende der Strasse (oder dem Beginn, wenn man von Siena her kommt). Der ganzen Strasse entlang findet man eine wunderschöne Landschaft mit Wäldern, Weinbergen und Olivenhainen, antike Häuser, Schlössern, Weingütern, Vinotheken und schöne kleine Städtchen.

Castellina in Chianti als Beispiel besticht alleine schon mit dem Charme der vielen Läden, welche Wein und Olivenöl aus der Region anbieten. Dieses Städtchen hat sogar ein Museum, das Archäologische Museum von Chianti Senese, welches im übrigen sehr gut organisiert ist und einen Turm besitzt, den man hochsteigen kann. Nach dem Treppensteigen wird man oben mit einer wunderbaren Aussicht über die ganze Region belohnt.

Radda in Chianti, de origem etrusca, é também bonita com um centro antigo de ruelas, restaurantezinhos e bares. Já foi a capital da região do Chianti.

Radda in Chianti hat einen etruskischen Ursprung und ist ebenfalls sehr schön mit seinem historischen Zentrum und den Gassen, kleinen Restaurants und Bars. Auch dies war einst ein Zentrum des Chianti.

A grande surpresa da Strada fica por conta do lindíssimo Castello de Brolio, uma visão de mil e uma noites no meio de plantações de uvas e oliveiras. Seu dono, o Barão Bettino Ricasolli criou a receita clássica do vinho Chianti em 1872 no que é a fazenda de cultivo de uvas mais antiga da Italia. O castelo pertence até hoje a seus descendentes e é possível visitá-lo para uma degustação de vinhos.

Die grösste Überraschung der Strasse ist aber sicherlich das schöne Schloss Brolio, ein Bauwerk wie aus 1001 Nacht, inmitten von Weinreben und Olivenbäumen. Im Jahr 1872 kreierte sein Besitzer, Baron Bettino Ricasolli, das Rezept des Chianti Classico auf diesem ältesten Weingut Italiens (seit 7Jh. bekannt). Das Schloss ist noch heute im Besitze der Familie. Man kann das Schloss auch besuchen und im Innern Wein degustieren.

O restaurante do Belvedere

12 Jul

Dá para comer muito bem na Toscana mas não ter que sair de carro para procurar restaurante é realmente um luxo. O restaurante do hotel é ótimo. Cada dia eles têm um menu diferente. E não, não funciona como na Suíça e no Brasil. Na Italia come-se antepasto, entrada, primeiro, segundo prato, salada e sobremesa. Um por um e não tudo junto e misturado. A cozinha toscana é simples e muito saborosa. Carnes de caça, risottos, pastas variadas, sopas, a famosa bisteca fiorentina e saladas fresquinhas fazem parte do cardápio. Mas o melhor de tudo são os antepastos. Uma vez por semana, o Belvedere monta um buffet de antepastos variados por um preço fixo (26 euros, uma pechincha se comparado aos restaurantes bons de São Paulo e da Suíça). E que buffet! Uma coisa melhor que a outra! Bruschettas, crostinis, fundo de alcachofra, salames e outras carnes, pãezinhos, pecorinos e sobremesas maravilhosas. No verão, o jantar é servido no jardim. Comida boa, vinho e a brisa fresca da Toscana… felicidade pura!

Das Restaurant Belvedere

Man isst gut in der Toskana. Wirklicher Luxus ist aber, wenn man dafür nicht einmal das Hotel verlassen muss. Das Restaurant unseres Hotels war ausgezeichnet. Jeden Tag wurde ein anderes Menü angeboten. In Italien isst man aber nicht wie in der Schweiz oder in Brasilien. Zuerst gab es Antipasta, dann den Hauptgang und danach Salat und Dessert. Eines nach dem anderen, nicht zusammen und gemischt. Die toskanische Küche ist einfach und äusserst köstlich. Wild, Risottos, diverse Teigwaren, Suppen, das berühmte Fiorentina Steak sowie frische Salate sind Teil der Menükarte. Einmal pro Woche gibt es im Restaurant Belvedere ein Buffet mit diversen Antipasta für eine fixen Preis von 26 Euros (vergleicht man das mit Preisen in der Schweiz oder Sao Paulo, so ist das günstig). Das Buffet: Welcher Anblick! Eine Speise köstlicher als die andere! Bruschetta, Crostini, Artischockenherzen, Salami und anderes Fleisch, Brötchen, Pecorino und wunderbares Dessert danach. Im Sommer wird das Nachtessen draussen im Garten serviert. Ein gutes Essen, Wein und eine frische Brise aus der Toskana … pures Glück!

Belvedere di San Leonino

11 Jul

Começo os posts toscanos com o hotel, que fica perto de Castellina in Chianti, porque só ele já valeria a viagem. O Belvedere di San Leonino é um hotel de campo maravilhoso. Instalado num casarão do século 18, tem uma infra-estrutura enxuta mas eficaz. Os quartos (vinte e oito) são grandes, fresquinhos e super limpos. O hotel é todo rodeado por jardins floridos e gramados onde se pode sentar para descansar, ler ou simplesmente observar a paisagem de oliveiras e vinhedos. O café da manhã é cobrado à parte (7 euros) e vale cada euro gasto: tudo o que é servido é de boa qualidade e saboroso (apenas uma dica: peça sempre o café da máquina italiana Lavazza pois o outro é do tipo americano, ou seja, ruim e aguado). Além dos jardins, o hotel tem uma piscina grande com vista para os vinhedos.

