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Andando em círculos

2 Oct

Minha implicância com as cidades pequenas vem desde pequena. No final dos anos setenta eu frequentava muito uma fazenda em Lins. As férias eram sempre na praia, na montanha ou na fazenda. A casa da praia, da mãe, era um bangalô caiçara e a da montanha, do pai, um chalezinho “tipo suíço”. A fazenda, da família da avó, era grande e sempre cheia de gente. A casa vivia lotada de primos, tias- avós e tios- avôs. Para mim o principal atrativo da fazenda, além das garagens sombrias no final do terreirão coberto de mato, era andar de charrete. Cada um com um cavalo mais bonito e eu só queria sentar na charretinha e ser conduzida pelo menino uns anos mais velho que eu que gritava “oooia” quando batia na bunda do pangaré . Esperava a hora da charrete desde a hora que acordava. Mas para todo mundo, a maior atração era sair da fazenda e ir para a cidadezinha.

Era na cidade que tudo acontecia, mesmo que esse tudo fosse ficar numa pracinha, ou numa rua, andando em grupo ou bebendo escondido. As meninas de um lado, os meninos de outro. Todo mundo arrumadinho querendo se mostrar, impressionar. E quando as férias eram na casa da praia, o ritual se deslocava para a vila. E na casa da montanha, para o centrinho. E no fim era tudo igual, as cidades pequenas. Mas na cidade grande não. Minha turma da rua brincava na garagem do prédio, escura, mofada e fedendo a fumaça de carro. E a gente achava o máximo.

Depois eu descobri a noite de São Paulo e daí… só ladeira abaixo. Literalmente. Ficava inquieta quando ía para uma cidade pequena, não via a hora de voltar. Então, como o mundo dá mil voltas, acabei assentando numa cidadezinha muito menor que as que ficavam perto da casa da praia, da montanha ou da fazenda. Mas o incrível é que as coisas nunca mudam A época é outra, o país é outro, a cultura é outra, a língua é outra mas é tudo igual.

Assim como na fazenda, a gente aqui também come as frases. O “dia” sem o “bom”foi substituído pelo “morgen” sem o “guten” nas saudações matutinas. Assim como na vila ou no centrinho, nas cidadezinhas suíças acontecem festas nos arredores da praça ou da rua central com barraquinhas de comida tradicionais e parquinhos com brinquedos  caindo aos pedaços. Não chama festa junina, não chama quermesse, não chama festa caipira mas é igual. Os mocinhos continuam num lado, agora com as calças caindo no meio das bundas e as mocinhas continuam flertando no outro lado, agora, muitas vezes, flertando entre elas mesmas.

E eu continuo preferindo as cidades grandes mas acho uma delícia frequentar essas festas de cidade do interior,  apesar de a comida ser ótima na mesma proporção que a música é péssima. Mas o melhor dessas festas nem são as barraquinhas de comida ou os brinquedos enferrujados.  Adoro observar as pessoas. Fico sempre imaginando quem será o Sabbath ou a Laura Palmer local.

 

Im Kreis gehen

Mein Nörgeln gegen die Kleinstädte pflege ich schon seit meiner Kindheit. Ende der Siebzigerjahre ging ich oft auf eine Fazenda in Lins (Staat São Paulo). Die Ferien verbrachte ich immer am Strand, in den Bergen oder auf der Fazenda. Das Strandhaus war ein umgebautes Haus einer dort einst ansässigen Familie und gehörte meiner Mutter, das Haus in den Bergen befand sich in Campus do Jordão, war ein “schweizer Chalet” und gehörte meinem Vater. Die Fazenda gehörte den Grosseltern, war riesig und immer voller Verwandter. Cousins, Tanten und Onkel, Grosseltern, Gross-Onkel sowie Gross-Tanten. Für mich war die Hauptattraktion auf der Fazenda, abgesehen von der dunklen Garage für die landwirtschaftlichen Wagen, das Fahren auf einem Holzkarren. Alle wollten auf den schönen Pferden reiten, doch ich wollte immer nur auf diesem Karren fahren, geführt von von einem älteren Jungen, der auf dem Führerbock sass und jedes Mal “oooia” rief, wenn er mit der Peitsche über den Rücken des Zuggauls strich. Kaum aufgestanden, wartete ich schon auf die Karrenfahrt. Doch für alle war immer der Ausflug in das dortige Städtchen die Hauptattraktion.

