Archive | August, 2011

Horizonte Perdido

16 Aug

O SVP, principal partido político suíço, acaba de lançar mais uma campanha de extremo bom gosto. Tendo em vista as eleições de outubro e o eleitor conservador, a nova campanha do SVP é “contra a imigração em massa”. Nos posters do SVP, espalhados por todos os cantos das cidades, pernas de homens com sapatos pretos invadem e pisoteiam a bandeira suíça com agressividade. Realmente, de sutileza esses partidos não têm nada… Imigração em massa?

Claro, a Suíça é praticamente grudada no norte africano e muitos imigrantes podem chegar aqui tranquilamente nadando ou pendurados em pneus flutuantes. Também estamos grudados na Romênia onde trilhões de ciganos assassinos poderiam querer vir pra cá atrás do nosso ouro.

Incrível como campanhas da extrema direita têm feito tanto sucesso na Europa. Na Suíça e na Holanda, países tradicionalmente reconhecidos como super democráticos, modernos e tolerantes, os partidos ultra conservadores estão dominando a política.

O apoio popular cresce a cada ano. O “público alvo” é o caipira (tanto faz se é caipira do campo ou da cidade) conservador. O caipira europeu é muito discreto. Às vezes até parece moderninho. A primeira vista é bem educado, gentil e todo bonitinho. Quando contrariado vira bicho em cinco minutos. Ele pensa nele, nele e nele e ai de quem vier atrapalhar sua vidinha em Shangri-la.

Lost horizon

Die SVP, die stärkste Partei der Schweiz, hat gerade wieder eine neue Kampagne der Marke “extrem guter Geschmack” gestartet. Im Hinblick auf die Wahlen im Oktober und den konservativen Wähler im Auge, lautet die neueste Kampagne der SVP: “Masseneinwanderung stoppen!”. Auf den Postern der SVP, die bereits überall in der Schweiz aufgehängt sind, sind schwarze Beine in gutem Schuhwerk zu sehen, die auf eine symbolisierten Schweiz (der Boden ist die Schweizer Fahne) treten. Die hereintretenden Beine haben eine aggressiven marschierende Aussagekraft (v.a. die vordersten). Wirklich, Feingefühl hat diese Partei überhaupt nicht … Massenimmigration?

Klar, Nordafrika und die Schweiz liegen ja praktisch nebeneinander. Viele Immigranten schwimmen von der einen Seite zur andern oder paddeln gemütlich auf Wasserpneus Richtung Schweiz. Auch sind wir hier im Grenzgebiet zu Rumänien und Wagenzüge voll mit plündernden Zigeunern können leicht hierher ziehen, auf der Suche nach unserem Gold.

Unglaublich, wie die Kampagnen der Rechtsextremen in Europa Erfolg haben. In der Schweiz und in Holland, zwei traditionell sehr demokratischen, modernen und toleranten Ländern, dominieren die ultrakonservativen Parteien die Politszene des Landes.

In den letzten Jahren stieg der Wähleranteil mit jedem Jahr. Die Zielgruppe dieser Partei ist primär der konservative “einfache Landmensch” (egal ob vom Land oder der Stadt). Der “europäische Hinterwäldler” ist äusserst diskret, teilweise scheint er sogar modern zu sein. Auf den ersten Blick erscheint er gut erzogen, anständig, alles schön, so wie es sein muss. Bist du aber nicht seiner Meinung, so verwandelt er sich in wenigen Minuten in eine Bestie. Er denkt in erster Linie nur an sich, und will in seiner kleinen Welt “Shangri-la” nicht gestört werden.

 

 

 

A beleza relativa

13 Aug

Com tempo de sobra para pensar em besteira,  hoje me peguei olhando minhas unhas e pensando que minhas mãos estão cada dia mais feias. Esse pensamento durou cinco segundos e logo foi relegado ao seu devido lugar: o último na minha lista de preocupações.

As brasileiras acostumadas a frequentar cabelereiros e manicures no Brasil, não se conformam quando vêm morar na Europa. Simplesmente piram e entram numa crise de abstinência de alisamento capilar e esmalte de unhas. Parece que tirar as cutículas é uma prioridade na vida. Falam sem parar como as européias ficam feias depois que são mães, que as mãos sem esmaltes e os cabelos curtinhos delas são horrorosos etc.

