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Eu quero uma casa no campo…

10 Sep

A cidade é pequena mas a vista vale a pena:

Geralmente as pessoas optam por morar numa cidade pequena por causa da qualidade de vida. Eu não. Pouco ou nenhum trânsito, tudo perto, poluição zero, conhecer todo mundo… nada disso pra mim é mais atrativo do que não ter que cozinhar e poder pedir comida pelo delivery, contar sempre com taxis passando, poder ficar horas numa livraria gigante  e principalmente, ser livre para escolher o que fazer e quando fazer porque as opções existem.

A Suíça é caríssima para morar.  Zürich não dava, em Baden não tinhamos muitas opções então acabamos em Wettingen que nem mesmo quer ser uma cidade. Aqui e na Alemanha existe uma diferença entre “cidade” e “vilarejo”. As cidades (Stadt) devem preencher certos requistos de infraestrutura que os vilarejos (Dorf) não precisam. O número de babitantes é importante mas não define uma cidade. Por exemplo: Baden tem 17 mil habitantes e é uma cidade. Wettingen tem quase 18 mil e é um vilarejo. A questão é também política. Os conservadores adoram falar que tudo era sempre melhor em mil novescentos e pouco. Para eles, tudo é muito melhor numa cidadezinha que mantém suas tradições e não aceita nada nem ninguém que seja diferente.  Não é por acaso que os Amisch americanos saíram da Suíça.

Para mim o que define um vilarejo é o tédio. Pode ser calmo, seguro (não sei não… Twin Peaks taí como prova…) mas não tem nada pra fazer. Acho que é exatamente por isso que os suíços e os alemães adoram fazer caminhadas. Só sobra andar nos lugares onde o único cinema só funciona à noite, não tem nenhuma livraria e os poucos restaurantes servem comida entre meio dia e duas da tarde.

Eu tinha uma amiga argentina, a Mariana, que organizava saraus literários em espanhol em Wettingen.  Mariana era jovem, linda, muito culta e inteligente. Não sei o que ela estava fazendo aqui porque além de todos os outros adjetivos ela parecia rica, muito rica. O evento era aberto e grátis, num café onde ela mesma preparava delícias que eram servidas aos participantes. A idéia era ler e discutir Borges, Cortázar, García Márquez e outros. Na hora eu já pensei, nem se fosse um evento só para mulheres discutirem a obra de Isabel Allende, nem assim, ela teria gente suficiente para esses saraus. Dois anos depois, um dia encontrei a Mariana na rua e ela veio se despedir de mim. Estava indo morar em Zürich. “Para mi basta!” foi tudo o que ela disse.

Muitos dizem que a melhor coisa de morar numa cidadezinha é a proximidade com as pessoas. Todo mundo se conhece (mas isso não é um dos piores defeitos?), todo mundo se ajuda.  Será?

Uma outra amiga minha, esta uma brasileira que mora aqui há vinte e cinco anos,  tem uma história ótima. Certa vez ela queria fazer uma grande festa em sua casa para comemorar sei lá o quê.  Já pensando que poderia incomodar os vizinhos, achou por bem convidar todos.  Festa boa, a rua inteira compareceu em peso. Lá pelas dez da noite, a vizinha mais chata de todas, uma senhora de quase 80 anos; depois de comer e beber muito e conversar com todos, agradeceu a anfitriã e se despediu. A dona da casa insistiu  no “fica mais um pouco” mas a senhora disse que estava cansada e com sono e  que para ela era a hora da festa terminar. Acho que minha amiga não entendeu a mensagem subliminar.

Meia hora depois da senhora ter ido embora chegou um carro de polícia para pedir que a festa terminasse porque uma vizinha havia telefonado reclamando do barulho. Não preciso nem falar quem era essa vizinha.

Der? Die? Das?

6 Sep

Como num joguinho de criança, às vezes a gente avança duas casas e às vezes a gente tem que voltar ao início. Eu moro na Suíça há oito anos. Poderia falar alemão super bem mas não falo. Nos primeiros anos aqui quase não pude estudar. Eu tinha um bebê, que depois virou uma criança pequena, para cuidar. Minha filha é alérgica e tem asma, nada demais, igual a milhões de crianças no mundo todo. Mas isso na prática, significa, tosse, muita tosse, vômitos, falta de ar, urticárias pela pele, nariz sempre pingando, noite e noites sem dormir, idas frequentes à emergência de hospitais.

Tirando um curto período de uns três meses em que pude contar com a ajuda da avó paterna e mais uns outros quatro meses que arrumei uma babysitter brasileira, sempre cuidamos sozinhos da nossa filha. Não por opção mas sim pela falta de opção. Ser estrangeiro com filhos pequenos na Europa pode ser um perrengue total. A avó e a babysitter ajudaram durante uns sete meses, apenas enquanto eu fazia um curso básico de alemão; se não, não dava nem para comprar o antialérgico na farmacinha da esquina.

Sempre exausta por não dormir direito à noite, acabei largando o alemão. Mudei de cidade, esperei minha filha crescer um pouco e entrei de novo num curso. Fiz praticamente inteiro, uns três anos estudando à noite duas vezes por semana. Nesses cursos noturnos, conheci todo tipo de imigrante, até o não imigrante: mulheres do mundo todo cujos maridos vieram para a Suíça por causa do emprego ($$$). Esses maridos, invariavelmente físicos ou engenheiros,  geralmente trabalhavam em empresas gigantes e ganhavam muitíssimo bem. Não falavam uma palavra de alemão porque nessas multinacionais a língua oficial é o inglês. Então as mulheres estudavam para poder resolver as coisas práticas da vida no estrangeiro. Todas faziam questão de falar perfeitamente o alemão para não serem confundidas com os imigrantes. Ou seja, queriam mostrar com a língua o status de “rica” porque quem fala mal são os “pobres”.

