Perfil: Vilma Schmidt

24 Feb

Quem mora em Wettingen? Quem faz essa cidade acontecer? Eu sempre tive muita curiosidade em  conhecer os moradores de Wettingen.  Sabe aquelas pessoas que a gente vive encontrado por aí, no supermercado, nas lojas, na piscina etc mas não sabe quem é?  A fisionomia fica familiar, elas fazem parte do nosso cotidiano mas nem sequer sabemos o nome dessas pessoas.

O thewettingenpost começa agora a conhecer essas pessoas e o  primeiro perfil é o da Vilma Schmidt:

A Vilma é a brasileira mais incrível de Wettingen. Primeiro porque é muito gentil, simpática e carinhosa. Depois porque é inteligente e sagaz mas principalmente por ser muito, muito solidária.

Vilma vive na Suíça desde 1990 e em Wettingen desde 97. É professora de português no Klubschule Migros em Baden e em Aarau, tradutora e trabalha como voluntária na organização Terre des Hommes.

Nascida na década de 50 no sul do Brasil, com 12 anos de idade mudou-se com a família para São Paulo, onde; depois de formada em Português e Inglês trabalhou por mais de uma década como professora de colegial. Também foi secretária bilíngue na ABB de SP onde conheceu seu marido. E aí entra a Suíça em sua vida.

Vilma chegou aqui companhando o marido que veio trabalhar na ABB de Baden. Os quatro filhos do casal, então com idades entre 4 e 8 anos, se adaptaram facilmente à escola e aprenderam alemão rapidamente. Para Vilma, a recepção suíça não poderia ser melhor, o que ajudou muito nos primeiros anos. O casal de vizinhos em Effingen  tratava as crianças Schmidt como netos.  A tranquilidade e a segurança da vida  na Suíça também conquistaram a família. Aqui, as crianças podiam brincar na rua e caminhar sozinhas para a escola, o que seria impensável numa cidade como SP.  Com quase tudo tão perfeito, as dificuldades do início se concentravam na saudade da família do Brasil e no alemão. Vilma calcula que estudou por uns cinco anos a língua.

Em 97, os Schmidt mudaram para Wettingen e, novamente; a surpresa foi positiva. Vilma adorou o fato da cidade ser toda plana. Para quem gosta de caminhadas como ela, Wettingen é o paraíso. Não por acaso, o passeio preferido de Vilma é caminhar perto do Limmat. Outro lugar que ela adora em Wettingen é a academia Physioflex onde vai de duas a três vezes por semana. Ela também frequenta semanalmente a missa dominical da igreja de St. Anton, onde tem seu lugar fixo.  Apesar de  sentir a falta da diversidade  gastronômica e cultural de SP, adora morar aqui e não trocaria mais  Wettingen pela megalópole brasileira.

Hoje, com os filhos estudando em universidades ou já formados, ela trabalha bastante mas ainda consegue tempo para ajudar. Além de ser voluntária na Terre des Hommes (uma organização suíça que ajuda crianças em situação de risco, seja por guerras ou catástrofes naturais ); Vilma ajuda muitas brasileiras que vivem na Suíça.  Uma vez por semana, ela participa de um encontro  na capela do lar para idosos de Würenlingen, onde, com uma freira brasileira as participantes rezam e falam sobre seus problemas.

Vilma é aquele tipo de pessoa que todo mundo sabe que pode confiar em um momento de tristeza ou dificuldade. É quase uma terapeuta que não cobra honorários.

Portrait: Vilma Schmidt

Wer wohnt in Wettingen? Wer macht diese Stadt zu dem, was sie ist? Ich war immer schon sehr neugierig, einige Bewohner Wettingens näher kennen zu lernen. Ihr wisst welche. Jenen, denen man hier ständig begegnet, im Supermarkt, in den Geschäften, im Schwimmbad etc., aber nicht weiss, wer sie sind. Das Gesicht kommt einem bekannt vor, sie sind ein Teil unseres Alltages, aber wir kennen nicht einmal ihre Namen.

thewettingenpost beginnt nun, solche Menschen kennen zu lernen. Die erste Persönlichkeit ist Vilma Schmidt:

Vilma ist die erstaunlichste Brasilianerin von Wettingen. Zuerst einmal, weil sie sehr sanft, freundlich und liebevoll ist. Zudem ist sie intelligent und scharfsinnig, vor allem aber sehr sehr solidarisch.

Vilma lebt seit 1990 in der Schweiz und seit 1997 in Wettingen. Sie unterrichtet Portugiesisch an der Klubschule Migros in Baden und Aarau, übersetzt und arbeitet freiwillig für die Organisation Terre des Hommes.