In der Stadt lief was, auch wenn dies nur bedeutete, auf einem kleinen Hauptplatz zu sein, oder auf einer Strasse zu gehen, in Gruppen rumzuziehen oder versteckt etwas zu trinken. Die Jungs unter sich und die Mädchen unter sich. Alle fein angezogen, um sich zu zeigen, zu beeindrucken. Wenn die Ferien am Strand verbracht wurden, verschob sich das gleiche Ritual einfach in das lokale Zentrum (vila) und bei Ferien in den Bergen in das lokale Stadtzentrum. Letzten Endes lief in Kleinstädten alles immer gleich ab. So ist es aber nicht in den Grossstädten. Das beginnt schon in der frühen Kindheit. Meine Bande liebte es beispielsweise im Dunkel der Gebäudegarage zu spielen, dort wo es dunkel und feucht war und nach Autoabgasen stank. Das fanden wir das Grösste.

Danach entdeckte ich das Nachtleben in São Paulo und dann … ging es bergab, im wahrsten Sinne des Wortes. Schon bei der Fahrt in eine Kleinstadt kam Unbehagen auf, ich konnte es nicht abwarten, bis es endlich wieder zurück in die Stadt ging. Nun, wie es halt so geht und ein Leben tausend Wege bereit hält, sitze ich heute in einer Kleinstadt, viel kleiner noch als die Zentren nahe der Fazenda oder der Stadt in den Bergen. Das Unglaubliche aber ist, dass sich nichts ändert. Es ist eine andere Zeit, ein anderes Land, eine andere Kultur, die Sprache ist anders, aber alles ist gleich.

Genauso wie auf der Fazenda knabbern die Leute hier ihre Sätze an. Das “Dia” ohne “bom” wird bei der Begrüssung einfach ersetzt durch “Morgen” ohne “Guten”. Genauso wie in der “Vila” oder in den Zentren brasilianischer Kleinstädte finden auch hier die Feste in kleinen Städten auf deren Hauptplatz statt, mit Essständen voll lokaler Köstlichkeiten und Bahnen, die langsam auseinander fallen. Sie heissen zwar nicht “festa junina”, “festa caipira” oder “quirmesse” sondern Jahrmarkt, ansonsten aber ist alles gleich. Die Jungs in Gruppen auf der einen Seite, heute einfach mit herunterhängenden Hosen und die flirtenden Mädchen auf der anderen Seite, heute oft einfach unter sich flirtend.

Und ich bevorzuge noch immer die grossen Städte, finde es aber köstlich, ab und zu diese Kleinstadtfeste auf dem Land zu besuchen. Das Essen ist im gleichen Mass köstlich, wie die Musik schlecht ist. Das beste aber an diesen Festen sind nicht einmal die Marktstände mit Essen oder verrostetem Spielzeug. Ich liebe es die Leute zu beobachten. Ich frage mich immer, wer wohl hier der “Sabbath” oder die “Laura Palmer” ist.

 

 

 

 

 

 

Festa do interior

2 Oct

Suíça rural

25 Sep

Schänis (SG) Vorderberg

Limmat

3 Sep

Será o fim das usinas atômicas suíças?

9 Jun

Acabar não acabou e nem vai acabar tão cedo mas pelo menos é um bom começo: o governo suíço conseguiu a aprovação pela maioria de seus deputados da proposta de abandono gradual da energia nuclear produzida no país. E põe gradual nisso. Até 2034 ainda teremos que guardar as caixinhas de potássio na gaveta e quase infartar a cada soar de alarme de emergência.

2034 porque é neste ano que as cinco usinas completarão seu ciclo de vida útil. Até lá poderão explodir, vazar e o diabo à quatro. Vamos aguardar torcendo pra que essas geringonças não nos causem problemas.

Oitenta por centos dos suíços aprovam a decisão mas uma parte do SVP já está chiando. Dizem que o abandono da energia nuclear pode causar um aumento dos preços da eletricidade. Mas daí, é claro, a culpa vai ser dos estrangeiros.

AKW

Der Ausstieg ist beschlossen, doch ausgestiegen wird noch lange nicht, doch es ist ein guter Beginn. Die Schweizer Regierung erhielt von den meisten Volksvertretern (Nationalräten) die Erlaubnis, die landeseigenen Atomkraftwerke schrittweise stillzulegen. Bis ins Jahr 2034 müssen wir noch unsere Kaliumjodidtabletten in den Schubladen aufbewahren und jedes Mal zittern, wenn wieder ein Probealarm losgeht.

Bis ins Jahr 2034, weil dann nämlich alle fünf Atomkraftwerke ihren Teil des nützlichen Dienstes beendet haben. Solange aber könnten sie noch explodieren, ein Leck bekommen oder weiss der Teufel was passieren. Warten wir also und hoffen, dass diese Ungetüme uns keine Probleme bereiten.