Não deixa de ser verdade. Diferente das bonitonas, o imigrante trabalha e trabalha muito. Se ele veio para cá, não foi por causa de um salário milionário numa multinacional mas sim porque não tinha um salário. Ele também veio pensando que aqui os filhos podem ter uma chance muito melhor do que a que ele (não) teve em seus país de origem onde quase todo mundo está ferrado. Eles não têm culpa de não falar direito nem a própria língua; por eles, eles falariam bem, trabalhariam por um bom salário, comeriam bem, viveriam bem. Não é o que todo mundo quer?

Muitos estrangeiros que moram no Brasil falam super mal português mas poucas pessoas se preocupam com isso. O chef Claude Troisgois que apresenta um programa de gastronomia na TV, comete erros enormes de português. Quem se importa? Ninguém porque faz parte dele esse sotaque com todos os erros, faz parte dele ser um francês que trabalha no Brasil. Ele não precisa fingir que é um brasileiro para morar e trabalhar no Brasil. O legal dos estrangeiros no Brasil é que eles misturam a cultura de suas origens, inclusive a língua, com o que eles gostam da cultura brasileira. Ou como diria o próprio Troisgrois, fazem uma mélange danada.

Mas aqui é diferente, falar perfeitamente a língua é um símbolo de status. É a distinção entre o rico  e o pobre, o imigrante e o não imigrante. O tal do “integrado” e o “não integrado” que até agora não entendi direito o que quer dizer. Porque integração na Europa, para muitos, significa você deixar de ser como é e quem sempre foi para se transformar numa cópia de quem você não é.

Na Alemanha, um dos temas preferidos de piadas é o sotaque dos imigrantes turcos. Aqui, as piadas são com o sotaque e o jeito de falar dos imigrantes da ex-Ioguslávia.  Vamos comparar: como no Brasil a escravidão e a imigração européia já eram, quem faz o trabalho pesado nas capitais do sudeste é tradicionalmente o nordestino pobre que estudou muito pouco porque tinha que se virar desde cedo. Imagine se o sotaque do nordestino fosse sempre o centro de piadas… Não teria graça nenhuma,  seria idiota na verdade.

Agora, dois anos depois de nunca mais pegar num livro em alemão, resolvi voltar para um curso. Andei duas casas pra trás no joguinho. Não porque eu quero falar perfeito o alemão e ser considerada uma “mulher de (alta) classe”. Apesar de ficar irritada quando me tratam feito criança por não falar a língua perfeitamente, estou me lixando se acham que sou burra, pobre, puta, homem, mulher, travesti, cachorro ou sei lá o quê.

Eu quero mesmo é entender todos os filmes e ler todos os livros de autores alemães que eu gosto mas principalmente, entender tudinho das piadas da Anke Engelke. Taí uma comediante que consegue fazer piada de estrangeiro/ imigrante com muita graça e leveza; e quase sempre, tirando sarro do preconceito dos próprios alemães.

Este sim é um verdadeiro fanfarrão

31 Aug

Fotos: reprodução (Toni Widmer/Aargauer Zeitung)

” O senhor é um fanfarrão! Pede pra sair, pede pra sair! Agora tu vai rodá”

“Perdeu playboy. Só saio daqui depois de batê um fio pro meu adêvo”

Pronto. Twin Peaks já tem assunto para vários dias. Uma das notícias principais de vários jornais suíços de ontem e de hoje é sobre um habitante de Baden muito do fanfarrão. As informações não são muito claras nas reportagens mas resumindo: policiais foram até a casa de um homem (um suíço de 53 anos) levar uma intimação. Um colega de trabalho deste homem  havia se sentido ameaçado e feito uma denúncia.  Ele deveria prestar um depoimento para esclarecer certas coisas. Além disso, o acusado possuía um blog (ele assinava como Darth Vader) onde praticamente só xingava um monte de gente, inclusive políticos famosos.

Os policiais tocaram a campainha, o homem abriu a porta, não aceitou a intimação, discutiu e com uma “espada de samurai” (os jornais adoraram esse detalhe) atacou e feriu levemente um dos policiais.

Os outros policias foram levar o colega ferido para o hospital. Horas depois, voltaram com reforço, incluíndo aí atiradores de elite vestidos de preto e com coletes à prova de bala. Enquanto isso, o cara fumava um cigarrinho no balcão do apartamento e segurava um taco de baseball na mão como se fosse uma ameaça aos super armados homens da tropa de elite local.

A polícia entrou no apartamento e imobilizou o acusado com um aparelho de choque. Ele foi levado em uma ambulância com um cortejo digno de criminoso superstar. Se ele vai ser internado numa clínica psiquiátrica ou se vai ser preso, ainda não foi divulgado.

