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Morangos de Piracicaba

7 Jun

Todo ano em meados de maio, comecinho de junho, o programa é catar morango.  Como em muitas plantações de legumes, verduras e flores (a grande maioria sem agrotóxicos), o esquema é pegue, pese e pague. Um funcionário, contratado pelo dono da plantação,  fica na barraquinha onde as pessoas pegam as caixas vazias e depois voltam com os morangos para pesar e pagar. O resto é feito “pelo povo” mesmo. As crianças adoram e o cheiro desses campos é totalmente maravilhoso. Se você mora na Suíça, corra! A temporada termina no início do verão.

 Jedes Jahr Mitte Mai beginnt die Erdbeersaison, d.h. man kann auch wieder Erdbeeren selber pflücken. Genauso wie bei vielen Pflanzungen mit Gemüse, Salaten oder Blumen (die grosse Mehrheit ist nicht gespritzt) pflückt man da selber, geht abwiegen und bezahlt direkt danach. Ein Angestellter der Pflanzung wartet in der Regel bei einem kleinen Holzstand, wo die Leute auch gleich leere Behälter zum Pflücken bekommen. Der Rest wird von den Leuten selbst gemacht. Die Kinder lieben es und der Duft dieser Felder ist einfach wunderbar. Wohnt ihr in der Schweiz wird es Zeit hinzugehen! Die Saison geht noch bis Ende Juni.

Erdbeerfeld in Wettingen Landstrasse/Untere Geisswiesstrasse

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Felicita: o casamento calabrês

24 Apr

Cada dia mais os italianos me fascinam. Não os chiques que desfilam super bem vestidos com seus mocassins sem meias pelos centros das cidades. Esses também, até porque são uma incógnita: como conseguem tempo com tanto tempo se arrumando? O salário vai todo em roupa? Qual o tamanho do armário dessas pessoas?

Na minha última viagem pela Italia perdi uns dez minutos observando um homem de uns cinquenta e poucos anos, impecável, ajeitando a pashmina e ao mesmo tempo besuntando os lábios com Labello enquanto o vagão de metrô sacudia. Ele parecia se preparar para a entrada triunfal, sabe-se lá onde. Modelo nos bastidores.

Se os franceses sabem viver bem, o que dizer dos italianos? De norte a sul, seja o pavão chiquérrimo que desfila nos centros urbanos, seja o camponês do sul, italiano gosta de viver.

Domingo fui num aperitivo de casamento. O casamento mesmo, no civil, tinha sido um dia antes. Ali ninguém usava mocassim sem meias nem passava Labello nos lábios. Gente do sul, de uma pequena cidade da Calábria. A noiva vem de uma família de imigrantes que veio fazer a vida aqui e fez muito bem. Ela estava linda. Vestido longo roxo de princesa, cabelos encaracolados, também de princesa, unhas decoradas e um sorriso enorme no rosto. O noivo idem, feliz, vestido de príncipe. As mulheres, algumas provavelmente muito mais bonitas sem o quilo de base no rosto, tinham os cabelos em cascata. Os estrasses coloridos tilintavam. Os homens afrouxavam os colarinhos sem parar, riam, confraternizavam.

Na Suíça quando te convidam para um “apero” de casamento quer dizer que vai ter uma mesinha com alguma coisa pra comer, um prosecco, um vinhozinho, em algum lugar, geralmente numa sala alugada ou na casa de alguém. Nesse casamento não. Alugaram uma sala enorme que pode servir de teatro. A mesa de comida era formada por várias mesas unidas e percorria o salão todo. Uma infinidade de azeitonas, salames, presuntos e todo tipo de carne da região. Queijos. Pães. Um monte de bebida além dos garrafões de vinho tinto. Um cheiro de amêndoas por todas as muitas bandejas de docinhos, cada uma com uns três tipos de doces diferentes, um melhor que o outro. Dois bolos. No topo do maior, os bonequinhos representando o casal.

Os amigos e parentes vieram em peso, de carro, lá do sul, sei lá quantas horas de viagem. Os pais da noiva decoraram o salão, arrumaram as mesas, deixaram tudo perfeito para os convidados. Foi tudo literalmente handmade, sem a mamata dos brasileiros (e outros) ricos e seus trocentos empregados. Cada parente veio da Italia trazendo alguma coisa no carro. Até o mágico, para entreter as crianças, muitas, já que a noiva é dona de uma escolinha, veio de lá. Todo mundo comeu, se divertiu, aproveitou.