80% der Schweizer befürworten die Entscheidung, doch die SVP rümpft schon wieder die Nase, denn ohne die Kernenergie werden die Strompreise steigen – doch dann wird es ja wohl wieder die Schuld der Ausländer sein.

Vou de taxi, cê sabe…

1 Jun

Outro dia, saindo de uma reunião onde eu era a única estrangeira entre uns vinte suíços (mentira, tinha uma alemã também) reparei que todo mundo, sem exceção, foi embora de bicicleta. Menos eu. Eu fui embora à pé. De Havaianas. Mas se circulassem taxis nas ruas de Wettingen, eu ía de taxi, com certeza!

Incrível como certos hábitos, que muitas vezes começam na infância, fazem muita diferença no cotidiano das pessoas. Eu nunca dirigi porque sempre tive medo. Tentei uma época, tive carro mas quase nunca usava. Acabava sempre pegando um taxi até que desisti de vez do carro. Durante anos ía trabalhar de taxi (quase sempre) ou de metrô e voltava (quase sempre) de carona. Bicicleta, só na mais tenra infância quando eu morava numa casa numa vila.

Esse ano comprei uma bicicleta que tá lá enfeitando a garagem. Poxa, andar de bicicleta em Wettingen é perfeito! Além de ser saudável, é ecologicamente correto e seguro. Mas e a preguiça? Tirar a corrente, sair da garagem (tem uma subidinha pra empurrar) e depois pôr a corrente de novo e na volta fazer tudo de novo? Dá uma preguiça… E o capacete? Vai suar a cabeça e depois vai ter que lavar o cabelo e secar.

Pra mim bicicleta ainda é como caminhada. Eu acho a paisagem da Suíça linda no verão. A gente quase sempre viaja para alguma montanha. E come. E dorme. E nada de subir montanha. Descer, tudo bem mas subir… Tenho umas fotos em montanhas suíças onde eu estou de Havaianas no pé! Todo mundo com botinhas de caminhada e eu de chinelo. Com cara de quem subiu a montanha (de bondinho) pra poder comer no restaurante lá em cima.

Muitos brasileiros adoram caminhadas. Mas a maioria tem como ideal de lazer passar o dia inteiro bebendo numa praia. Nisso eu ainda sou bem brasileira. Posso passar o dia inteiro numa piscina pública com 30° na cabeça até sair torrada e manchada de lá.

* Para quem vai passar o verão por aqui e quer caminhar (mas sem sofrer com muito esforço!), eu indico os cantões de Appenzell e Graubünden. As paisagens e a comida do Graubünden são as melhores da Suíça!

Gewohnheiten

 Vor ein paar Tagen verliess ich als einzige Ausländerin (stimmt gar nicht, es hatte noch eine Deutsche dabei) unter 20 Schweizern eine Sitzung und sah alle anderen draussen auf ihre Fahrräder steigen und davon fahren. Einzig ich machte mich zu Fuss auf den Heimweg, in Havaianas. Würden hier Taxis zirkulieren, hätte ich eines genommen und wäre so nach Hause gefahren, ganz bestimmt!

Unglaublich, wie einige Gewohnheiten, an die man sich oft schon seit Kindheit gewöhnt, das tägliche Leben bestimmen. Ich fuhr nie Auto, hatte stets Angst. Ich versuchte es sogar eine Zeit lang, hatte sogar ein Auto, brauchte es allerdings praktisch nie. Letztendlich nahm ich stets ein Taxi und irgendwann gab ich das Autofahren ganz auf. Während Jahren fuhr ich mit dem Taxi zur Arbeit oder nahm die Metro, nach Hause brachten mich oft Arbeitskollegen, die den etwa gleichen Weg hatten. Velo fuhr ich nur in meiner frühen Kindheit, als ich noch in einem Haus an einer Wohnstrasse wohnte.

Dieses Jahr kaufte ich mir ein Velo, welches nun die Garage schmückt. Fahrradfahren in Wettingen wäre doch wunderbar! Abgesehen davon auch noch gesund, umweltfreundlich und sicher. Doch die Trägheit! Die Kette öffnen, das Rad aus der Garage stossen (es hat da eine recht steile Rampe) und später muss man die Kette wieder umlegen und beim Rückweg alles noch einmal. Und der Helm? Darunter würde ich schwitzen, die Haare wären danach nass und ich muss sie schon wieder waschen und föhnen.