Mas não seria o desprendimento com a aparência física exatamente uma das grandes qualidades das mulheres européias e muito especialmente das germânicas? Ninguém fica obcecado por manter a juventude e a beleza. Ninguém vive em manicure, cabelereiro, depiladora e clínica de estética mesmo tendo tempo e dinheiro para gastar em tudo isso. O envelhecimento é aceito como algo totalmente normal e sem traumas. Não é motivo para depressão. As prioridades e preocupações são outras.

Já as brasileiras… Quando eu morava em St. Gallen conheci uma moça bem simpática. Ela tinha três metas na vida: comprar um sofá de couro branco, um carro e fazer uma plástica. Todas as conversas giravam em torno dessas prioridades. Não adiantava nada eu falar que ela era bonita e que estava muito bem daquele jeito.

Natural do Pará, ela era bastante atraente já no seus quarenta e tantos anos e estava envelhecendo bem. Os traços do rosto ainda eram totalmente harmoniosos. A mulher se matava de trabalhar faxinando as casas alheias (aqui uma hora de limpeza custa mais ou menos o equivalente a 50 reais) para realizar seus sonhos.

De origem muito pobre ela assumia numa boa que tinha casado com um suíço para tentar uma vida melhor fora do Brasil. Veio de mala e cuia com o filho pré-adolescente, morava aqui há anos mas quase não falava alemão. Ela passava meses ralando enquanto o marido fazendeiro – que por sua vez não falava quase nenhuma palavra de português – ía sozinho para as praias nordestinas a gente bem sabe fazer o quê…

Anos depois, quando eu já morava em Wettingen, durante um passeio por St. Gallen, dei de cara com uma fisionomia familiar. Era igual mas diferente… Era a amiga que tinha voltado do Brasil depois de uma temporada por lá.

A sobrancelha dela não era mais feita de pelos. No lugar existia uma pintura ou tatuagem preta bem fininha, como era moda nos anos 20. O nariz… uma narina mais pra baixo, outra mais pra cima, um calombo no ossinho e uma pontinha arrebitada e redondinha.

Eu fiquei com muita dó porque vi o quanto ela trabalhou para pagar essa plástica. Mas ela parecia feliz. Talvez assim ficasse mais evidente que ela havia conseguido realizar um dos seus grandes sonhos. Espero que pelo menos o sofá branco tenha ficado bom na casa velha da fazenda. Ou que ela tenha conseguido comprar o carro e tenha se mandado daquele lugar.

* infelizmente essas gerações de mulheres européias nem aí para a aparência e a juventude eterna parece estar se esgotando. As mulheres na faixa dos vinte anos costumam se depilar (todinhas, nenhuma jovem tem mais pelos pubianos), se maquiar com toneladas de base e pintar as unhas ou colocar longuíssimas unhas falsas…O horror, o horror…

Relative Schönheit

In der Zeit die mir bleibt, um mich mit Unsinn zu beschäftigen, ertappte ich mich beim Studium meiner Hände und den Gedanken, dass diese je länger je hässlicher aussehen. Glücklicherweise schob ich diese Gedanken aber schnell wieder an den Platz, wo sie hingehören: auf den letzten Platz in der Liste meiner Sorgen.

Brasilianerinnen sind sich an einen regelmässigen Besuch beim Coiffeur und Maniküre gewöhnt. Anfänglich leiden sie hier in Europa an Entzugserscheinungen von Haar- und Nagellack, es scheint so, als wäre die Entfernung der Nagelhaut eine Priorität im Leben einer Brasilianerin. Und sie reden dauernd davon, wie die Europäerinnen hässlich werden, nachdem sie Mütter sind, dass ihre Hände und ihre kurzen Haare schrecklich aussehen etc.

Aber ist nicht gerade diese Befreiung von der Besorgnis über das Aussehen genau eine der grossen Qualitäten der europäischen Frauen? Niemand ist besessen davon die Jugendlichkeit und Schönheit zu erhalten. Niemand geht dauernd in die Maniküre, zum Coiffeur, in die Depillation, die Schönheitsklinik. Die Alterung wird als etwas ganz normales angesehen, ohne Trauma und nichts. Sie ist kein Grund für eine Depression. Die Sorgen und Prioritäten liegen anderswo.