Mas a cereja do bolo estava guardada para o final. Finalzinho de festa, eis que o noivo sobe no palco. Um, dois , três, som… som… som… “deve fazer um discurso, agradecer os convidados, falar sobre o amor etc etc etc”… Microfone em mãos e ele começa… a cantar! À italiana. Vozeirão. Cantou três músicas. Quando achei que a surpresa não poderia ser melhor, eis que sobe a noiva no palco. Microfone na mão, o casal arrasa nos duetos de música italiana. Gestos largos, olhos fechadinhos, interpretação total.

A mãe do noivo não segurou. Debulhou em lágrimas em vários momentos do show. E eu tive que me segurar para não fazer o mesmo.

Se os italianos não sabem viver, nem imagino quem pode saber!

* assim que o casal liberar, coloco aqui o show do casamento

 

Freude: Die Kalabrische Hochzeit

Je länger je mehr faszinieren mich die Italiener. Nicht Klisches wie, “sie desfilieren stets elegant gekleidet durch die Stadtzentren” oder “sie tragen Mokassin ohne Socken”. Das auch, nur schon wegen den damit verbundenen Geheimnissen: Woher nehmen sie die Zeit, sich stets gut zu kleiden? Und, investieren sie ihre ganzen Einkünfte in Kleider? Wie gross mag wohl der Kleiderschrank dieser Menschen sein?

Bei meiner letzten Reise nach Italien verlor ich etwa 10 Minuten, indem ich einen etwas über 50Jahre alten Mann beobachtete. Er war tadellos zurecht gemacht, dennoch richtete er den Schal neu und strich gleichzeitig reichlich Labello auf seine Lippen, das alles, während die Metro die Fahrgäste hin und her schüttelte. Er schien sich für einen triunphalen Auftritt vorzubereiten, wer weiss wo. Backstage Modell.

Wenn es schon die Franzosen verstehen gut zu leben, was sollen dann erst die Italiener sagen? Vom Norden bis zum Süden, vom schicken Reichen der Grossstadt, der durch die Strassen flaniert bis hin zum einfachen Landmenschen des Südens, Italiener lieben es zu leben.

Am Sonntag war ich zu einem Hochzeitsapéro eingeladen. Das Hochzeitsfest selbst fand Tags zuvor statt. Dort trug niemand Mokassin ohne Socken, auch strich sich niemand Labello auf die Lippen. Es waren Leute aus dem Süden, aus einer kleinen Stadt in Kalabrien. Die Braut kommt aus einer Immigrantenfamilie, die hierher zog, um sich ein neues Leben aufzubauen. Sie haben es geschafft und zwar auf beeindruckende Art und Weise! Die Braut war wunderschön. Sie trug ein langes violettes Kleid vom Typ Prinzessin, die Haare waren gelockt, ebenfalls wie die einer Prinzessin, die Nägel dekoriert und im Gesicht trug sie ein strahlendes Lachen. Der Bräutigam ebenso, glücklich strahlend und gekleidet wie ein Prinz. Die italienischen Frauen, einige stark geschminkt, trug die Haare ebenfalls in schönen Locken zur Schau oder färbten zumindest einige Strähnen. Die Männer lockerten die Krägen, lachten und umarmten sich.

Wird man in der Schweiz zu einem Apéro eingeladen, so bedeutet das in der Regel, dass es bei jemandem zu Hause irgendwo auf einem kleinen Tischchen etwas zu essen gibt und dazu etwas Prosecco oder Wein serviert wird. Nicht so bei diesem Apéro. Es wurde ein grosser Saal gemietet, so gross, dass er leicht auch für ein Theater Platz bieten würde. Der Tisch mit dem Essen wurde gebildet aus mehreren zusammengestellten Tischen, die aneinandergereiht den ganzen Saal durchliefen. Den Gästen wurde eine Vielzahl an Oliven, Salamis und Schinken aus der italienischen Heimat angeboten, dazu Brote und Käse sowie diverse Getränke, darunter natürlich auch mehrere Flaschen kalabrischer Rotwein. Ein feiner Dunft von Mandeln lag über den Platten mit Süssigkeiten, jede mit mindestens drei verschiedene Sorten an Süssigkeiten, eine besser als die andere. Ganz unten zwei Torten, auf der grösseren waren zwei Figürchen, das Brautpaar symbolisierend.

Die Verwandten und Freunde kamen schwer beladen mit dem Auto aus dem Süden angereist, wer weiss, wie viele Stunden sie unterwegs waren. Die Brauteltern präparierten und dekorierten den Saal, richteten den Raum vorzüglich für die geladenen Gäste. Es war alles wortwörtlich handmade, ganz ohne das Verwöhnte eines reichen Brasilianers (oder auch anderen) mit ihrem Tross an Angestellten. Jedes Familienmitglied brachte etwas mit aus Italien. Sogar der Zauber und Clown für die vielen anwesenden Kinder (die Braut führt eine Kinderkrippe) kamem aus Italien. Alle verpflegten sich ausgiebig, vergnügten sich und hatten viel Spass.

