Suíços: os primeiros imigrantes no Brasil

25 Mar

O Brasil é um país de “estrangeiros”. De brasileiro “puro” só os índios que já habitavam o país muito antes da chegada dos portugueses em 1500. Na mesma época dos portugueses, também exploraram a costa brasileira, os espanhóis, os holandeses, os ingleses e os franceses.

Com os exploradores vieram os escravos da Africa, principalmente os Bantus (do que hoje seriam Angola, Congo e Moçambique) e os oeste africanos (Costa do Marfim, Benin, Togo e Nigéria).

Em 1807, por causa da soberania de Napoleão na Europa e do bloqueio que impedia os europeus de negociarem com os ingleses, Dom João e toda a corte portuguesa (15 mil pessoas) se mudaram para o Brasil e fizeram do Rio de Janeiro a capital de Portugal.

Mesmo antes do fim oficial da escravidão (em 1888), o Brasil já precisava de mão de obra para as fazendas e para colonizar áreas de floresta. Então entre 1818 e 1819 chegam ao Brasil os primeiros imigrantes não portugueses: os suíços!

O governo português- brasileiro “organizou” a vinda dos suíços para colonizar a serra fluminense (no Rio de Janeiro). Tudo foi um horror. Muitos suíços morreram ainda antes do embarque, nos acampamentos em cima de pântanos na Holanda, de malária, tifo e desinteria.

A viagem nos navios era feita quase no mesmo esquema do transporte de escravos. Dos 2006 suíços que se alistaram (830 pessoas de Fribourg, 500 de Berna , 160 do Valais, 90 do Vaud, 5 de Neuchâtel, 3 de Geneve, 143 do Aargau, 118 de Solothurn, 140 de Lucerna e 17 do Schwyz), 1617 chegaram vivos no Brasil (alguns bebês nasceram durante as viagens).

Na chegada, os imigrantes foram alojados em apenas 100 casas para 1617 pessoas, logo cada casa abrigava até 20. Depois das terríveis viagens de navio, os suíços tinham que se deslocar por mais 120 km. Grande parte do trajeto era feita de barco por rio e outra em carroças. A mata atlântica brasileira é muito húmida, densa e bastante povoada por insetos, macacos, cobras e onças. Tudo que um suíço não está acostumado.

Chegando ao “paraíso” prometido, os imigrantes constataram que a terra era ruim para o plantio e as condições de trabalho eram péssimas. Trabalhavam praticamente como escravos.

Muitos suíços foram embora. Alguns voltaram para a Suíça, outros ficaram no Brasil. A cidade de Nova Friburgo nasceu dessa primeira leva de imigrantes. Uma segunda leva de imigrantes suíços chegou ao Brasil a partir de 1850.

Algumas famílias suíças que emigraram para o Brasil: os nomes estão depois da tradução em alemão.

Nova Friburgo em antigos cartões postais:

Schweizer: Die ersten Einwanderer Brasiliens, unter ihnen 143 aus dem Aargau

Brasilien ist ein Land voller “Einwanderer”. “Reine” Brasilianer sind nur die Indianer, sie lebten dort schon lange vor der Ankunft der Portugiesen im Jahr 1500. Zur gleichen Zeit erkundeten auch die Spanier, Holländer, Engländer und Franzosen die Küste Brasiliens.

Mit den Entdeckern kamen auch die Sklaven aus Afrika, vor allem Bantus (aus dem heutigen Angola, Kongo und Mosambik) sowie Ostafrikaner (hauptsächlich aus der Elfenbeinküste, Benin, Togo und Nigeria). Um 1807 flüchtete der portugiesische König Dom João zusammen mit dem Adel und den Bediensteten (insgesamt 15’000 Personen) vor Napoleon nach Brasilien und machte Rio de Janeiro zur Hauptstadt Portugals.