Und die Brasilianerinnen … Als ich noch in St.Gallen wohnte, kannte ich eine sympathische junge Brasilianerin, die drei Ziele in ihrem Leben verfolgte: 1. ein weisses Ledersofa kaufen 2. ein Auto kaufen und 3. eine Schönheitsoperation. Jede Diskussion drehte sich um eines dieser drei Ziele, es nützte auch nichts ihr zu sagen, dass sie hübsch ist und keine Schönheitsoperation braucht.

Geboren im Staate Para, lebte sie nun bei einem Bauern auf dem Land und kam ab und zu in die Stadt. Sie war um die 40 Jahre alt und noch sehr attraktiv. Ihre Gesichtszüge waren noch immer sehr harmonisch und zeigten kaum Anzeichen von Alterung. Die Frau arbeitete wie wild als Putzfrau (hier verdient man pro Stunde als Putzfrau etwa 50 Reais), um ihre Träume zu verwirklichen.

Da sie aus sehr einfachen Verhältnissen stammte, akzeptierte sie leicht die Heirat mit einem Schweizer, um ein besseres Leben zu haben. Mit nur einem Koffer und ihrem Sohn im Teenageralter zog sie in die Schweiz, lebte schon Jahre hier, sprach aber noch fast kein Wort Deutsch. Ihr Mann, der seinerseits nach ihren Worten kaum ein Wort Portugiesisch sprach, verbrachte seine Ferien ab und zu an den Stränden im Nordosten Brasiliens (wir wissen wohl warum …), während sie hier arbeitete.

Einige Jahre später, als ich schon in Wettingen wohnte, traf ich sie zufällig wieder bei einem Ausflug nach St.Gallen. Irgendwie kam mir das Gesicht bekannt vor. Es sah noch aus wie damals, einfach etwas anders … Sie war es, gerade zurück aus Brasilien, nach einiger Zeit, die sie dort verbrachte.

Sie hatte keine Augenbrauen mehr. An deren Stelle war ein Strich aufgemalt oder auftätowiert, so wie es in den 20er Jahren Mode war. Die Nase … ein Nasenloch war etwas mehr nach unten, das andere etwas mehr nach oben, das Nasenbein hatte einen kleinen Buckel und die Nasenspitze zeigte leicht nach oben.

Sie tat mir unheimlich Leid, wusste ich doch, wie sehr sie sich diese Operation gewünscht hat und wie viel sie dafür arbeiten musste. Doch sie schien glücklich zu sein. Vielleicht zeigte dies einfach, dass es ihr gelungen war, eines ihrer grossen Ziele zu realisieren. Hoffentlich sieht das weisse Sofa wenigstens gut aus in der Stube des Bauernhauses. Oder noch besser: Es ist ihr gelungen ein Auto zu kaufen und damit weit weg zu fahren von diesem Bauern.

P.S. unglücklicherweise scheint sich nun aber auch hier die junge Generation an Frauen übermässig mit der Schönheit und ewigen Jungend zu beschäftigen. Alle jungen Frauen um die 20 Jahre sind depilliert (keine einzige hat mehr Schamhaare), tragen Tonnen von Make-up auf, färben ihre Nägel oder tragen diese schrecklichen Nagelverlängerungen …

Yo soy un hombre sincero

13 Aug

E minha filha que voltou pra casa tendo que estudar Guantamera para a aula de Canto? A intenção foi boa, simpática, tá na cara que a professora só queria ajudar… mas non, non hablamos espanol! Tem uma outra suíça que toda vez que me encontra pergunta se está tudo bem em  Portugal. Ninguém, quase ninguém, sabe onde fica São Paulo ou onde fica o Rio, ou mesmo a Bahia (que muitos frequentam). O sul do Brasil nem existe pra ninguém.  E a surpresa quando eu digo que sou brasileira? “Mas você é branca!”.