Alguns meses atrás, um familiar meu se envolveu, aqui na Suíça, num acidente de trânsito. Ele num carro, o outro envolvido numa moto. Ninguém se feriu gravemente mas a polícia foi chamada ao local para fazer um registro do caso. O motoqueiro, o único que se machucou, foi de ambulância para o hospital fazer exames para ter certeza que ele só tinha mesmo um dedo fraturado e que as dores no corpo eram apenas reflexo do impacto. Os seguros do carro e da moto (obrigatórios) pagaram quase tudo.

Meses depois, o motorista do carro, que se auto declarou culpado pelo acidente desde o ocorrido, recebeu uma multa de, mais ou menos, o equivalente a uns 1.500 reais. Dentro da multa estava o preço do trabalho da polícia.

Aqui, se você faz alguma coisa errada ou contra a lei é você quem paga, literalmente. O tempo que a polícia gastou com o seu problema ou infração, custa e custa muito. Quando o caso da brasileira Paula Oliveira (a que se cortou e disse que tinha sido atacada por neonazistas ligados ao SVP) foi encerrado, além dela ter sido praticamente deportada, teve que pagar todas as despesas do processo “por ter induzido a polícia e a justiça ao erro”. O valor nunca foi divulgado mas deve ter sido muita grana pois o processo foi longo.

E o senhor fanfarrão vai pirar de vez mesmo é quando receber a conta da polícia. Esse dia de fúria, com certeza, vai sair muito caro.

 

Das ist nun wirklich der echte Lausebengel

 

** “Der ältere Herr da ist ein echter Flegel! Bitte darum rauszukommen zu dürfen, bitte darum rauskommen zu dürfen! Bald wirst Du dich im Kreis drehen”

Foto1

 

** “Hast verloren Playboy. Gehe da nur raus, nachdem ich mich mit meinem Anwalt kurzgeschlossen habe”

Foto2

 

**Girias aus der Gangsterszene von Rio, zum Teil schon leicht verändert (übersetzt), da sonst nicht verständlich.

Eine der Hauptschlagzeilen verschiedenster Schweizer Medien von gestern und heute handelt von einem Einwohner der Stadt Baden, der scheinbar ein echter Flegel zu sein scheint. Die Informationen sind nicht immer sehr klar, aber hier eine Zusammenfassung:

Polizisten gingen zur Wohnung des Mannes (eines 53 jähriger Schweizers) mit einer Vorladung. Ein Arbeitskollege dieses Mannes fühlte sich von ihm bedroht und zeigte ihn an. Er sollte sich auf der Polizei erklären und gewisse Dinge klarstellen. Daneben besass der Mann einen Blog (sein Name: Lord Darth Vader), wo er fast ausschliesslich Leute beschimpfte, inklusive einige bekannte Politgrössen.

Die Polizei klingelte und der Mann öffnete die Türe, akzeptierte aber die Vorladung nicht. Nach einer Diskussion griff der Mann mit einem Samurai-Schwert (die Medien lieben dieses Detail) einen Polizisten an und verletzte diesen am Arm.

Die anderen Kollegen brachten darauf hin den Verletzten ins Spital. Stunden später kehrten sie mit Verstärkung zurück, inklusive der Aargauer Elitetruppe “Argus”, die schwarz gekleidet und mit schusssicheren Vesten anrückten. In der Zwischenzeit rauchte der Mann eine Zigarette auf seinem Balkon und hielt drohend einen Baseballschläger in der Hand, als wäre dies eine echte Bedrohung für die Elitetruppe.

Die Polizei verschaffte sich Zutritt zur Wohnung und setzte den Mann mit einem Taser ausser Gefecht. In einem Krankenwagen und einer Eskorte würdig eines Superstars wurde er dann abtransportiert. Ob er in eine Psychiatrische Klinik eingewiesen wird oder ins Gefängnis kommt, ist derzeit noch nicht bekannt.

Macht man hier etwas falsch oder verstösst gegen das Gesetz, so bezahlt man meist eine Busse und die Kosten des Polizeieinsatzes. Der Fall “Paula Oliveira” (die Brasilianerin, die sich selbst Verletzungen beibrachte und angab von Neonazis angegriffen worden zu sein) zeigte eindrücklich, dass Verursacher nicht nur die Strafe wegen Irreführung der Behörden bezahlen, sondern auch den ganzen Aufwand der Polizei, inklusive Ausschaffung.

Bedenkt man, dass bei einem Unfall mit Polizeieinsatz in der Regel Mindestkosten von etwa 1000 CHF für den Verursacher entstehen, so kann man sich in etwa ausrechnen, dass dieser Mann eine saftige Rechnung erhalten wird.

 

 

De brincadeira, subir ladeira

30 Aug

Eu tinha uma reunião ontem que começava às sete e meia. Antes das sete, tomei banho, me vesti e olhei pro céu: não vai chover. Temperatura amena, uns 18 graus. Perfeito para ir de bicicleta. Desci para a garagem levando minha bolsa, um casaco extra para a volta e o elástico com ganchos para segurar a tralha dentro da cestinha. Esqueci a chavinha para abrir a corrente. Voltei. Desci de novo. Olhei pro capacete no armário. Nem pensar. Com 18° vou suar e na volta, depois das dez da noite, quando já estiver uns 12 ° graus, não vou lavar e secar os cabelos. Nem a pau.

Coloquei a bolsa na cesta, vesti o casaco extra que não coube na cestinha e tentei abrir a corrente. A chave não entrava. Três tentativas depois, funcionou. Empurrei a bicicleta ladeira acima para sair da garagem. Ainda tinha sol. Tirei o elástico que segura a bolsa e peguei meus óculos que estavam dentro. Bolsa de novo na cestinha, elástico e vamos. Mais uma vez empurrei a bicicleta. Não tive coragem de atravessar a avenidona pedalando.