Não é um hotel para ir com filhos pequenos pois não tem infra para crianças pequenas (tipo brinquedos no jardim ou pratos especiais, os chamados “kinder menu” tão comuns na Suíça) mas dá muito bem para ir com crianças maiores (todas que estavam por lá adoraram o hotel).

Eu fiz a reserva pelo Booking.com mas pode-se fazer também diretamente pelo site do hotel ou por telefone. Os preços podem variar por isso é bom checar em ambos os sites. Os posts sobre o hotel e a região continuam…

Ich beginne die toskanischen Posts mit dem Hotel. Es befindet sich in der Nähe von Castellina in Chianti, alleine deswegen lohnt sich schon die Reise. Das Belvedere di San Leonino ist ein wunderbares Landhotel, eingerichtet in einem grossen Landhaus aus dem 18. Jahrhundert. Die Infrastruktur ist schlank und gut angepasst. Die Zimmer (insgesamt 28) sind geräumig, kühl und sehr sauber. Das Hotel ist gänzlich umgeben mit Blumengarten oder Rasenfläche, wo man sich ausruhen oder auch einfach nur die schöne Landschaft mit ihren Weinbergen und Olivenhainen geniessen kann. Das Morgenessen wird separat berechnet (7 Euro) und lohnt sich: alles was serviert wird ist von guter Qualität und köstlich (hier nur ein Tipp: bestellt jeweils den italienischen Kaffee Lavazza, andernfalls bekommt Ihr den wässrigen schlechten aus der grossen Maschine). Abgesehen von den Gärten hat das Hotel auch ein grosses Schwimmbecken mit Sicht auf die Weinberge.

Es ist kein Hotel für Kleinkinder, dafür fehlt die Infrastruktur vom Typ Spielplatz mit Spielzeug im Garten. Auch gibt es kein spezielles Kindermenü, wie in der Schweiz üblich. Aber für Kinder die etwas älter sind, ist es sehr wohl geeignet (alle die dort waren liebten das Hotel).

Ich machte die Reservierung über Booking.com, doch man kann auch direkt über die Internetseite des Hotels oder per Telefon buchen. Die Preise mögen daher etwas variieren (prüft daher zuerst die Preise über beide Möglichkeiten). Weitere Berichte zum Hotel und der Region folgen …

Toscana de cartão postal

11 Jul

A Suíça é linda, o Brasil é lindo etc etc etc mas nenhum lugar do mundo é como a Italia. Incrível como na Italia você encontra o pior do pior e o melhor do melhor. As cidades novas são feias, de arquitetura duvidosa e “encortiçadas” pelas fileiras de roupas penduradas pra fora das janelas. O trânsito é do nível indiano, um caos onde todo mundo corre feito louco.

Mas as cidades velhas italianas… bom, as cidades antigas são lindas como em nenhum outro lugar. E a comida… meu deus! Comida boa na Italia é realmente comida boa!

Este ano, o achado italiano foi o hotel Belvedere di San Leonino na Strada del Chianti Classico, no coração da Toscana, que como o nome já diz é onde estão os grandes vinhedos de onde se originam os vinhos Chianti. A estrada por si só já é linda com a clássica paisagem de casarões rodeados por plantações de uvas e oliveiras.

As principais cidades da região do Chianti são (todas levam o nome e o sobrenome “in Chianti”): Greve, Castellina, Radda e Gaiole. Mas em pouco tempo pode-se chegar também em Siena (que fica há 15 minutos de carro do hotel), San Gimignano (mais ou menos 40 minutos de distância) e Volterra (45 min), cidades deslumbrantes que devem ser visitadas pelo menos uma vez na vida.

A linda Siena (clique nas fotos para aumentar):

Das schöne Siena (zur Vergrösserung einfach auf das Foto klicken):

Die Toskana wie auf der Postkarte

Die Schweiz ist schön, Brasilien ist schön etc., aber kein Ort der Welt ist wie Italien. Es scheint unmöglich, aber in Italien kann man auf das Schlechteste vom Schlechten und aber auch auf das Beste vom Besten treffen. Die Neustädte sind hässlich, die Architektur nicht über alle Zweifel erhaben und zuweilen gleichen Wohnhäuser Mietskasernen, mit den überall an den Fenstern hängenden Kleidern. Der Verkehr ist fast vergleichbar mit dem in Indien, ein Chaos und überall rasende Autofahrer.

Aber die antiken Städte Italiens … die antiken Städte sind schön wie sonst nirgends. Und das Essen … Mein Gott! Gutes Essen in Italien ist wirklich gutes Essen!

