Catavento Espaço Cultural da Ciência: Palácio das Indústrias – Parque Dom Pedro II, no centro antigo de São Paulo
Funciona de terça a domingo, das 9h às 17h. Entrada: 3 (meia) ou 6 reais.
Catavento Espaço Cultural da Ciência: Palácio das Indústrias – Parque Dom Pedro II, no centro antigo de São Paulo
Funciona de terça a domingo, das 9h às 17h. Entrada: 3 (meia) ou 6 reais.
De pesadelo na verdade não vi nada. Muito divertido o Natal/Carnaval da Avenida Paulista. Lotado, cheio de atrações, festa popular bem legal.
Minha implicância com as cidades pequenas vem desde pequena. No final dos anos setenta eu frequentava muito uma fazenda em Lins. As férias eram sempre na praia, na montanha ou na fazenda. A casa da praia, da mãe, era um bangalô caiçara e a da montanha, do pai, um chalezinho “tipo suíço”. A fazenda, da família da avó, era grande e sempre cheia de gente. A casa vivia lotada de primos, tias- avós e tios- avôs. Para mim o principal atrativo da fazenda, além das garagens sombrias no final do terreirão coberto de mato, era andar de charrete. Cada um com um cavalo mais bonito e eu só queria sentar na charretinha e ser conduzida pelo menino uns anos mais velho que eu que gritava “oooia” quando batia na bunda do pangaré . Esperava a hora da charrete desde a hora que acordava. Mas para todo mundo, a maior atração era sair da fazenda e ir para a cidadezinha.
Era na cidade que tudo acontecia, mesmo que esse tudo fosse ficar numa pracinha, ou numa rua, andando em grupo ou bebendo escondido. As meninas de um lado, os meninos de outro. Todo mundo arrumadinho querendo se mostrar, impressionar. E quando as férias eram na casa da praia, o ritual se deslocava para a vila. E na casa da montanha, para o centrinho. E no fim era tudo igual, as cidades pequenas. Mas na cidade grande não. Minha turma da rua brincava na garagem do prédio, escura, mofada e fedendo a fumaça de carro. E a gente achava o máximo.
Depois eu descobri a noite de São Paulo e daí… só ladeira abaixo. Literalmente. Ficava inquieta quando ía para uma cidade pequena, não via a hora de voltar. Então, como o mundo dá mil voltas, acabei assentando numa cidadezinha muito menor que as que ficavam perto da casa da praia, da montanha ou da fazenda. Mas o incrível é que as coisas nunca mudam A época é outra, o país é outro, a cultura é outra, a língua é outra mas é tudo igual.
Assim como na fazenda, a gente aqui também come as frases. O “dia” sem o “bom”foi substituído pelo “morgen” sem o “guten” nas saudações matutinas. Assim como na vila ou no centrinho, nas cidadezinhas suíças acontecem festas nos arredores da praça ou da rua central com barraquinhas de comida tradicionais e parquinhos com brinquedos caindo aos pedaços. Não chama festa junina, não chama quermesse, não chama festa caipira mas é igual. Os mocinhos continuam num lado, agora com as calças caindo no meio das bundas e as mocinhas continuam flertando no outro lado, agora, muitas vezes, flertando entre elas mesmas.
E eu continuo preferindo as cidades grandes mas acho uma delícia frequentar essas festas de cidade do interior, apesar de a comida ser ótima na mesma proporção que a música é péssima. Mas o melhor dessas festas nem são as barraquinhas de comida ou os brinquedos enferrujados. Adoro observar as pessoas. Fico sempre imaginando quem será o Sabbath ou a Laura Palmer local.
Im Kreis gehen
Mein Nörgeln gegen die Kleinstädte pflege ich schon seit meiner Kindheit. Ende der Siebzigerjahre ging ich oft auf eine Fazenda in Lins (Staat São Paulo). Die Ferien verbrachte ich immer am Strand, in den Bergen oder auf der Fazenda. Das Strandhaus war ein umgebautes Haus einer dort einst ansässigen Familie und gehörte meiner Mutter, das Haus in den Bergen befand sich in Campus do Jordão, war ein “schweizer Chalet” und gehörte meinem Vater. Die Fazenda gehörte den Grosseltern, war riesig und immer voller Verwandter. Cousins, Tanten und Onkel, Grosseltern, Gross-Onkel sowie Gross-Tanten. Für mich war die Hauptattraktion auf der Fazenda, abgesehen von der dunklen Garage für die landwirtschaftlichen Wagen, das Fahren auf einem Holzkarren. Alle wollten auf den schönen Pferden reiten, doch ich wollte immer nur auf diesem Karren fahren, geführt von von einem älteren Jungen, der auf dem Führerbock sass und jedes Mal “oooia” rief, wenn er mit der Peitsche über den Rücken des Zuggauls strich. Kaum aufgestanden, wartete ich schon auf die Karrenfahrt. Doch für alle war immer der Ausflug in das dortige Städtchen die Hauptattraktion.