Passada a avenida, finalmente pude pedalar. Esqueci de pôr a luzinha em contato para ligar. Parei, desci, arrumei o dínamo e continuei. Esqueci que a próxima rua está em obras! Tinha duas opções: dar uma volta enorme e andar pela avenidona ou encarar um trecho de mountain bike com uma bicicleta Budget do Migros (a mais bartata do mercado). Fui trepidando, balançando e detonando a coitada. Quase me espatifei na rua depois de passar em um buraco cheio de pedras.

Pedalei mais cinco minutos e cheguei na reunião. Descabelada, suando como numa sauna, exausta. Entrei na sala acabada. O trajeto todo durou dez minutos. Por sorte a reunião duraria quase três horas, tempo suficiente para ficar sentadinha me recuperando para a volta.

Europeu ama bicicleta. O sucesso do Tour de France, do Giro d’ Italia e outras competições de resistência e força só confirmam isso. Aqui na Suíça, todo mundo anda de bicicleta, mesmo no inverno com temperaturas baixíssimas. Faz parte da educação iniciar as crianças de quatro, cinco anos de idade no hábito de andar de bicicleta. Por volta dos 12 anos, quando as crianças estão deixando o primário, elas devem fazer um curso e um teste (como uma auto-escola) para serem habilitadas a dirigir suas bikes pelas ruas das cidades. Quase todos os adolescentes se locomovem de bicicleta.

Os motoristas de carro costumam respeitar os ciclistas e também os pedestres. Existem ciclovias por todos os lados em todas as cidades. O capacete não é obrigatório mas deveria ser (olha só quem fala…): seu uso reduz em 75% os riscos de um acidente.

O paraíso é quase perfeito, a não ser por um ou outro roubo. E uma ou outra pessoa sem nenhuma habilidade.

 

Aus Spass den Berg hoch kraxeln

Um 19.30h hatte ich gestern eine Sitzung. Davor ging ich duschen, machte mich bereit und sah zum Himmel hoch: es wird nicht regnen. Es hatte etwa 18 Grad, milde Temperatur also, ideal um mit dem Velo zur Sitzung zu fahren. Mit einer Tasche in der Hand ging ich in die Garage. Die Jacke für den Heimweg trug ich auf dem Arm und die Gummispinne mit Hacken, um die Tasche im Korb zu sichern, in der Hand. Den Schlüssel für das Kabelschloss habe ich oben vergessen. Ich ging zurück. Nun sah ich den Helm im Schrank an: “Auf keinen Fall”. Bei 18 Grad werde ich schwitzen und wenn ich nach zehn Uhr in der Nacht heimkehre, habe ich keine Lust mehr, die Haare zu waschen. Nein, kein Helm!

Die Tasche wurde im Korb auf dem Gepäckträgers festgebunden, die Jacke musste ich anziehen, sie hatte keinen Platz mehr im Korb. Nun das Schloss öffnen. Der Schlüssel schien anfänglich nicht zu passen. Nach drei Versuchen hat es dann aber funktioniert. Das Rad musste ich von der Garage eine Rampe hoch schieben. Die Sonne schien noch. Ich lockerte die Gummispinne, welche die Tasche sicherte und nahm meine Sonnenbrille aus der Tasche. Nun wieder alles festmachen. Wieder schob ich das Velo, mir fehlte es an Mut, die Hauptstrasse fahrend zu überqueren.

Auf der andern Seite konnte ich endlich losfahren. Man sollte gegen Abend nie ohne Licht unterwegs sein, ich hielt an und stieg wieder vom Rad, um den Dynamo in Position zu bringen. Zwanzig Meter weiter vorne der nächste Stopp. Die Strasse wird saniert. Es gab zwei Optionen: einen grossen Umweg fahren und das auf dieser belebten Hauptstrasse oder einem Mountain-Bike-Abschnitt mit einem Migros-Budget-Velo ins Auge zu sehen. Das arme Rad musste zittern und hin und her schaukeln. Fast wäre ich bei einem mit Steinen gefüllten Loch gestürzt.

Nach ein paar Minuten war ich dann am Ziel. Die Haare durcheinander, schwitzend wie in einer Sauna und erschöpft. Als ich in den Sitzungsraum trat war ich schon fix und fertig. Zehn Minuten brauchte ich bis dorthin. Zum Glück dauerte die Sitzung drei Stunden, genug Zeit also für eine gründliche körperliche Erholung vor der Rückreise.

Europäer lieben Fahrräder. Der Erfolg der Tour de France, des Giro und anderer Ausdauer- und Kraftwettbewerbe bestätigen dies. Hier in der Schweiz fahren alle Velo, auch im Winter bei tiefsten Temperaturen. Es ist Teil der Erziehung, den Kindern schon mit vier oder fünf Jahren das Fahrrand fahren beizubringen. Um die 12 Jahre, wenn sie die Primarschule verlassen, machen sie dann noch einen Kurs mit Abschlusstest in der Schule (ähnlich einer Autofahrschule), um auch fähig zu sein, mit ihren Velos in den Strassen der Stadt zu zirkulieren. Fast alle Jugendliche bewegen sich mit Fahrrädern fort.