Für mich ist Velofahren wie Wandern. Ich finde die Landschaft der Schweiz im Sommer sehr schön. Wir gehen fast jeden Sommer auf irgend einen Berg, essen dort und gehen wieder nach Hause. Nichts von wegen Berge erklettern. Runterlaufen ist ja in Ordnung, aber hochkrakseln … Auf einigen Fotos von früher kann man mich auf den Berggipfeln in Havaianas sehen! Alle haben Wanderschuhe an und ich stehe da mit meinen Sandalen. Man sieht von weitem, dass da jemand mit der Bahn den Berg hoch kam, um auf dem Gipfelrestaurant zu essen.

Viele Brasilianer lieben es zu Wandern. Doch die Meisten empfinden den ganzen Tag am Strand zu sitzen und zu trinken als echte Freizeit. In diesem Punkt bin ich noch ganz Brasilianerin. Ich kann gut und gerne den ganzen Tag in einem Schwimmbad bei 30 Grad an der Sonne sitzen, bis ich sonnengegrillt und mit Bikiniabdruck wieder nach Hause gehe.

 *Wer den Sommer mit Wandern hier verbringen will (aber ohne allzu fest zu Leiden), für die empfehle ich die Kantone Appenzell und Graubünden. Landschaft und Essen sind dort am besten.

Suíços: os primeiros imigrantes no Brasil

25 Mar

O Brasil é um país de “estrangeiros”. De brasileiro “puro” só os índios que já habitavam o país muito antes da chegada dos portugueses em 1500. Na mesma época dos portugueses, também exploraram a costa brasileira, os espanhóis, os holandeses, os ingleses e os franceses.

Com os exploradores vieram os escravos da Africa, principalmente os Bantus (do que hoje seriam Angola, Congo e Moçambique) e os oeste africanos (Costa do Marfim, Benin, Togo e Nigéria).

Em 1807, por causa da soberania de Napoleão na Europa e do bloqueio que impedia os europeus de negociarem com os ingleses, Dom João e toda a corte portuguesa (15 mil pessoas) se mudaram para o Brasil e fizeram do Rio de Janeiro a capital de Portugal.

Mesmo antes do fim oficial da escravidão (em 1888), o Brasil já precisava de mão de obra para as fazendas e para colonizar áreas de floresta. Então entre 1818 e 1819 chegam ao Brasil os primeiros imigrantes não portugueses: os suíços!

O governo português- brasileiro “organizou” a vinda dos suíços para colonizar a serra fluminense (no Rio de Janeiro). Tudo foi um horror. Muitos suíços morreram ainda antes do embarque, nos acampamentos em cima de pântanos na Holanda, de malária, tifo e desinteria.

A viagem nos navios era feita quase no mesmo esquema do transporte de escravos. Dos 2006 suíços que se alistaram (830 pessoas de Fribourg, 500 de Berna , 160 do Valais, 90 do Vaud, 5 de Neuchâtel, 3 de Geneve, 143 do Aargau, 118 de Solothurn, 140 de Lucerna e 17 do Schwyz), 1617 chegaram vivos no Brasil (alguns bebês nasceram durante as viagens).

Na chegada, os imigrantes foram alojados em apenas 100 casas para 1617 pessoas, logo cada casa abrigava até 20. Depois das terríveis viagens de navio, os suíços tinham que se deslocar por mais 120 km. Grande parte do trajeto era feita de barco por rio e outra em carroças. A mata atlântica brasileira é muito húmida, densa e bastante povoada por insetos, macacos, cobras e onças. Tudo que um suíço não está acostumado.

Chegando ao “paraíso” prometido, os imigrantes constataram que a terra era ruim para o plantio e as condições de trabalho eram péssimas. Trabalhavam praticamente como escravos.

Muitos suíços foram embora. Alguns voltaram para a Suíça, outros ficaram no Brasil. A cidade de Nova Friburgo nasceu dessa primeira leva de imigrantes. Uma segunda leva de imigrantes suíços chegou ao Brasil a partir de 1850.

Algumas famílias suíças que emigraram para o Brasil: os nomes estão depois da tradução em alemão.

Nova Friburgo em antigos cartões postais:

Schweizer: Die ersten Einwanderer Brasiliens, unter ihnen 143 aus dem Aargau

Brasilien ist ein Land voller “Einwanderer”. “Reine” Brasilianer sind nur die Indianer, sie lebten dort schon lange vor der Ankunft der Portugiesen im Jahr 1500. Zur gleichen Zeit erkundeten auch die Spanier, Holländer, Engländer und Franzosen die Küste Brasiliens.