In der Stadt lief was, auch wenn dies nur bedeutete, auf einem kleinen Hauptplatz zu sein, oder auf einer Strasse zu gehen, in Gruppen rumzuziehen oder versteckt etwas zu trinken. Die Jungs unter sich und die Mädchen unter sich. Alle fein angezogen, um sich zu zeigen, zu beeindrucken. Wenn die Ferien am Strand verbracht wurden, verschob sich das gleiche Ritual einfach in das lokale Zentrum (vila) und bei Ferien in den Bergen in das lokale Stadtzentrum. Letzten Endes lief in Kleinstädten alles immer gleich ab. So ist es aber nicht in den Grossstädten. Das beginnt schon in der frühen Kindheit. Meine Bande liebte es beispielsweise im Dunkel der Gebäudegarage zu spielen, dort wo es dunkel und feucht war und nach Autoabgasen stank. Das fanden wir das Grösste.
Danach entdeckte ich das Nachtleben in São Paulo und dann … ging es bergab, im wahrsten Sinne des Wortes. Schon bei der Fahrt in eine Kleinstadt kam Unbehagen auf, ich konnte es nicht abwarten, bis es endlich wieder zurück in die Stadt ging. Nun, wie es halt so geht und ein Leben tausend Wege bereit hält, sitze ich heute in einer Kleinstadt, viel kleiner noch als die Zentren nahe der Fazenda oder der Stadt in den Bergen. Das Unglaubliche aber ist, dass sich nichts ändert. Es ist eine andere Zeit, ein anderes Land, eine andere Kultur, die Sprache ist anders, aber alles ist gleich.
Genauso wie auf der Fazenda knabbern die Leute hier ihre Sätze an. Das “Dia” ohne “bom” wird bei der Begrüssung einfach ersetzt durch “Morgen” ohne “Guten”. Genauso wie in der “Vila” oder in den Zentren brasilianischer Kleinstädte finden auch hier die Feste in kleinen Städten auf deren Hauptplatz statt, mit Essständen voll lokaler Köstlichkeiten und Bahnen, die langsam auseinander fallen. Sie heissen zwar nicht “festa junina”, “festa caipira” oder “quirmesse” sondern Jahrmarkt, ansonsten aber ist alles gleich. Die Jungs in Gruppen auf der einen Seite, heute einfach mit herunterhängenden Hosen und die flirtenden Mädchen auf der anderen Seite, heute oft einfach unter sich flirtend.
Und ich bevorzuge noch immer die grossen Städte, finde es aber köstlich, ab und zu diese Kleinstadtfeste auf dem Land zu besuchen. Das Essen ist im gleichen Mass köstlich, wie die Musik schlecht ist. Das beste aber an diesen Festen sind nicht einmal die Marktstände mit Essen oder verrostetem Spielzeug. Ich liebe es die Leute zu beobachten. Ich frage mich immer, wer wohl hier der “Sabbath” oder die “Laura Palmer” ist.
Saiu hoje uma nota na Folha de SP que o hotel Tivoli deve pagar uma multa de R$ 872,50 por não ter respeitado a lei Antifumo paulista. Na semana passada, durante uma coletiva de imprensa realizada no hotel, a atriz francesa Catherine Deneuve fumou dois cigarros. Desde 2009 é proibido fumar em todos os ambientes fechados de uso coletivo da cidade de SP (bares, restaurantes, boates, shoppings, edifícios comerciais, hotéis e outros). Todo mundo aprovou e respeita a lei.
Eu achei a multa muito pouco. Lógico que deviam multar o hotel mas e a Deneuve e sua entourage? Por que todo mundo deixou ela desrespeitar a lei? Eu acho ela maravilhosa, ótima atriz, incrível mas diva também tem limite. Talvez ela nem soubesse que era proibido fumar mas ninguém avisou a mulher?
Sou ex-fumante e posso dizer que amadureci e aprendi que cigarro é péssimo em muitos sentidos ainda que eu defenda a liberdade de cada um de ser como quiser, inclusive de ser fumante, desde que não incomode os outros. Hoje, eu não suporto fumaça de cigarro em lugares fechados. Na Suíça isso era um tormento pra mim até pouco tempo. Como tudo aqui é feito para proteger e suportar o frio, muitos restaurantes são hermeticamente fechados e não abrem as janelas sequer no verão, por costume talvez, não sei… Jantar fora era uma tortura, não dava para aproveitar a comida com uma nuvem cinza fedorenta sobre a cabeça. Fora que depois do jantar tinha que lavar as roupas e o cabelo ao chegar em casa. Ainda bem que agora, pelo menos no Aargau, é proibido fumar nos restaurantes.