Die Autofahrer sind sich an Füssgänger und Velofahrer gewöhnt und respektieren diese auch. Überall findet man Radwege, in jeder Stadt. Das Tragen eines Helmes ist nicht obligatorisch, sollte es aber sein (sagt gerade die Richtige …): das Tragen eines Helmes reduziert die Verletzungsgefahr um 75%.

Das Paradies ist fast perfekt, wären nicht die Velodiebe. Und die eine oder andere völlig unfähige Person.

 

 

 

O tarado de Wettingen

27 Aug

O caso policial mais famoso de Wettingen aconteceu no ano passado. Mais de cem mulheres que moram aqui; ou em outras pequenas cidades da região, receberam cartas anônimas com conteúdo pornográfico. Em torno de 500 cartas foram enviadas. Em algumas, o remetente desenhava uma cena de sexo, em outras escrevia elogios que descambavam para obscenidades – ridículas por sinal – provocando medo e pânico nessas mulheres. O Blick (o Meia Hora suíço sem o humor dos jornais populares brasileiros) publicou trechos de algumas dessas cartas: “seu corpo precisa de uma massagem total, na floresta, na natureza, sobre a grama”, “se prepare e abra suas pernas”,”suas axilas são deliciosas como camarões”.

Meses após as primeiras cartas, finalmente a polícia chegou ao autor. Com a contribuição total do mesmo. Em certas cartas ele fez elogios a aparência de algumas mulheres (a maioria na faixa dos 40 anos) quando estas foram apreciadas e vigiadas por ele no “estacionamento do Migros” (supermercado onipresente na Suíça). Assim, praticamente se entregou e daí para a polícia chegar nele foi fácil, fácil.

O suíço de 64 anos é casado, tem duas filhas e netos. Desempregado há mais de vinte anos aproveitava o tempo livre enchendo o saco dos outros. Ficava horas no estacionamento do Migros anotando os números das placas dos carros de mulheres. Depois ía procurar o nome e endereço das mesmas na Internet. Aqui ninguém precisa de Facebook para fuçar a vida alheia. Pela placa do carro é possível saber quem você é e onde você mora, numa pesquisa de um minuto. Com os nomes e endereços nas mãos, ele punha em prática seu trabalho literário.

Lembrei dele ontem. Várias vezes por semana passo exatamente na frente do prédio onde ele mora. Apesar da mídia esconder o nome e o rosto do tarado, muitos jornais publicaram a foto de seu prédio. Para quem mora em cidade pequena, meia imagem já basta.

Quando olhei para o prédio e pensei nele, senti uma certa melancolia.  O tarado de Wettingen (que foi chamado de “avô pornô” pelos jornais)  importunou e apavorou um monte de mulheres. Com certeza é um babaca. Mas por um outro lado parece um personagem -imoral – do escritor Philip Roth.

Pensei em quantas pessoas eu conheço que deram uma pirada ou ficaram extremamente depressivas depois dos sessenta anos. Muitas. A velhice chegando, as doenças surgindo, o medo da morte; tudo o que a gente teme a vida inteira se transformando em realidade no cotidiano.

Não sei se o tarado se encaixa no grupo dos que pensam muito, dos que se deprimem ou dos pirados (ou tudo isso junto) e por isso passou a incomodar os outros ou se é um idiota desde sempre. Que eu sabia, ele não foi preso, não pagou nenhuma multa e nem fez tratamento psiquiátrico que era, com certeza, o que ele realmente precisava. E assim se encerrou o maior caso policial da cidade. E ele deve estar por aí. Logo, logo  vai virar um velhinho safado que mostra a lingua numa simulação de sexo oral para toda moça que passa.

Der Sexbesessene von Wettingen

Der berühmteste Polizeifall von Wettingen geschah vor einem Jahr. Mehr als hundert Frauen von Wettingen und Umgebung erhielten anonyme Schreiben mit pornographischem Inhalt. In etwa 500 Briefe wurden versandt. In einige davon legte er Abbildungen aus Sexheften, in andere schrieb er, in einer geradezu lächerlichen Art und Weise, Komplimente mit obszönem Inhalt oder geschmacklose Vergleiche und provozierte dadurch Angst und Schrecken bei diesen Frauen. Der BLICK publizierte Auszüge aus einigen dieser Briefe: “dein Körper braucht, eine richtige Massage, über alles, in der freien Natur, auf der Wiese, oder im Wald”, “Mach die Beine Breit” (Sätze 1:1 übernommen).

Monate nach den ersten Briefen schnappte die Polizei den Autor endlich, auch dank gütiger Mithilfe des Spinners. In einigen Schreiben lobte er das Aussehen einiger Frauen (mehrheitlich um die 40 Jahre alt) an ganz bestimmten Tagen und Orten (im Parkhaus der Migros). So machte er es der Polizei am Ende einfach, sehr einfach.

Der Schreiberling ist Schweizer, 64 Jahre alt, verheiratet, hat zwei Töchter und Enkel. Er ist schon über 20 Jahre arbeitslos und nutzt die Freizeit, um anderen auf den Geist zu gehen. Er verbrachte Stunden im Parkhaus der Migros und notierte sich die Nummern der Autoschilder von Frauen. Danach suchte er im Internet deren Namen und Adressen raus. Hier braucht niemand Facebook, um das Leben anderer auszuspionieren. Mit dem Nummernschild des Wagens ist es möglich den Halter zu ermitteln und dessen Wohnort, das dauert gerade Mal eine Minute. Mit dem Namen und der Adresse in der Hand ging er dann an seine literarische Arbeit.