Geboren ist sie in den fünfziger Jahren im Süden Brasiliens. Im Alter von 12 Jahren zog sie mit ihrer Familie nach São Paulo, wo sie, nach dem Abschluss in Portugiesisch und Englisch, über ein Jahrzehnt lang, als Gymnasiallehrerin arbeitete. Ebenfalls hatte sie bei der ABB (in Brasilien) als doppelsprachige Sekretärin eine Anstellung, wo sie dann auch ihren Mann kennen lernte. Und von da an trat auch die Schweiz in ihr Leben.

Vilma begleitete ihren Mann, der eine Stelle bei der ABB in Baden annahm, hierher. Ihre vier Kinder, damals alle zwischen 4 und 8 Jahren, adaptierten die neue Umgebung sehr leicht und lernten in kürzester Zeit Deutsch. Für Vilma hätte der Empfang hier in der Schweiz nicht besser sein können, was vieles erleichterte in den ersten Jahren. Das benachbarte Ehepaar in Effingen behandelten die vier Schmidt-Kinder, wie wenn es die eigenen Enkel wären. Die hier vorhandene Sicherheit und Ruhe überzeugte die Familie ebenfalls. Hier konnten die Kinder draussen spielen und alleine zur Schule gehen, was in einer Stadt wie São Paulo, undenkbar wäre. Da fast alles hier nahezu perfekt war, konzentrierten sich die anfänglichen Schwierigkeiten auf die deutsche Sprache und das Fehlen ihrer Familie in Brasilien. Vilma schätzt, dass sie etwa fünf Jahre brauchte, um diese Sprache zu erlernen.

Die Familie Schmidt zog 1997 nach Wettingen und wiederum wurde sie positiv überrascht. Vilma begeisterte die Tatsache, dass die Stadt so ebenerdig liegt. Wer wie Vilma sehr gerne zu Fuss unterwegs ist, für den ist Wettingen ein Paradies. Nicht zufällig ist daher Vilmas liebster Ausflug der Weg entlang der Limmat. Ein anderer Ort, den Vilma in Wettingen so gerne mag, ist das Fitnesscenter Physioflex. Dorthin geht sie zwei- bis dreimal pro Woche. Auch geht sie jede Woche zur Sonntagsmesse in die Kirche St.Anton, wo sie ihren Stammplatz hat. Sie schätzte die kulturelle und kulinarische Vielfalt der Megalopolis São Paulos, liebt es aber hier zu leben und würde Wettingen nicht wieder gegen São Paulo tauschen.

Heute studieren ihre Kinder oder haben das Studium schon abgeschlossen. Sie selber arbeitet noch immer sehr viel, findet aber auch heute noch Zeit, um anderen zu helfen. Ausser der Freiwilligenarbeit für das Kinderhilfswerk Terre des Hommes (einer schweizer Organisation zum Schutze von Kindern in Gefahrensituationen) hilft Vilma vielen Brasilianerinnen. Einmal die Woche nimmt sie an einem Treffen in der Kapelle des Altersheims in Würenlingen teil, wo sie gemeinsam mit einer Nonne aus Brasilien  und den Bewohnern betet und über deren Probleme spricht.

Vilma gehört zu denjenigen Menschen, denen man sich in einem schwierigen oder traurigen Moment anvertrauen kann. Sie ist quasi eine Therapeutin die kein Entgelt verlangt.

5 Responses to “Perfil: Vilma Schmidt”

  1. Joao Marcelo March 4, 2011 at 3:33 am #

    Concordo com tudo o que foi dito sobre a Vilma. Mas o mais importante e que ela e a minha Tia numero 1, amiga e a pessoa que muito me ajuda na minha vida. A minha Tia Xuminha, como carinhosamente a chamo sempre arruma um jeito de pensar em mim e com isso a minha vida segue mais feliz. E claro, me convidou para passar 3 lindas semanas na casa dela e Wettingen, o que foi muito gostoso e me deixou apaixonado por essa bela cidade.

    Ass Joao Marcelo, o sobrinho da Vilma

  2. Sandra Durao Vieira March 6, 2011 at 12:10 am #

    A Wilma é especial. Ela é, realmente, tudo isso que está escrito. Ela é alegre, solidária, uma grande alma. Sempre disposta a ajudar os outros e a alegrar-nos também. É minha mainha da Suíça, como nós costumamos falar. Sinto muito a falta da Wilma! Beijo com carinho!

  3. Vera Lucia Carreira Ferreira March 8, 2011 at 7:00 pm #

    Parabéns pela reportagem, minha irmã tem todos esses predicados descritos e é também: amiga, mãe carinhosa, linda e etc….
    Bjs, Vera

    • Maria de Fátima Moreira Teixeira August 16, 2017 at 8:59 pm #

      Oii
      Como faço contato com sua irmã?
      Minha mãe é amiga dela de longa data, mas perderam contato.

      • thewettingenpost August 18, 2017 at 7:59 am #

        Maria de Fatima,
        Nao vejo a Vilma ha um bom tempo, vou ver se consigo o telefone dela e te mando por email
        Claudia

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