Enquanto isso, ainda na Suíça… o governo estuda como frear as atitudes absurdas dos Hooligans. Para quem não sabe, as torcidas organizadas suíças estão entre os mais violentas da Europa. Por ano, segundo a Swissinfo, esses vândalos causam um prejuízo de 3,5 milhões de dólares só destruindo trens. Agora querem proibir que grupos de torcedores usem os trens quando estão em bando a fim de detonar tudo o que vêem pela frente. Deviam proibir mais ainda. Não deviam nem poder andar nas ruas. Se fosse um monte de mulher juntas bêbadas daria em babado, gritaria e chororô mas bando de homem jovem-violento-bêbado junto só pode dar em m..
E voltando ao cigarro mas ainda no assunto Lei e Ordem por aí… eu sou da época que a gente sentava nas últimas poltronas do avião para fumar! Quando eu lembro disso penso em quantos acidentes devem ter sido causados por um cigarro…. E um pouco antes dessa época… reparem como o Tom Jobim toca intoxicado pela fumaça do Frank Sinatra! Pra frente é que se anda. Ainda bem!
Gesetz und Ordnung andernorts
Heute fand sich in der Folha de SP die Notiz, dass das Hotel Tivoli eine Strafe von 872,50 R$ bezahlen muss, weil es gegen das Antirauchergesetz von SP verstiess. Die Woche zuvor rauchte die französische Schauspielerin Catherine Deneuve an einer Pressekonferenz im Hotel zwei Zigaretten. Seit 2009 ist das Rauchen in allen öffentlichen Gebäuden der Stadt verboten (Bars, Restaurants, Clubs, Shoppings, Gewerbebauten, Hotels und andere). Die Bevölkerung war dafür und respektiert das Gesetz.
Die Busse fand ich äusserst mikrig. Natürlich muss das Hotel gebüsst werden, aber was ist mit der Schauspielerin und ihrer Entourage? Und warum liess man sie dort einfach gewähren? Sie ist eine wunderbare Schauspielerin, aber auch Diven haben Grenzen zu achten. Vielleicht wusste sie ja aber gar nicht, dass es verboten ist, doch hat sie niemand informiert?
Ich bin eine Ex-Raucherin und kann behaupten, dass ich reifer geworden bin. Ich habe gelernt, dass Zigaretten in vielerlei Belangen schlecht sind, doch ich verteidige noch immer die persönliche Freiheit eines jeden so zu sein, wie er will, inklusive der Wahl zum Rauchen, aber nur solange, wie diese auch die Freiheit anderer respektieren.Heute ertrage ich keinen Rauch mehr in geschlossenen Räumen. In der Schweiz war es denn auch eine Qual bis vor kurzem. Hier sind die Häuser gebaut um gegen die Kälte zu schützen, viele Restaurants sind fast hermetisch geschlossen und die Fenster werden teilweise nicht einmal im Sommer geöffnet. Auswärts essen war eine Tortur, das Essen konnte ich nie geniessen mit dieser grauen stinkenden Wolke über meinem Kopf. Abgesehen davon musste ich nach so einem Essen zu Hause stets die Kleider und Haare waschen. Gut, dass es nun mindestens im Aargau verboten ist, in den Restaurants zu rauchen.
Mittlerweile müssen sich die Behörden in der Schweiz auch Gedanken machen, wie man die absurden Aktionen der Hooligans stoppen kann … Für diejenigen die es noch nicht wissen, die schweizer “Sportfans” gehören zu den gewalttätigsten von ganz Europa. Auf Swissinfo war zu lesen, dass diese Vandalen alleine in den Zügen einen Schaden von 3.5 Millionen Dollar pro Jahr verursachen. Nun will man die organisierten Zugreisen der Fan-Gruppen verbieten, die alles zerstören, was ihnen vor nie Nase kommt. Denen sollte man mehr verbieten, die sollten nicht einmal auf den Strassen laufen dürfen. Wären es Gruppen von betrunkenen Frauen, so gäbe es Durcheinander, Geschrei und Weinendes Elend, aber eine Bande junger betrunkener gewalttätiger Männer kann nur in einer Katastrophe enden…
Zurück zu den Zigaretten und zu Recht und Ordnung … ich gehöre noch zu der Generation, die im Flugzeug in die hintersten Reihen sass, um eine Zigarette zu rauchen! Wenn ich daran denke, frage ich mich auch, wie viele Unfälle wohl auf eine Zigarette zurück zu führen sind … Und noch etwas vor dieser Zeit … sieht wie Tom Jobim Musik spielt inmitten des Rauchs von Frank Sinatra! Nur vorwärts kann es gehen, glücklicherweise!
Enquanto isso, no Brasil… Ronaldo Fraga fechou a SPFW com chave de ouro. Dê uma olhada no desfile e entenda porque o estilista é um dos artistas mais criativos do Brasil.