Boliche de bicicleta

27 Feb

No Brasil, geralmente, as aulas começam às sete ou sete e quinze da manhã e vão até meio dia e meia mais ou menos. Os alunos da escola primária costumam ter as tardes livres para participarem de cursos extra- escolares, descansarem ou brincarem. Uma das minhas brincadeiras preferidas nesta época era andar de bicicleta ou skate perto de casa, no bairro do Itaim Bibi.

Hoje em dia, no Brasil, bicicleta só dentro de um parque ou nas ciclovias das cidades litorâneas e olhe lá! Em São Paulo, por exemplo, usar a bicicleta como meio de transporte é quase uma atividade suicída. A poluição dos carros e ônibus é insuportável, não existem ciclovias e os motoristas não respeitam nem mesmo outros motoristas, quiça pedestres e ciclistas.

Além disso, o país possui a maior frota de motoboys do mundo, com cerca de 900 mil profissionais e só em SP capital, eles são mais de 200 mil. Costumam circular em alta velocidade entre os carros e ônibus.

Isso sem falar em toda a variedade de ladrões, desde o que só vai roubar a sua bicicleta até o que pode te dar um tiro se você fizer um mínimo movimento suspeito.

Aqui na Suíça, a situação é oposta. Apesar de alguns acidentes e roubos é muito tranquilo e seguro circular de bicicleta. Em Wettingen então é perfeito, a cidade é tão plana que muitas vezes dá até para se imaginar em cima de uma Vespa, tamanha facilidade para pedalar pelas ruas.

Ontem, lendo os sites de notícias brasileiros me deparei com uma reportagem cujo título era: “Polícia gaúcha procura motorista que atropelou grupo de ciclistas”.

Na  reportagem testemunhas contam que sexta à noite um grupo de 130 pessoas fazia um passeio exatamente para promover o uso da bicicleta como meio de transporte na capital gaúcha. Em um determinado momento, um motorista de um carro encostou no grupo pois queria passar pela rua. O motorista ficou irritado pois os ciclistas não saíram do caminho, já que não havia espaço para abrirem a passagem para o carro; esperou um pouco, acelerou e como num boliche acertou várias bicicletas. Cinquenta pessoas ficaram feridas, muitas delas com fraturas pelo corpo.

E o passeio, que era para incentivar o uso da bicicleta, mostrou claramente porque quase ninguém circula de bike nas cidades brasileiras.

Fahrradbowling in Brasilien

In Brasilien beginnt die Schule in aller Regel um sieben Uhr oder sieben Uhr dreissig und dauert mehr oder weniger bis zum Mittag. Die Primarschüler sind sich gewohnt, den Nachmittag für ausserschulische Kurse, sich auszuruhen oder zum Spielen frei zu haben. Eine meiner liebsten Freizeitbeschäftigungen war es, mit meinem Fahrrad oder den Skates in der Nähe unseres Hauses, im Quartier Itaim Bibi, zu fahren.

Heute sieht man Fahrräder in einer Stadt nur noch in einem Freizeitpark oder auf den Radwegen der Küstenstädte und auch da ist das Radfahren ein Risiko! Wer in der Stadt SP als Fortbewegungsmittel das Fahrrad wählt, begeht quasi einen Selbstmordversuch! Die Luftverpestung durch die Autos und Busse ist unerträglich, es gibt keine Radwege und die Autofahrer respektieren weder andere Automobilisten noch Radfahrer oder Fussgänger.

Abgesehen davon existiert in Brasilien die weltweit grösste “Flotte” an Motorradkurieren. In Brasilien gibt es etwa 900 Tausend Berufskuriere auf Motorrädern, in der Kapitale SP alleine mehr als 200 Tausend. Sie sind es sich gewohnt, mit grosser Geschwindigkeit zwischen den Autos und Bussen zu zirkulieren.

Nicht zu vergessen ist die Vielfalt an Gaunern, die auch wenn sie nur darauf aus sind, das Fahrrad zu stehlen, nur schon bei der kleinsten verdächtigen Bewegung die Pistole ziehen und schiessen.

Hier in der Schweiz ist die Situation umgekehrt. Abgesehen vom Diebstahl und vereinzelten Unfällen, ist das Fahrradfahren sehr sicher und angenehm. Wettingen ist sogar wie gemacht für das Fahrradfahren, man kann sich hier sogar vorstellen, einmal auf einer Vespa unterwegs zu sein, so einfach ist es.

Gestern, als ich die brasilianischen Nachrichten las, stiess ich auf einen Bericht, dessen Titel wie folgt lautete: “Die Polizei des Staates Rio Grande do Sul (“Polícia gaúcha”) sucht Automobilisten der eine Gruppe Radfahrer überfuhr”.

Zeugen berichteten in dieser Nachricht, dass in der Nacht zum Freitag eine Gruppe von 130 Personen eine gemeinsame Radfahrt unternahm. Der Anlass hatte als Ziel, die Bevölkerung der Hauptstadt des Staates Rio Grande do Sul, zur vermehrten Benutzung des Fahrrades als öffentliches Verkehrsmittel aufzurufen. Irgendwann stiess von hinten ein Automobilist auf die Gruppe und wollte diese überholen. Als die Gruppe nicht auf die Seite wich und so kein Platz zum überholen blieb, wurde der Fahrer derart wütend, dass er einen Moment innehielt, um dann mit grosser Geschwindigkeit in die Gruppe zu rasen, so dass etliche Radfahrer wie von einer Bowlingkugel getroffene Kegel durch die Luft flogen. Fünfzig Personen wurden dabei verletzt, einige davon schwer, mit Brüchen am ganzen Körper.

Und ein Ausflug, der zur Ermutigung zum Fahrradfahren dienen sollte, zeigte klar und deutlich, warum niemand in brasilianischen Städten mit einem Fahrrad unterwegs ist.

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