Mit den Entdeckern kamen auch die Sklaven aus Afrika, vor allem Bantus (aus dem heutigen Angola, Kongo und Mosambik) sowie Ostafrikaner (hauptsächlich aus der Elfenbeinküste, Benin, Togo und Nigeria). Um 1807 flüchtete der portugiesische König Dom João zusammen mit dem Adel und den Bediensteten (insgesamt 15’000 Personen) vor Napoleon nach Brasilien und machte Rio de Janeiro zur Hauptstadt Portugals.

Schon vor dem offiziellen Ende der Sklaverei (1888) brauchte Brasilien Arbeitskräfte für die grossen landwirtschaftlichen Höfe und um Gebiete bis hin zu Waldflächen zu besiedeln oder zu bewirtschaften. So zwischen 1818 und 1819 kamen die ersten Immigranten nach den Portugiesen: die Schweizer!

Die “portugiesisch-brasilianische” Regierung “organisierte das Kommen” von Schweizern, um die fluminensischen Hügel Rios zu besiedeln. Alles war ein Horror. Angefangen mit ähnlich überfüllten Schiffen wie die der Sklaven. Von 2006 angeworbenen Schweizern (dokumentiert sind: 830 aus Freiburg/Fribourg, 500 aus Bern, 160 aus der Waadt, 5 aus Neuenburg, 3 aus Genf, 143 aus dem Aargau, 118 aus Solothurn, 140 aus Luzern und 17 aus Schwyz) kamen nur 1617 lebend in Brasilien an.

 Nach der Ankunft wurden sie in nur gerade 100 Häusern verfrachtet. Einige Häuser hatten 20 Bewohner. Nach dieser schrecklichen Reise mussten die Schweizer noch 120 km weiter reisen. Ein Grossteil der Reise verlief auf Flüssen, der Rest wurde mit Karren bewältigt. Der Atlantische Regenwald Brasiliens ist sehr feucht, dicht und besitzt reichlich Insekten, Affen, Schlangen und Jaguars. Alles Dinge, an die sich ein Schweizer nicht gewöhnt ist.

Angekommen im “Paradies” mussten die Immigranten feststellen, dass die Erde zum Anbau ungeeignet und die Arbeitsbedingungen miserabel waren. Sie arbeiteten praktisch wie Sklaven.

Viele Schweizer zogen weg. Einige blieben in Brasilien, andere kehrten in die Schweiz zurück. Die Stadt Nova Friburgo wurde von diesen ersten Immigranten gegründet. Eine zweite Welle schweizer Einwanderer kam Anfang 1850.

Namen von Schweizer Familien die nach Brasilien emigrierten:

Thurler, Verly, Darrieux, Tardin, Sangy, Ouverney, Robadey, Stutz, Savoy, Knust, Frossard, Bussinger, Pilloud, Musy, Curty, Gauthier, Balmat, Bussard, Moser, Meyer, Keller, Boechat, Leimgruber, Monerat, Lutterbach, Gachet, Marchon, Magnin, Gremion, Genilloud, Fauchez, Wemellinger, Klein, Zehnder, Kaiser, Herdy, Rime, Hufieux, Grandjean, Dafflon, Folly, Bapst, Friaux, Baudin, Falnfach, Hennard, Molliez, Reganney, Noverat, Pinel, Burnier, Schibli, Benz, Uebelhard, Jaccoud, Bonn, Ansermet, Maffort, Eyer, Mury, Rutschmann, Lugon, Huguenin, Boy, Desbossens, Delacroix, Voulauthen, Jaquet, Rigolet, Armingaud, Gayes, Schnebelli, Steinegger, Fridolin, Winkler, Oberson, Piller.

Para saber mais sobre a imigração suíça no Brasil:

Um mehr über die schweizer Immigration zu erfahren:

Nova Friburgo – A Suíça Brasileira

Nova Friburgo Colonizações suíça e alemã

Migração suíça

Suíços do Brasil

Imigração suíça no Brasil

Staatsarchive nach Nova Friburgo

Brasil e Suíça lavando mais branco

20 Mar

Segundo a revista Exame, os brasileiros têm mais dinheiro na Suíça do que os chineses. O Banco Central do Brasil diz que, oficialmente, os brasileiros mantêm mais de 6 bilhões de dólares em contas declaradas mas confirma que segundo os bancos suíços esse valor deve ser dez vezes maior. Ainda segundo a revista, o total da fortuna dos brasileiros na Suíça é maior que o da Índia, Arábia Saudita e China.