Gestern erinnerte ich mich an ihn. Mehrmals die Woche gehe ich an seinem Wohnhaus vorbei. Die Medien machten zwar sein Gesicht unkenntlich und nannten nie seinen Namen, doch zeigten viele ein Bild seines Wohnhauses. Für all diejenigen, die in einer Kleinstadt leben, genügt da schon das Bild eines Hausteils.

Als ich sein Wohnhaus erblickte, dachte ich an ihn und spürte eine Art Melancholie. Der Sexbesessene von Wettingen (von den Medien “Porno-Opa” genannt) belästigte und verängstigte viele Frauen. Sicherlich ist er ein Irrer. Aber auf der anderen Seite erscheint er mir wie eine (amoralische) Persönlichkeit aus den Büchern des Schriftstellers Philip Roth.

Ich dachte daran, wie viele Menschen ich doch kenne, die mit dem Alter irgendwie verrückt und später depressiv geworden sind. Viele. Kommt das Alter, kommen die Altersbeschwerden, wird alles, wovor wir uns im Leben fürchten zu einer täglichen Realität.

Ich weiss nicht, ob dieser Sexsüchtige nun zu den Deprimierten oder zu den Übergeschnappten (oder zu beiden) gehört und ob er erst im Alter begann andere zu belästigen oder ob er schon immer ein Spinner war. Was ich aber weiss ist, dass er nicht im Gefängnis landete, keine Busse erhielt und auch keine psychologische Behandlung machte. Letzteres hätte er mit Sicherheit machen müssen. Und so wurde der grösste Polizeifall von Wettingen abgeschlossen. Er wird wahrscheinlich noch hier wohnen. Bald wird er wohl zu einem geilen alten Männlein reifen, der jeder jungen Frau, die an ihn vorbeigeht, seine “oralsexsimulierende” Zunge zeigt.

Ladrão metrosexual

25 Aug

Eram dez horas da manhã de ontem, um dia ensolarado e muito quente. Eu voltava do pequeno mercado com minha sacola de compras  aproveitando a sombra das árvores enormes na ruinha que dá acesso ao caminho de casa. Nesse pedaço, a rua é pequena e tranquila como quase todas na Suíça: tem uma casa grande com um jardim entupido de anões de todos os tipos (só falta aquele que mostra o dedo do meio), um prédio de apartamentos de três andares e a lateral do Otto’s, um misto de supermercado e loja de departamentos popular onde quase tudo é feio de doer. Por esta porta lateral os caminhões costumam descarregar mercadorias para abastecer a loja. A porta é divida em dois: a parte de baixo costuma estar sempre fechada e a de cima é aberta para receber mercadorias.

Eu acabava de entrar na tal ruinha quando fui surpreendida por um homem nesta porta. Nas mãos, levava uma embalagem plástica. Ele pulou sobre a porta inferior, olhou mil vezes em volta e saiu correndo feito louco.

E não é que o cara fugiu exatamente pelo caminho que levava à minha casa? Ele corria e dava umas paradinhas para ver se tinha alguém atrás dele. Mas só eu estava no encalce. Parecia que ninguém tinha nem ao menos percebido que um homem acabara de roubar um produto da loja e assim eu era a única testemunha do roubo e a única pessoa na rota de fuga.

Eu continuei meu caminho com o coração acelerado tamanho susto. Minha cabeça ainda vive em parte no Brasil. Quando lá, ai de mim se estivesse na hora errada, no lugar errado. Levava pipoco na certa. Cada membro da minha família já foi assaltado; muitos, várias vezes. Alguns levaram porrada e passaram horas de horror amarrados e amordaçados.

O que eu deveria fazer? Ligar para a polícia com meu sotaque made in Brasil e fazer uma denúncia? Até eu conseguir me expressar com dignidade, o cara já estaria muito longe. O mesmo aconteceria se eu entrasse na loja para delatar. E eu não vi exatamente o rosto dele, nunca poderia identificá-lo a não ser por ele ser jovem e branco e pelas roupas: bermuda preta, camiseta polo azul bebê e uma bolsa dessas transversais para carregar computador.

Passei o dia pensando no ladrãozinho bem vestido. Horas depois lembrei de uma particularidade. O ladrão levava com ele uma embalagem antifurto dessas com um chip que dispara um alarme quando a pessoa passa pela porta (da frente) da loja. Me dei conta que no Otto’s eles usam essas embalagens só para os perfumes.

Por enquanto, na Suíça, ainda estamos livres da paranóia de ser sempre um alvo. Roubos existem mas não são comuns.  Assaltos à mão armada, só quando envolve muitos milhões de francos. Nas últimas décadas aconteceram grandes assaltos à museus, joalherias, bancos e cassinos, principalmente em Zurich, cidade que concentra o grosso da grana suíça e onde os assaltos ainda são em grande estilo, com homens fortemente armados e encapuzados seguindo um roteiro exemplar onde nada dá errado e (quase) ninguém se fere ou morre.

E o ladrãozinho local deve estar circulando por aí como se nada tivesse acontecido, todo cheiroso e arrumadinho, na maior cara de pau.