No começo da minha vidinha aqui, eu ficava brava, irritada e revoltada com a ignorância alheia. Muitos anos depois fiquei amiga de uma indiana que estudava alemão comigo e então descobri que eu não sabia quase nada sobre a India. Tinha na cabeça só estereótipos e muitos eram completamente errados. Conversando muito com ela e lendo os livros da Thrity Umrigar comecei a entender um monte de coisas que não entendia ou nem sabia que eram assim. E não, eu não sabia nada sobre a geografia da India e cheguei a perguntar para ela se Nova Delhi (a cidade dela)  era perto do Sri Lanka…  Hoje já levo numa boa quando tentam se comunicar comigo em italiano ou espanhol ou falam os maiores absurdos sobre o Brasil.  Fazer o quê…

A Europa rica

11 Aug

Nos países onde tudo funciona como deve funcionar, ninguém tem que perder tempo com burocracia, não existe o stress – como no Brasil- de que cada problema a resolver é um tormento sem fim e sem solução. Ninguém trabalha feito louco; pelo contrário, muitas pessoas (maioria de mulheres suíças, por exemplo) trabalham apenas dois ou três dias da semana. A concorrência é pequena. Grande parte dos imigrantes não representa ameaça para o “europeu rico”. Imigrante vai fazer o trabalho que ninguém aqui quer mais fazer porque teve um “upgrade” na vida social e econômica nas últimas décadas.

Na ” Europa rica” todo mundo tem tempo para pensar em besteiras. Quem não quer ficar à toa pode gastar horas em aplicativos no iphone , em pesquisas sem sentido no Google ou em intermináveis conversinhas no Facebook e ficar mais “à toa” ainda. Ou andar de bicicleta ou fazer compras ou ter um hobby bem esquisito ou tomar um café com um amigo por duas horas seguidas em qualquer dia da semana antes das 18:00 ou fazer um curso de qualquer coisa ou um monte de outras coisas.

O fator “segurança” também conta muito. Medo pra quê ou de quê? Roubos são cada vez mais comuns mas assaltos violentos com armas são raríssimos. A crise econômica faz alarde mas na verdade ninguém nem sabe direito o que está acontecendo. Pelo menos aqui nenhuma crise afeta o cotidiano das pessoas.

Quando doente, o “europeu rico” sabe que vai ter acesso à todo tipo de tratamento e o seguro vai cobrir até  90% dos gastos. Com a vida “ganha” dá para relaxar e isto é visível na cara  e no comportamento das pessoas. Ninguém parece prestes a explodir, ninguém grita com ninguém; é tudo muito calmo, correto e sempre inquestionável.

Por isso mesmo, quando um psicopata como o terrorista da Noruega aparece barbarizando, todo mundo leva um susto enorme. Como dessa vida tão calma e tediosa surge um monstro desses? Segundo reportagem da  revista Stern, Andres Breivik planejava os atentados desde 2006.  Tudo isso foi por medo de que os imigrantes acabassem com a calma da vidinha fácil do europeu branco-cristão-rico ou foi porque ele  não tinha mais nada para se preocupar e muito tempo livre para pensar em besteira e criar obsessões?

Reiches Europa

In den Ländern, wo alles so funktioniert, wie es funktionieren soll, braucht niemand unnötig Zeit mit der Bürokratie zu verlieren. Es gibt nicht den gleichen Stress wie in Brasilien, wo jedes Problem, welches es zu lösen gilt, zu einer Qual ohne Ende und Lösung wird. Fast niemand arbeitet wie verrückt – im Gegenteil, viele Leute hier (die Mehrheit der Frauen zum Beispiel) arbeiten nur gerade zwei bis drei Tage die Woche. Es gibt wenig Konkurrenz. Die Mehrheit der Immigranten sind keine Gefahr auf dem Arbeitsmarkt für den “reichen Europäer”. Die Immigranten bewerben sich für die Arbeit, die hier keiner mehr machen will oder muss, da die meisten Einheimischen in ihrem ökonomischen und sozialen Leben in der letzten Jahrzehnte einen “upgrade” machten.

Im “reichen Europa” haben alle Zeit, über irgend welchen Unsinn nachzudenken. Wer Zeit mit Nichtstun verbringen will, kann stundenlang mit den Applikationen des iphones spielen, sinnlose Nachforschungen mit Google betreiben oder endlos auf Facebook chaten und so noch weniger tun. Man kann auch mit dem Fahrrad rumfahren, einkaufen gehen, einen Kurs besuchen, einem exquisiten Hobby nachgehen oder mit einem Freund zwei Stunden lang einen Kaffee trinken gehen, irgendwann zwischen 8 und 18Uhr an irgend einem beliebigen Wochentag oder vieles mehr.