Dieses Jahr fiel die Wahl des Ferienortes auf das Hotel Belvedere di San Leonino an der Strasse des Chianti Classico, im Herzen der Toscana. Wie es der Name schon verrät, befinden sich hier die berühmten Weinberge und der Ursprung des Chianti-Weines. Schon die Strasse alleine ist schön. Sie zieht durch eine Landschaft mit Weinbergen und Olivenhainen, in denen oft grosse Landhäuser stehen.

Die wichtigsten Städte der Region des Chianti sind (alle haben noch den Zusatz “in Chianti”): Greve, Castellina, Radda und Gaiole. Schnell ist man aber auch in Siena (in etwa 15 Minuten vom Hotel aus), in San Gimignano (etwa 45 Minuten entfernt) und in Volterra (auch etwa 45 Minuten). Diese Städte sind alle wunderbar, man sollte sie mindestens einmal im Leben besuchen.

 

A vida imortal de Henrietta Lacks

6 May

Eu já tinha lido algumas resenhas sobre o livro mas achava que não seria grande coisaDurante a última viagem, em SP, resolvi comprar  A vida imortal de Henrietta Lacks (The immortal life of Henrieta Lacks), no Brasil lançado pela Companhia das Letras, mesmo achando que era meio chatinho. Que engano! É sem dúvida um dos melhores e mais interessantes livros que já li na vida.

O primeiro livro de Rebecca Skloott, que pesquisou sobre o assunto durante dez anos; foi eleito um dos dez melhores de 2010 por mais de 60 publicações, entre elas, o New York Times, o Independent e o The Washington Post (nome inspirador para o thewettingenpost). A autora, com formação universitária em Biologia; escreve artigos sobre ciência em diversas revistas e jornais e foi professora universitária de escrita científica e de não ficção.

A vida imortal de Hentietta Lacks conta a saga da americana Henrietta Lacks que teve suas células cancerosas coletadas sem seu consentimento depois da descoberta de um tumor maligno avassalador. As células de Henrietta, as primeiras células humanas mantidas em cultura,  deram origem a uma indústria milionária . A linhagem  HeLa (abreviação de Henrietta Lacks) fez parte  de pesquisas dos genes que causam câncer e ajudou a desenvolver remédios para tratamento de câncer, herpes, leucemia, gripe, hemofilia e Mal de Parkinson, entre outras doenças.

Apesar disso a família de Henrietta nunca se beneficiou com nenhum lucro da indústria farmacêutica e não tinha dinheiro nem sequer para uma consulta médica. Com a história comovente de Henrietta e sua família, a autora discute o uso de cobaias humanas e bioética. O livro, além de interessantíssimo; é super bem escrito. Muitas vezes parece um romance e não um livro de não ficção de tão envolvente.

Ich hatte schon einige Kritiken über das Buch gelesen und dachte, es sei nichts besonderes. Während der letzten Reise habe ich es mir in SP gekauft: A vida imortal de Henrietta Lacks (The immortal life of Henrieta Lacks, auf Deutsch: Die Unsterblichkeit der Henrietta Lacks vom Irisiana Verlag. In Brasilien wurde es vom “Campanhia das Letras – Verlag” lanciert. Wirklich, ich dachte, es sei ein etwas langweiliges Buch, was für ein Trugschluss! Es ist zweifelsohne eines der interessantesten und spannendsten Bücher, das ich je gelesen habe.

Das erste Buch von Rebecca Skloott wurde zu einem der zehn besten Bücher im 2010 gewählt. Gewählt hatten mehr als 60 Redaktionen, darunter die New York Times, The Independent und The Washington Post (die Inspiration für thewettingenpost). Die Autorin besitzt einen Universitätsabschluss in Biologie, schreibt wissenschaftliche Artikel für diverse Zeitschriften und Zeitungen und war Universitätsprofessorin für Wissenschafts- und Sachbücher.

Die Unsterblichkeit der Henrietta Lacks erzählt die Geschichte der Amerikanerin Henrietta Lacks, deren Krebszellen ohne ihre Zustimmung gesammelt wurden, nachdem bei ihr ein übermächtiger bösartiger Tumor entdeckt wurde. Diese Zellen waren die ersten menschlichen Zellen, welche in Kultur gehalten wurden und öffneten die Türe für eine Milliardenindustrie. Die Zelllinie HeLa (Abkürzung für Henrietta Lacks) war Teil der Forschung, welche sich mit Genen beschäftigt, die Krebs auslösen und sie half bei der Entwicklung von Medikamenten zur Behandlung von Krebs, Herpes, Leukämie, Grippe, Hämophilie, Parkinson und gegen andere Krankheiten.

Die Familie von Henrietta erhielt nie auch nur einen einzigen Franken von der Pharmaindustrie, hatte nicht einmal genug Geld für Arztbesuche. Die bewegende Geschichte der Henrietta und ihrer Familie erzählt auch die Geschichte der Verwendung menschlicher Probanden und diskutiert die Bioethik. Abgesehen davon, dass das Buch extrem interessant ist, ist es auch noch gut geschrieben. Das Buch ist derart fesselnd, dass man oft den Eindruck hat, einen Roman zu lesen und nicht ein Sachbuch.