Der metrosexuelle Dieb

Es geschah gestern um etwa 10 Uhr morgens, an einem sonnigen und sehr heissen Tag. Ich war nach einem kleinen Einkauf auf dem Weg zurück nach Hause und suchte in einer kleinen Strasse den Schatten der grossen Bäume. Auf diesem Stück Weg ist die Strasse eng und ruhig, so wie fast überall in der Schweiz. An dieser Strasse hat es auch ein grosses Haus mit einem Garten, darin unzählige Gartenzwerge jeglicher Art und Grösse (es fehlt nur derjenige, der den Mittelfinger zeigt). Ebenso steht dort ein dreistöckiges Wohnhaus und seitlich liegt der “Otto’s”, eine Ladenkette, dessen Läden einer Mischung aus Supermarkt und Kaufhaus gleichen, einfach derart hässlich, dass es schon fast weh tut. Auf der Seite des Geschäftshauses befindet sich ein Lieferanteneingang, hier stehen ab und zu Lastwagen und entladen Ware für Otto’s. Die Lieferantentüre ist zweigeteilt: der untere Teil ist eigentlich immer geschlossen und der obere Teil offen, um Waren in Empfang zu nehmen.

Ich war gerade in diese Strasse eingebogen, als mich ein Mann an eben dieser Türe überraschte. In den Händen trug er eine Plastikverpackung. Er sprang gerade über die untere Türhälfte, sah sich schnell mehrfach um und sprang dann wie vom Teufel geritten davon.

Rannte der nicht geradewegs in meine Wohnstrasse? Immer wieder hielt er kurz inne und sah sich um, ob ihm jemand folgte, doch nur ich war ihm auf den Fersen. Es machte den Eindruck, als ob niemand bemerkt hatte, dass der Mann gerade etwas aus dem Laden gestohlen hatte. Ich war wohl die einzige Zeugin dieses Diebstahls und die einzige, die ihm folgte.

Mit klopfendem Herzen ging ich weiter. In Gedanken bin ich teilweise immer noch in Brasilien. Wäre ich dort zu einer falschen Zeit am falschen Ort, Du meine Güte, ich wäre wohl schon mitten in einer Schiesserei. Jedes Mitglied meiner Familie war schon Opfer eines Raubüberfalls, etliche sogar schon mehrmals. Einige wurden zusammengeschlagen und waren für Stunden gefesselt und bedroht worden.

Was sollte ich tun? Die Polizei rufen? Mit meinem brasilianischen Akzent? Bis ich nur ansatzweise erklärt hätte was da geschehen war, wäre der Kerl schon weit weg. Gleiches wäre wohl geschehen, hätte ich im Laden die Beobachtung geschildert. Dazu kam, dass ich sein Gesicht nicht richtig erkennen konnte, nie wäre ich in der Lage gewesen, ihn zu identifizieren. Er war jung und als einziges könnte ich seine Kleidung genauer beschreiben: eine schwarze Bermuda, hellblaues Polo-Shirt und eine quer über die Brust getragene Tasche, die man eigentlich für Computer benutzt.

Den ganzen Tag lang musste ich an diesen gut gekleideten Dieb denken. Einige Stunden nachdem dies alles geschehen war, kam mir noch ein Detail in den Sinn: Die Verpackung die er in seinen Händen hatte, trug einen Anti-Diebstahl-Chip. Passiert man mit einem solchen Chip die gesicherte Ladentüre, gibt diese lauten Alarm. Soweit ich weiss, braucht Otto’s diese Verpackungen nur für Parfum.

Noch sind wir hier in der Schweiz nicht soweit, dass man glaubt, immer das Ziel einer Missetat zu sein. Diebstahl gibt es hier auch, doch ist er nicht an der Tagesordnung. Bewaffnete Überfälle sind selten und immer nur in Zusammenhang mit viel Geld. In der letzten Zeit gab es grosse Überfälle in Museen, Schmuckläden, Banken und Casinos, vornehmlich in Zürich, wo sich das meiste Geld der Schweiz konzentriert. Wenn, dann sind die bewaffneten Banden gut getarnt und ebenso gut organisiert. Sie folgen dann meist einem klaren Plan und in der Regel wird dabei (fast) niemand verletzt oder sogar getötet.

Der kleine Dieb vom Otto’s wird wohl hier wieder irgendwo in der Gegend herumspazieren, gut gekleidet und fein parfümiert, so als wäre nichts geschehen.

Piscinão de Wettingen

17 Aug

Hoje à tarde no Tägi/Wettingen:

Heute Nachmittag im Tägi:

 

The Monster of Nix em Baden

17 Aug

De 6 à 11 de setembro acontece em Baden a 9° edição do Fantoche (Animation Film Festival), um dos cinco maiores festivais de animação do mundo. Entre muitos filmes, suíços e estrangeiros, o maior destaque fica para The Monster of Nix, do artista holandês Rosto (que escreveu, dirigiu, produziu e compôs as músicas do curta). Tom Waits e Terry Gilliam fazem as vozes dos principais personagens do musical.

The Monster of Nix in Baden

Vom 6. bis zum 11. September findet in Baden die 9. Ausgabe von Fantoche (Animation Film Festival) statt, eines der fünf grössten Festivals des animierten Filmes der Welt. Unter den vielen schweizerischen und ausländischen Filmen befindet sich auch der sehenswerte Film des Holländischen Artisten Rosto: “The Monster of Nix”. Rosto schrieb das Drehbuch, führte Regie, produzierte den Film selbst und komponierte auch die Musik. Tom Waits und Terry Gilliam leihen ihre Stimmen den Hauptdarstellern des Musicals.