Doch die Krönung wurde bis zum Schluss aufgespart. Am Ende des Festes stiegt der Bräutigam auf die Bühne. “Eins, zwei, drei, Test… Test… Test…” Er wird wohl eine Ansprache halten, sich bei den Gästen bedanken, über die Liebe reden etc. etc. Das Mikrophon in der Hand und er fing an … zu singen! Auf Italienisch. Mit wunderbarer Stimme sang er drei Lieder. Als ich dachte, die Überraschung hätte nicht grösser sein können bestieg auch noch die Braut die Bühne. Mit dem Mikrophon in der Hand begeisterte das Brautpaar die Zuhörer mit einem Duett auf Italienisch. Mit grossen Gesten, geschlossenen Augen, Interpretation total.

Die Mutter der Braut liess ihren Gefühlen freien Lauf. Dicke Tränen liefen ihr mehrmals während der Show über die Backen und ich musste mich beherrschen um nicht gleiches zu tun.

Wenn die Italiener nicht wissen wie man lebt, dann kann ich mir nicht vorstellen, wer es denn wissen könnte!

 

 

 

 

 

 

 

Primavera

26 Mar

Aleluia! É Carnaval!

17 Feb

Alguns dias nada presta nessa Suíça. É o calor das lojas que incomoda em contraste com o frio das ruas, é o cabelo e as roupas impregnadas com o cheiro de comida dos restaurantes sem janela,  o conservadorismo de certas pessoas, uma mochila gigantesca de um adolescente que não está nem aí se a mochila dele está esmagando alguém no ônibus, é a senhora que esbarra em você com força mas é incapaz de um sorriso ou um pedido de desculpas…  entre tantas outras coisas. Nestes dias nada melhor que um choque de realidade. Para acordar e lembrar.  Por que quem mora em país rico se preocupa mesmo é com besteira e esquece da realidade.

Como hoje, suando debaixo do casaco dentro do ônibus. Cabelo fedendo do restaurante, mau humor  e entra a mulher no ônibus, sem pausa na conversa, orelha grudada no celular e voz aguda:

“ Quando você conseguir tirar Satanás de você, você vai ver como tudo vai mudar. Não que eu queirar te influenciar, cê entende, né? Mas tua vida vai mudar quando tirar Satanás. Você precisa sentir esse poder dentro de você, receber essa luz em você. Não é que eu queira te influenciar, de jeito nenhum. Quando você tirar Satanás, você vai ser recebida em misericórdia, tua vida se abre, você nem imagina a mudança que isso vai provocar em você. Não quero te influenciar não, só estou falando para tentar ajudar. Então eu te peço, deixe Satanás sair de você!”

Claro, o discurso todo foi em português brasileiro. Até esqueci meus problemas.

Halleluja! Es ist Fasnacht!

An einigen Tagen passt mir gar nichts in dieser Schweiz. Sei es die Hitze in den Läden, die im Kontrast steht zu der klirrenden Kälte draussen oder seien es die vom Geruch des Essens imprägnierten Haare und Kleider wegen den Restaurants, die nie auch nur ein einziges Fenster öffnen. Möge es vielleicht auch die konservative Haltung gewisser Leute sein, oder der riesige Rucksack eines Jugendlichen, der einem fast erdrückt im Bus, wobei dies der Träger nicht einmal bemerkt oder es ihm egal zu sein scheint. Oder die ältere Frau, die plötzlich im selben Bus gegen dich stösst, aber unfähig ist, dies durch ein Lächeln zu kompensieren, oder sich zu entschuldigen… dies sind nur einige von vielen möglichen Gründen. An solchen Tagen gibt es nichts besseres, als den schockartigen Fall zurück in die Realität. Dies, um aufzuwachen, um sich zu erinnern. Wer in ein reiches Land kommt, beginnt automatisch, sich über dumme Kleinigkeiten zu ärgern und verliert dabei leicht den Bezug zur Realität.