Muitos suíços imaginam o Brasil como uma terra distante com praias, favelas, bandidos, sucuris andando na rua ao lado de macacos e um monte de prostitutas dando mole. Estão certos, exceto pelas cobras e pelos macacos. Mas essa visão completamente limitada e preconceituosa distorce a realidade. Muitos suíços viajam para o país para fazer turismo sexual e lógico que assim acabam acreditando que no Brasil só tem prostituta e bandido.

 Acho engraçado quando falo com um suíço muito rico e esnobe. Dá vontade de mostrar que a casa chique que ele tanto quer exibir é do tamanho da casa dos empregados de brasileiro rico. Lógico, brasileiro rico não arruma nem a própria cama sozinho. Mas se for para entrar nesses (de)méritos, rico brasileiro vive bem melhor que rico europeu por isso que eles ainda estão lá mas escondem o dinheiro aqui.

O Brasil tem uma elite milionária bem grandinha e bem vistosa mas também tem classe média e muita gente que rala pra caramba com honestidade (a grande maioria do povo). Lavar dinheiro é um luxo para poucos.

Brasilien und die Schweiz waschen weisser

Gemäss der Zeitschrift Exame haben die Brasilianer mehr Geld in der Schweiz als die Chinesen. Gemäss der “Banco Central” haben die Brasilianer 6 Billionen Dollar deklariertes Geld in der Schweiz. Laut den Schweizer Banken sollte es aber zehnmal mehr sein. Ebenfalls soll gemäss der Zeitschrift das Total an Vermögen der Brasilianer auf Schweizer Banken grösser sein als das von Indien, Saudi-Arabien und China.

Viele Schweizer stellen sich Brasilien als ein fernes Land vor mit Stränden, Slums, Banditen, Anakondas und Affen auf den Strassen sowie voll mit flirtenden Prostituierten. Mit der Ausnahme der Affen und Anakondas haben sie Recht. Allerdings ist diese Sicht sehr limitiert und verdreht voreingenommen die Realität.

Ein Grund warum Schweizer nach Brasilien reisen ist der Sextourismus. So ist es auch nur logisch, dass für sie Brasilien ein Land voller Banditen und Prostituierten ist.

Es ist amüsant, mit einem reichen und versnobten Schweizer zu reden. Man bekommt geradezu Lust, ihm zu zeigen, dass sein grosses schickes Haus, das er so gerne vorzeigt, in etwa dem entspricht, was ein Angestellter eines reichen Brasilianers besitzt. Es versteht sich von selbst, dass ein reicher Brasilianer nicht einmal das eigene Bett selber macht. Lässt man sich schon einmal auf einen solch dummen Vergleich von Vorzügen  ein (sofern es denn solche sind), so lebt ein reicher Brasilianer wesentlich besser, darum lebt er ja auch noch in Brasilien und versteckt sein Geld hier.

Brasilien hat eine recht grosse und prächtige Millionärselite, besitzt aber auch eine Mittelklasse und viele schwer arbeitende und ehrliche Menschen (die grosse Mehrheit des Volkes). Geld zu waschen ist ein Luxus für wenige.

Para que afinal servem os bunkers?

16 Mar

A tragédia no Japão deixou o mundo estarrecido e apavorado com os perigos que envolvem a produção de energia nuclear. A mídia na Suíça discute sem parar a segurança das usinas nucleares. Aqui temos cinco usinas, três delas no Aargau (aqui pertinho…) e muita gente parou para pensar nelas agora.  As usinas nucleares geram 40% da eletricidade da Suíça (e mais 10% que são importados da França), ou seja, dependemos, e muito, delas. 

Quem mora por aqui está acostumado com os alarmes de treinamento. Todo mundo guarda a sua caixinha de Iodo. E muitos prédios têm seu próprio bunkerzinho no porão que aqui são chamados de “Schutzraum” mas ninguém sabe explicar direito exatamente porque existem esses “quartos de proteção”. É pra guerra?!?  É pro fim do mundo em 2012?!? É pro caso de algum vazamento nas usinas atômicas? Essa última parece ser a hipótese mais provável…Embora procurando sobre “bunker na Suíça” no Google o que mais aparece são sites sobre os bunkers da segunda guerra ou sites sobre o fim do mundo que elogiam a Suíça como sendo o único país preparado para o apocalipse…

Os bunkers têm sempre um sistema para filtrar a radioatividade do ar. O nosso aqui do prédio virou garagem de bicicleta e depósito de trenó. Tem lugar para 34 pessoas e duas cabines.  Dizem que a Suíça faz os melhores bunkers do mundo. Eu acredito. Mas só para constar: o Iodo só serve para ajudar na  prevenção do câncer de tireóide.