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Vai que é tua, Stallone

16 Aug

Reportagem da Swissinfo afirma que a Suíça é o segundo país que mais compra arte brasileira contemporânea (o primeiro é Estados Unidos). Tudo isso graças às exposições na Art Basel, realizada anualmente no mês de junho, em Basel. A maior feira de arte do mundo atrai colecionadores e mercadores de arte de todos os cantos. Sem falar dos suíços que têm tradição de serem grandes mercadores de arte. Compram muito para depois vender mais caro.

Entre os brasileiros mais requisitados (e mais valiosos) estão Beatriz Milhazes, Cildo Meireles, Tunga e Adriana Varejão.

Até o Stallone ja vivenciou o mercado de arte suíço. Juro. Sylvester Stallone expôs 30 telas de sua autoria em fevereiro último. Onde? Na estação de esqui de St. Moritz.

Wie für Dich geschaffen, Stallone!

Laut einem Bericht von Swissinfo ist die Schwez das Land, das nach den USA, am zweitmeisten brasilianische Kunst kauft. Dies verdankt sie auch der Art Basel, die jeweils im Juni in Basel stattfindet. Diese grösste Kunstmesse der Welt zieht Käufer und Händler aus der ganzen Welt an. Schweizer sind schon seit langer Zeit erfolgreich im Kunsthandel tätig. Sie kaufen viel und verkaufen es später mit hohen Gewinnen weiter.

Zu den gesuchtesten (und teuersten) brasilianischen Künstlern gehören Beatriz Milhazes, Cildo Meireles, Tunga und Adriana Verejao.

Sogar Stallone war schon auf dem Kunstmarkt Schweiz zu finden. Ich schwöre, Silvester Stallone. Es stellte 30 seiner Bilder im letzten Februar vor. Wo wohl? An einer Skistation in St.Moritz.

Horizonte Perdido

16 Aug

O SVP, principal partido político suíço, acaba de lançar mais uma campanha de extremo bom gosto. Tendo em vista as eleições de outubro e o eleitor conservador, a nova campanha do SVP é “contra a imigração em massa”. Nos posters do SVP, espalhados por todos os cantos das cidades, pernas de homens com sapatos pretos invadem e pisoteiam a bandeira suíça com agressividade. Realmente, de sutileza esses partidos não têm nada… Imigração em massa?

Claro, a Suíça é praticamente grudada no norte africano e muitos imigrantes podem chegar aqui tranquilamente nadando ou pendurados em pneus flutuantes. Também estamos grudados na Romênia onde trilhões de ciganos assassinos poderiam querer vir pra cá atrás do nosso ouro.

Incrível como campanhas da extrema direita têm feito tanto sucesso na Europa. Na Suíça e na Holanda, países tradicionalmente reconhecidos como super democráticos, modernos e tolerantes, os partidos ultra conservadores estão dominando a política.

O apoio popular cresce a cada ano. O “público alvo” é o caipira (tanto faz se é caipira do campo ou da cidade) conservador. O caipira europeu é muito discreto. Às vezes até parece moderninho. A primeira vista é bem educado, gentil e todo bonitinho. Quando contrariado vira bicho em cinco minutos. Ele pensa nele, nele e nele e ai de quem vier atrapalhar sua vidinha em Shangri-la.

Lost horizon

Die SVP, die stärkste Partei der Schweiz, hat gerade wieder eine neue Kampagne der Marke “extrem guter Geschmack” gestartet. Im Hinblick auf die Wahlen im Oktober und den konservativen Wähler im Auge, lautet die neueste Kampagne der SVP: “Masseneinwanderung stoppen!”. Auf den Postern der SVP, die bereits überall in der Schweiz aufgehängt sind, sind schwarze Beine in gutem Schuhwerk zu sehen, die auf eine symbolisierten Schweiz (der Boden ist die Schweizer Fahne) treten. Die hereintretenden Beine haben eine aggressiven marschierende Aussagekraft (v.a. die vordersten). Wirklich, Feingefühl hat diese Partei überhaupt nicht … Massenimmigration?

Klar, Nordafrika und die Schweiz liegen ja praktisch nebeneinander. Viele Immigranten schwimmen von der einen Seite zur andern oder paddeln gemütlich auf Wasserpneus Richtung Schweiz. Auch sind wir hier im Grenzgebiet zu Rumänien und Wagenzüge voll mit plündernden Zigeunern können leicht hierher ziehen, auf der Suche nach unserem Gold.

Unglaublich, wie die Kampagnen der Rechtsextremen in Europa Erfolg haben. In der Schweiz und in Holland, zwei traditionell sehr demokratischen, modernen und toleranten Ländern, dominieren die ultrakonservativen Parteien die Politszene des Landes.

In den letzten Jahren stieg der Wähleranteil mit jedem Jahr. Die Zielgruppe dieser Partei ist primär der konservative “einfache Landmensch” (egal ob vom Land oder der Stadt). Der “europäische Hinterwäldler” ist äusserst diskret, teilweise scheint er sogar modern zu sein. Auf den ersten Blick erscheint er gut erzogen, anständig, alles schön, so wie es sein muss. Bist du aber nicht seiner Meinung, so verwandelt er sich in wenigen Minuten in eine Bestie. Er denkt in erster Linie nur an sich, und will in seiner kleinen Welt “Shangri-la” nicht gestört werden.