 Genauso ein Tag war heute. Eh schon schlecht gelaunt und mit nach Restaurantluft stinkenden Haaren sass ich in meinem warmen Wintermantel im Bus und fing langsam an zu schwitzen. Da stieg eine Frau in den Bus, das Handy am Ohr und laut schwatzend:

 “Wenn es dir gelingt, den Teufel in dir auszutreiben, dann wirst du sehen, wie sich alles ändert. Ich will dich nicht beeinflussen, das weisst du, oder? Aber dein Leben wird ein anderes sein, wenn du Satan ausgetrieben hast. Du musst die Kraft in dir spüren, dieses Licht empfangen. Ich will dich nicht beeinflussen, überhaupt nicht. Wenn du den Teufel ausgetrieben hast, wirst du Gnade erfahren, dein Leben wird sich öffnen, du kannst dir nicht vorstellen, welche Veränderung dies in dir bewirken wird. Ich will dich nicht beeinflussen, ich sage dies nur, um dir zu helfen. Nun gut, ich bitte dich, lass den Teufen weichen von dir!”

Klar, diese Diskussion erfolgte in brasilianischem Portugiesisch. Dabei vergass ich dann meine Probleme.

 

Não corram para as montanhas!

3 Feb

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A primeira vez foi inesquecível. O alarme começou às 13:30 em ponto. Era alto, muito alto.  Não tinha a mínima idéia do que estava acontecendo. Anos depois já sei que o treinamento em caso de catástrofe (que aqui quer dizer  acidente nuclear) é regular e pontual como tudo na Suíça.

Hoje chegou pela manhã o “kit acidente nuclear”. Todas as pessoas que vivem num raio de vinte quilômetros de alguma usina atômica receberam um folheto explicativo muito claro e um estojo para guardar a papelada e o potássio. Por que não basta morar na roça, acordar com menos quinze graus lá fora… tem que morar perto de uma usina atômica! É nóis!

Até 2034  teremos que continuar com o treinamento em caso de acidente nuclear. As centrais nucleares suíças serão desativadas progressivamente depois que completarem cinquenta anos. A nossa usina mais próxima deve ser totalmente desativada em 2019.  Três dias depois da catástrofe em Fukushima, no Japão, o governo suíço decidiu suspender os projetos de renovação das usinas atômicas.  Por enquanto, 40%  da energia produzida na Suíça vem das centrais nucleares.

1 – Se o alarme começar a tocar, ligue imediatamente a TV ou o rádio ou visite o site da SF (Televisão Suíça) para saber do que se trata: treinamento ou verdade. Se for verdade, corra para o porão ou para o bunker (nem todos os prédios e muito menos as casas têm bunkers) mas antes:

2 – Feche todas as janelas e as portas. Não saia para fora. Desligue o sistema de circulação de ar do local (se você tiver um).

3 – Verifique se o fogão está desligado assim como a lareira ou alguma vela. Apague tudo.

4 – Pegue cobertas e almofadas confortáveis e quentes e brinquedos para as crianças. Se criança já dá trabalho normalmente, imagine numa situação dessas… o prédio inteiro fechado numa salinha fria….como não vai dar para brincar no IPad, melhor levar uns Playmobils para garantir a paz… O folheto diz para levar um rádio. Mas quem ainda tem um rádio? Lista de compras já…

5 – Não use telefones, nem mesmo o celular. Se todo mundo usar ao mesmo tempo, as redes cairão de vez.

6 – Tome os tabletes de potássio na dosagem correta. Vomitar ou ter diarréia por causa de uma overdose num  bunker é inviável.

7 – Não tranque a porta do bunker por dentro. Relaxe e espere. Alguém vai aparecer… um zumbi ou um soldado deve te resgatar.

Eu (quase) não tenho medo. É tudo muito bem organizado e nosso prédio tem um bunker novinho. Medo eu teria se morasse em Angra dos Reis.

Rennt nicht in die Berge!

 Das erste Mal war unvergesslich. Der Alarm begann genau um 13.30h. Es war laut, ohrenbetäubend laut. Ich hatte keine Ahnung was los ist. Einige Jahre danach weiss ich nun, dass der Probealarm für einen Katastrophenfall (hier wäre dies ein atomarer Unfall) regelmässig und pünktlich stattfindet, wie alles hier in der Schweiz.

 Heute morgen kam per Post ein “Notfall-Kit”. Alle Personen, die in einem Radius von 20 km im Umfeld eines Atomkraftwerkes leben, erhielten ein solches. Eine einfache und klar verständliche Gebrauchsanleitung sowie eine Plastikmappe, um die Papiere und das Kaliumjodid aufzubewahren. Wir leben doch schon praktisch auf dem Land, da müssen wir auch noch in der Nähe eines Atomkraftwerks leben. 