Der deutsche Text befindet sich unter dem Video

Wozu dienen denn letztlich die Schutzräume?

Die Tragödie in Japan entsetzte und liess die ganze Welt vor den Gefahren der Atomenergie erschrecken. Die schweizer Medien diskutieren ununterbrochen über die Sicherheit der schweizer Atomkraftwerke. Hier stehen fünf, drei davon im Aargau (hier ganz in der Nähe…) und so manche Leute beginnen darüber nachzudenken. Die fünf Atomkraftwerke produzieren 40% des Schweizer Strombedarfs. Weitere 10% werden importiert, was nichts anderes bedeutet, als das wir stark von ihnen abhängig sind.

Wer hier wohnt hat sich an die Probealarme gewöhnt. Alle bewahren ihre Jodtabletten im Schrank auf. Viele Gebäude haben ihre eigenen kleinen Bunker, die hier “Schutzräume” genannt werden. Niemand weiss aber so richtig, wozu sie genau dienen. Für den Kriegsfall?!? Für das Ende der Welt im Jahr 2012?!? Sind sie für den Fall eines atomaren Unfalls?!? Das letztere scheint wohl die wahrscheinlichste Hypothese zu sein… Bei der Suche mittels Google unter dem Stichwort “bunker na Suiça” trifft man am häufigsten auf Seiten mit Bunkern aus dem Zweiten Weltkrieg oder auf Seiten mit Weltuntergangsszenarien, bei denen die Schweiz als einziges Land der Erde dafür gelobt wird, für eine mögliche Apokalypse gerüstet zu sein…

Bunker haben immer ein Filtersystem, die radioaktive Strahlung zurückhält. Unser Bunker hier im Gebäude wurde zum Abstellplatz für Fahrräder und Depot für Schlitten. Es hat Platz für 34 Personen und zwei Kabinen. Man sagt, die Schweiz habe die besten Bunker der Welt. Glaube ich. Nur für das Protokoll: Jodtabletten dienen nur zur Vorbeuge gegen Schilddrüsenkrebs.

Die Schweizermacher

15 Mar

Ném todo suíço tem um canivete Victorinox, assim como ném todo suíço come fondue ou chocolate ou bebe Ovomaltine todo dia. Mas algumas outras coisas parece que quase todos os suíços têm em casa.

Nicht jeder Schweizer hat ein Victorinox Sackmesser, genauso wenig wie jeder Schweizer Fondue oder Schokolade isst oder täglich eine Ovomaltine trinkt. Aber ein paar andere Dinge scheint fast jeder Schweizer zuhause zu haben.

Na geladeira não pode faltar:

Im Kühlschrank darf folgendes nicht fehlen:

                   As geladeiras suíças sempre têm leite, manteiga e creme de leite.

                  Schweizer Kühlschränke haben immer Milch, Butter und Rahm.

 

Na cozinha não pode faltar:

In der Küche darf folgendes nicht fehlen:

Batata e descascador de batata. Esse instrumento é um clássico da cozinha suíça e foi inventado aqui mesmo. A batata reina absoluta nas mesas suíças. Com manteiga, com creme de leite no forno, com leite virando purê: todo mundo come.

Kartoffeln und ein Kartoffelschäler. Dieses Gerät ist der Klassiker in schweizer Küchen und wurde auch hier in der Schweiz erfunden. Die Kartoffel beherrscht klar die schweizer Tische. Zusammen mit Butter (“Gschwelti”), als Gratin oder Kartoffelstock (“Herdöpfelstock”) essen sie alle.

 

Aromat é uma delícia, dá um gostinho ótimo na comida. Quase todo mundo usa para temperar. Batata, manteiga e Aromat é simples e bom. Segundo um conhecido meu, top cardiologista suíço, Aromat é o pior veneno que existe para o coração…Além do sódio, o Aromat é tipo Coca-Cola: tem umas 43596754965 substâncias cujos efeitos são desconhecidos para a saúde.  Mostarda Thomy é outro clássico. Se a salsicha for ruim ou média basta colocar mostarda para enganar.