Schon vor dem offiziellen Ende der Sklaverei (1888) brauchte Brasilien Arbeitskräfte für die grossen landwirtschaftlichen Höfe und um Gebiete bis hin zu Waldflächen zu besiedeln oder zu bewirtschaften. So zwischen 1818 und 1819 kamen die ersten Immigranten nach den Portugiesen: die Schweizer!

Die “portugiesisch-brasilianische” Regierung “organisierte das Kommen” von Schweizern, um die fluminensischen Hügel Rios zu besiedeln. Alles war ein Horror. Angefangen mit ähnlich überfüllten Schiffen wie die der Sklaven. Von 2006 angeworbenen Schweizern (dokumentiert sind: 830 aus Freiburg/Fribourg, 500 aus Bern, 160 aus der Waadt, 5 aus Neuenburg, 3 aus Genf, 143 aus dem Aargau, 118 aus Solothurn, 140 aus Luzern und 17 aus Schwyz) kamen nur 1617 lebend in Brasilien an.

 Nach der Ankunft wurden sie in nur gerade 100 Häusern verfrachtet. Einige Häuser hatten 20 Bewohner. Nach dieser schrecklichen Reise mussten die Schweizer noch 120 km weiter reisen. Ein Grossteil der Reise verlief auf Flüssen, der Rest wurde mit Karren bewältigt. Der Atlantische Regenwald Brasiliens ist sehr feucht, dicht und besitzt reichlich Insekten, Affen, Schlangen und Jaguars. Alles Dinge, an die sich ein Schweizer nicht gewöhnt ist.

Angekommen im “Paradies” mussten die Immigranten feststellen, dass die Erde zum Anbau ungeeignet und die Arbeitsbedingungen miserabel waren. Sie arbeiteten praktisch wie Sklaven.

Viele Schweizer zogen weg. Einige blieben in Brasilien, andere kehrten in die Schweiz zurück. Die Stadt Nova Friburgo wurde von diesen ersten Immigranten gegründet. Eine zweite Welle schweizer Einwanderer kam Anfang 1850.

Namen von Schweizer Familien die nach Brasilien emigrierten:

Thurler, Verly, Darrieux, Tardin, Sangy, Ouverney, Robadey, Stutz, Savoy, Knust, Frossard, Bussinger, Pilloud, Musy, Curty, Gauthier, Balmat, Bussard, Moser, Meyer, Keller, Boechat, Leimgruber, Monerat, Lutterbach, Gachet, Marchon, Magnin, Gremion, Genilloud, Fauchez, Wemellinger, Klein, Zehnder, Kaiser, Herdy, Rime, Hufieux, Grandjean, Dafflon, Folly, Bapst, Friaux, Baudin, Falnfach, Hennard, Molliez, Reganney, Noverat, Pinel, Burnier, Schibli, Benz, Uebelhard, Jaccoud, Bonn, Ansermet, Maffort, Eyer, Mury, Rutschmann, Lugon, Huguenin, Boy, Desbossens, Delacroix, Voulauthen, Jaquet, Rigolet, Armingaud, Gayes, Schnebelli, Steinegger, Fridolin, Winkler, Oberson, Piller.

Para saber mais sobre a imigração suíça no Brasil:

Um mehr über die schweizer Immigration zu erfahren:

Nova Friburgo – A Suíça Brasileira

Nova Friburgo Colonizações suíça e alemã

Migração suíça

Suíços do Brasil

Imigração suíça no Brasil

Staatsarchive nach Nova Friburgo

One Response to “Suíços: os primeiros imigrantes no Brasil”

  1. Gilberto Schlittler September 9, 2011 at 6:33 pm #

    Interesting article but rather incomplete. The suffering of Swiss immigrants to these plagues continued until Thomas Davatz published in Europe his Memoirs, which forced the Brazilian Government to change its policies. I should like to refer the author of the current article to Thomas Davats book: “Memórias de um Colono no Brasil (1850) in the translation by Sérgio Buarque de Holanda, which contains an excellent introduction by Buarque de Holanda. It was published by Editora Itatiaia Limitada, Editora da Uni versidade de São Paulo, in 1980.

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