Bis ins Jahr 2034 müssen wir noch mit diesem Training für den atomaren Notfall leben. Die schweizer Atomkraftwerke werden nach 50 Jahren Betriebszeit kontinuierlich abgeschaltet. Dasjenige in unserer Nähe sollte im Jahr 2019 vollständig deaktiviert sein. Drei Tage nach der Katastrophe in Fukushima in Japan entschied die Schweizer Regierung, die Renovation der Atomkraftwerke auszusetzen. Vorerst kommen noch 40% der in der in der Schweiz produzierten Energie aus Atomkraftwerken.

1 – Bei Alarm muss sofort das Radio oder das Fernsehen eingeschaltet werden (das Schweizer Fernsehen gibt Auskunft, ob es sich um eine Übung oder um einen Ernstfall handelt). Handelt es sich um einen Ernstfall, rennt man in den Keller zum Luftschutzraum (nicht alle Gebäude oder Häuser haben solche), doch zuvor folgendes:

2 – Schliesst alle Fenster und Türen. Nicht hinausgehen. Lüftung und Klimaanlagen abschalten.

3 – Vergewissert euch, ob der Herd abgeschaltet ist, ebenso ist Feuer zu löschen (Cheminées, Kerzen).

4 – Nimmt warme Decken und Kissen und Spielzeug für Kinder mit. Man muss sich diese Situation mal vorstellen: das gesamte Gebäude geschlossen, alle in einem kalten Raum … Man nimmt wohl besser Playmobil mit, um Ruhe zu garantieren … Es steht in der Broschüre noch, man solle einen Radio mitnehmen. Aber wer hat denn heute noch einen solchen Radio? Auf die Einkaufsliste setzen …

5 – Nicht telefonieren, wegen der Gefahr einer Netzüberlastung.

6 – Tabletten in der richtigen Dosis einnehmen. Sich übergeben oder plötzlicher Durchfall wegen Überdosis ist im Schutzraum mühsam (dafür muss man kurzzeitig in die Wohnung zurück).

7 – Die Schutzraumtüre ins Hausinnere offen lassen. Entspannen und warten. Jemand wird schon kommen … ein Zombie oder Soldat wird dich schon retten.

Ich habe (fast) keine Angst. Es ist alles sehr gut organisiert und unser Gebäude hat einen neuen Schutzraum. Angst hätte ich, wenn ich in Angra dos Reis leben würde.

Tudo branco

20 Dec

As plantas já eram:

Simples e eficiente. Limpe as botas antes de entrar:

Essa neve não é a do Pamuk

18 Dec

Hoje:

Quando alguém me fala que sua estação do ano preferida é o inverno, eu não entendo. Talvez ela não precise sair de casa de manhã, ainda no escuro,  à pé, no meio de uma tempestade de neve. Talvez ela seja uma atleta profissional e passe o inverno todo esquiando. Morro de inveja quando vejo uma pessoa andando na rua imune ao frio. De casaquinho, tênis no pé e com os cabelos cheios de flocos de neve grudados. Como ela consegue? E eu com um casaco gigante, gorro, luvas, botas gore tex e ainda assim com o nariz escorrendo.

E depois de se arrumar toda, o bafão dos lugares sem janela, especialidade suíça. Casaco, gorro, luvas e bota no calorão do ônibus ou no bafo de uma loja onde as vendedoras trabalham só de camiseta. E no cinema lotado tem que empilhar tudo no chão mesmo. Ou no colo e sair com as pernas suadas. E quando o pé afunda numa montanha de neve dessas que ficam nas margens das ruas… aí não tem bota que dê conta. Alaga mesmo.

Os jornais começam com as reportagens anuais sobre depressão. A maioria absoluta de deprimidas aqui é de mulheres acima dos cinquenta anos. A escuridão, o frio e o mau humor das pessoas contribuem. Quem sai pra trabalhar às oito da manhã e volta pra casa às cinco da tarde não vê mais a luz do dia. Luz do sol entao, só daqui uns quatro meses…

Depois dos meses de neblina, saímos das nuvens e entramos no congelador. Daqui pra frente só piora. Agora 0° ainda é bom. Logo, logo, ficaremos só no negativo. Culpa dessa beleza dos Alpes. Pra baixo deles, o clima é ótimo, como no norte da Itália.  Frio no inverno mas frio aceitável. Pra cima… é como na Alemanha, ou muito pior dependendo da altitude. E altitude é o que mais tem na Suíça. Fazer o quê?

Da janela lateral

17 Dec

Primeira nevinha, hoje de manhã:

Passeando em Wettingen

27 Nov

Dia de sol. Hora de recolher as folhas secas antes que tudo congele…

 

Dia de passear em Wettingen:

 

Holiday on Ice Wettingen

12 Nov