Aromat ist köstlich und gibt dem Essen einen guten Geschmack. Fast jeder benutzt es um zu würzen. Kartoffeln, Butter und Aromat: gut und einfach. Einem Bekannten meinerseits, einem Top-Kardiologen zufolge, soll Aromat das schlimmste Gift für das Herz sein, dass man sich vorstellen kann … Aromat ist mehr als nur ein Natriumspender, es ist ein Typ Coca-Cola: darin hat es 43596754965 weitere Inhaltsstoffe, deren Auswirkungen auf die Gesundheit unbekannt sind. Thomy Senf ist ein anderer Klassiker. Ist die Wurst schlecht oder mässig gut, so hilft man mit Senf nach.

 

Nos banheiros sempre têm:

Schweizer Badezimmer haben immer:

Na minha época de criança, no Brasil, a gente usava Merthiolate ou Mercúrio-cromo. Ardia muito e deixava o machucado tingido de vermelho-laranja. Parece que agora ambos estão proibidos no Brasil por conterem mercúrio na fórmula.

Zu meiner Kinderzeit in Brasilien brauchten die Leute Merthiolate oder Chrom-Quecksilber. Brannte heftig und hinterliess orangerote Flecken. Wie es scheint sind heutzutage beide wegen dem Quecksilber verboten.

 

Creme Nivea que no Brasil chamam de “Nívia” e aqui pronuncia-se como “Nivéa”. Com a quantidade enorme de calcário da água, sem creme a pele esfarela.

Nivea-Creme, die man in Brasilien “Nivia” nennt, sprechen die Leute hier “Nivéa” aus. Mit der Menge Kalk im Wasser geht es wohl auch kaum ohne, sonst bröselt die Haut.

 

Pílulas de Homeopatia. Até quem não usa Homeopatia, usa Homeopatia. Não sei como funciona a ligação das farmácias com a indústria homeopática mas toda vez que entro numa Apotheke ou Drogerie saio com a indicação de algum homeopático ou fitoterápico.

Homöopathische Pillen. Auch die, die ohne Homöopathie leben, brauchen ab und zu die Homöopathie. Ich kenne die Verbindung zwischen den Apotheken und der Homöopathischen Industrie nicht, aber jedes Mal, wenn ich in eine Apotheke oder Drogerie gehe, verlasse ich diese wieder mit einem Ratschlag für die Anwendung eines homöopathischen- oder pflanzlichen Heilmittels.

 

E no armário de roupas sempre tem:

Und im Kleiderschrank hat es immer:

 

 As fleecejackes são casaquinhos de poliéster com zíper. Parecem forro de casaco sem o casaco. São super baratas, quentinhas e leves. Apesar de todas as qualidades, eu já fui quase eletrocutada depois de tirar uma fleecejacke. Ar seco de aquecimento + contato do corpo com o poliéster= descarga eletrostática.  Abrir uma porta depois de tirar ou pôr um casaquinho desses é choque na certa.

Fleecejacken sind Jacken aus Polyester mit einem Reissverschluss. Sie sehen aus wie das Futter einer Jacke, sind super billig, warm und leicht. Abgesehen von den vielen Qualitäten, erlitt ich quasi einem Stromschlag, nachdem ich eine Fleecejacke auszog. Trockene Luft + Körperkontakt mit Polyester = elektrische Entladung. Eine Türe zu öffnen, nachdem man eine solche Jacke an- oder auszog, garantiert eine solche Entladung.

 

E dá-lhe mais poliéster.  Jaquetas que protegem de chuva e vento. Venta muito na Suíça. Em alguns lugares mais em outros menos mas quase sempre tem um ventinho. Se usar uma fleecejacke por baixo, fica bem quentinho. 

Es gibt noch anderes aus Polyester. Jacken die vor Regen und Wind schützen. Es windet häufig in der Schweiz. An einigen Ort mehr, an anderen weniger, aber fast immer hat es etwas Wind. Trägt man unter der Kleidung eine Fleecejacke, hat man schön warm.

Claro que existem muitas outras coisas que quase todo suíço tem mas essas foram as que achei mais relevantes. Tem ainda as balinhas Ricola, o  refrigerante Rivella, os sucos de maçã… Isso sem falar do vestuário como os tênis e as botinhas de caminhada (wanderschuhe) que quase todo mundo usa.

E eu, bobinha total, logo que me mudei para a Suíça queria abrir uma loja de Havaianas…

Natürlich gibt es noch viele andere Dinge, die fast jeder Schweizer hat, aber dies waren diejenigen die ich besonders relevant empfand. Da gibt es die Ricola-Bonbons, das Erfrischungsgetränk Rivella, Apfelsaft … Kleidungsstücke wie Tennis- oder Wanderschuhe, die fast jeder braucht.

Und ich, kleiner Dummkopf, wollte einen Havaiana-Laden eröffnen, als ich hierher zog …