Die Tatsache “Sicherheit” ist auch gewichtig. Wozu und wovor soll man sich fürchten? Kleinere Diebstähle werden auch hier langsam zur Gewohnheit, aber brutale bewaffnete Überfälle sind rar. Die ökonomische Krise hat aufgeschreckt, aber eigentlich weiss niemand so recht was da genau passiert. Mindestens hier scheint die Krise auch niemanden zu betreffen.

Im Falle einer Krankheit hat man die Gewissheit, dass 90% der Kosten jeder lebenswichtigen Behandlung von der Krankenkasse bezahlt wird. Mit einem “geschenkten Leben” kann man entspannen und das sieht man auch in den Gesichtern der Menschen und an ihrem Verhalten. Niemand scheint je innerlich zu kochen, niemand schreit niemanden an; es läuft zweifelsfrei immer alles sehr ruhig ab.

Genau darum sind auch alle derart geschockt, wenn einmal ein barbarischer Psychopath, wie der in Norwegen, wie aus dem Nichts erscheint. Wie kann bei einem derart ruhigen und langweiligen Leben ein derartiges Monster erwachsen? Laut einem Bericht der Zeitschrift “Stern” plante Andres Breivik diese Attentate seit 2006. Geschah dies alles aus Angst, die Immigranten könnten der Grund für das Ende des ruhigen und einfachen reichen christlich-europäischen Lebens sein? Oder war es, weil er einfach nichts hatte, worüber er sich hätte Sorgen machen müssen und daher zu viel Zeit blieb für Unsinn und Obsessionen?

Somewhere over the rainbow

8 Aug

Não sei nem quantas vezes assisti  O Mágico de Oz com a Judy Garland quando eu era pré-adolescente. Junto com os filmes do Jerry Lewis, os filmes bíblicos com o Charlton Heston,  os incríveis Três Patetas, as séries Planeta dos Macacos e a Poderosa Isis; O Magico de Oz me ensinou a gostar de cinema.

Poucas vezes vi um arco-íris quando moravava em SP mas aqui… praticamente toda semana tem um!

Ich weiss nicht, wie viele Male ich als Mädchen den Film: ” Der Zauberer von Oz” mit Judy Garland gesehen habe. Zusammen mit anderen Filmen, wie denen von Jerry Lewis, den biblischen Filmen mit Charlton Heston, “The Three Stooges”, der Serie “Der Planet der Affen” und “The Secrets of Isis” war “Der Zauberer von Oz” dafür verantwortlich, dass ich mich für das Kino zu interessieren begann.

Nur selten sah ich einen Regenbogen in Sao Paulo, aber hier … hier sehe ich fast jede Woche einen!

Hoje em Wettingen:

Heute in Wettingen:

Ontem no Kansas:

Gestern in Kansas:

O ano sem verão

6 Aug

Quem mora em países onde os invernos costumam ser muito frios, vive em uma eterna espera pelos parcos dois, três meses de verão. O inverno na Suíça é pesado. Primeiro porque dura muito: de novembro à abril a maioria dos dias são frios e chuvosos (ou nevados). Segundo porque é intenso: durante meses os termômetros marcam de 0° pra baixo e é bem normal que faça menos 10° de manhã cedo, bem na hora que a gente sai (no meu caso, à pé) de casa para começar a cumprir o roteiro de obrigações do dia. Terceiro porque é escuro demais: às 16:30 já é noite.

Acho muito engraçado quando vejo reportagens de revistas e blogs brasileiros dando dicas de roupas para o inverno na Europa. Na Alemanha, na Suíça e na Austria ninguém sai de sobretudo de lã ou de shorts jeans com meia-calça e bota de cano alto de couro. No inverno daqui tem que sair de casaco forrado de pluma, bota gore-tex (nem pensar em botinhas Ugg que empapam na primeira neve ou couro que não esquenta nada), luvas, gorro e meias de snowboard (porque são mais leves e aquecem mais). Para conseguir sair de casa de manhã é preciso tempo, bastante tempo e paciência para se vestir.

No inverno se você não usar um creme no corpo e no rosto sua pele racha a ponto de sangrar. O nariz fica permanentemente pingando e os olhos vermelhos por causa do aquecimento. Fora os duzentos vírus diferentes que detonam qualquer um. De gripe à diarréia, é no inverno que a gente pega tudo.

Por isso tanta expectativa para o verão. Em julho e agosto a gente simplesmente só tem que calçar um sapato para sair de casa. Liberdade. As noites com céu azul claro e laranja se estendem até depois das 22:00, as janelas ficam abertas deixando que o ar fresco renove o ambiente das casas. Dá para sentar fora nos bares e restaurantes, frequentar as piscinas públicas, os lagos; andar nas montanhas só de camiseta e calça. Tudo é mais fácil e prazeroso. As férias de verão dão uma renovada no humor, deixam todo mundo mais relaxado e feliz.

Este ano foi o pior verão suíço desde sei lá quantos anos. Choveu, choveu, choveu. Ventou, ventou, ventou.  Cogumelos gigantes cresceram no meu jardim e no meu peito. Com temperaturas maximas de 18 graus ninguém foi para as piscinas, ninguém foi caminhar nas montanhas. Quem tava aqui fugiu para um país ensolarado (meu caso) ou se enfiou no shopping alemão mais próximo (meu caso também que -ufa- consegui aproveitar 3 dias de sol por lá).

Devia ter ficado o mês inteiro de julho num albergue de qualquer cidade medieval italiana tomando vinho barato e me alimentando de pão para o dinheiro render. Mas a vida não é assim e os vintes anos já se foram faz tempo. Pelo menos aproveitei minha broncopneumonia para ler muito, em casa, na Suíça. Como a gente faz nos piores dias de inverno.

Do jeito que foi esse verão, não quero nem imaginar como será o próximo inverno.

Verão na Alemanha: video

3 Aug

Um dia de verão em Friedrichshafen, durante o festival cultural da cidade, no Bodensee:

Sommer in Deutschland: Video

 Ein Tag im Sommer in Friedrichshafen während des Kulturufer-Festes in Friedrichshafen am Bodensee:

Verão na Alemanha: vou de barco

3 Aug

Muitos alemães, e suíços, aproveitam os dias quentes de verão no Bodensee. Como eu escrevi num outro post, o Bodensee é um lago enorme com uma área de 536 km quadrados (395 m acima do nível do mar) que fica em 3 países: Alemanha, Suíça e Austria. Os alemães do sul do país usam o Bodensee como praia e como mar pra velejar, praticar wakeboard, andar de lancha e pedalinho (sim, por aqui os pedalinhos são super populares!). A maior profundidade do lago é de 252 m no meio da sua parte oriental, ou seja, muitos barcos grandes circulam por lá.

Para se deslocar entre as cidades à beira do lago existem balsas. As travessias duram de 15 à 50 minutos (entre as partes mais largas do lago) e custam a partir de 4 euros por pessoa (no caso, criança). Os preços são por pessoa e por carro. As balsas sempre têm restaurante e  banheiros e algumas têm até  cadeiras de massagem!

Sommer in Deutschland: ich nehme die Fähre

Viele Deutsche und Schweizer verbringen die warmen Tage im Sommer am Bodensee. Wie ich in einem anderen Post geschrieben habe, ist der Bodensee riesig, 536 Quadratkilometer und 395m über Meer gelegen, grenzen drei Länder an den See: Deutschland, Oesterreich und die Schweiz. Die Süddeutschen kommen vor allem an den See, um zu baden und zu segeln. Wakeboards, Motor- und Pedaloboote sind aber auch sehr beliebt (ja, hier sind die Trettboote sehr beliebt!). Der grösste Teil des Sees bildet der Obersee, dort zirkulieren auch die meisten Schiffe und dort ist der See auch am tiefsten (252m). 

Mit Fähren kann man auch bequem von der einen Seite des Sees auf die andere kommen. Die Überquerung dauert zwischen 15 und 50 Minuten. Der Preis für eine Überfahrt von Romanshorn nach Friedrichshafen betragt 34 Euro (PKW 5m: 22 Euro, Erwachsene und Kinder je 4 Euro, zahlt in Euro! der Preis in Franken wäre 52,7 CHF!). Die Fähren haben stets ein Restaurant und Toiletten, zum Teil sogar Massagestühle!

Balsa no Bodensee:

Fähre am Bodensee:

Para quem prefere velejar, sempre existe a opção de alugar um veleiro ou equipamento:

Os pedalinhos são um charme (tem até com escorregador!) mas só para quem tem saco: