Tiros em Columbine II

16 Feb

 

 

É insuportável sair para caminhar no campo e ter que ouvir  junto aos sons dos pássaros e o barulhinho de folhas se quebrando sob os pés,  os “bum, bum, bum” que ecoam bem alto dos clubes de tiro espalhados como pragas por aqui. Alguém deveria fazer um filme do tipo “Tiros em Columbine” para investigar e documentar o porquê desse fascínio por armas que afinal, não é um privilégio dos americanos.

A Suíça tem a população mais armada do mundo e não, não estou falando que aqui o povo está sempre na defensiva emocionalmente . O negócio aqui é literal: pistolas, fusis e outros que nem sei como se chamam. O governo calcula que deve haver entre 1,2 a 2 milhões de armas nas casas suíças. A população do país é de 7, 7 milhões. É arma demais!

Durante a prestação do serviço militar (obrigatório), os soldados guardam suas armas em casa (geralmente no porão). A diferença entre a Suíça e o resto do mundo é que aqui os soldados podem manter as armas mesmo não sendo mais soldados. Ou seja, o serviço militar já foi cumprido mas a indumentária toda continua guardada em casa! Mais de 300 mortes por ano estão relacionadas com essas armas: desde acidentes até homicídios coletivos.

Um referendo foi feito, aprovado e o povo votou. A idéia era ter um maior controle desse armamento através da criação de um registro nacional de todas as armas, a proibição da posse de armas consideradas perigosas (espingardas por exemplo) e  o armazenamento das armas militares em abrigos militares. Quem possui armas em casa também deveria provar o porquê da necessidade dessas armas. Infelizmente o referendo não vingou. O povo votou contra.

 Todo mundo sabe que muitos suicídios e crimes passionais poderiam ser evitados se uma arma não estivesse por perto. Suicídios por exemplo: às vezes num rompante momentâneo, naquela meia hora de tristeza mais que profunda e falta de total perspectiva, uma arma ao alcance da mão  facilita um ato que na verdade a pessoa nem tem certeza de querer mesmo. Crimes passionais, a mesma coisa, o momento de fúria enlouquece as pessoas de um modo que uma arma por perto pode fazer um estrago que não vai ter como reparar depois.

 Muita gente  já deve ter pensando em suicídio uma vez na vida mas poucas realmente se matam. A vontade de se matar se dá em crises e quando estas crises passam essa vontade vai junto. Dá trabalho comprar remédio, veneno, preparar, ingerir; cortar os pulsos deve doer, se jogar de um prédio deve dar medo. Tudo isso muitas vezes pode ser revertido. As emergências dos hospitais devem saber muito bem como reparar pulsos cortados e como lavar um estômago sobrecarregado de remédios. Além do quê, tudo isso pode  não funcionar mas um tiro…. é tão rápido e eficiente que num momento de irracionalidade faz tudo parecer muito fácil.  Não dá a possibilidade de arrependimento.

Armas podem dar segurança para quem precisa se defender (na Suíça eu não consigo imaginar do quê), podem ser um Hobby mas mais que tudo servem para matar.

Bowling for Columbine II

Es ist unerträglich, auf einem Spaziergang durch die Natur, zusammen mit dem Gesang der Vögel und dem Rascheln des Laubes unter den Füssen, dieses “bum, bum, bum” aus den Schützenhäusern, der hier überall verstreuten Schiesssportvereinen, hören zu müssen. Jemand sollte einmal einen Film vom Typ “Bowling for Columbine” drehen, um die Ursache dieser Faszination zu suchen und zu dokumentieren, die im Übrigen kein Privileg der Amerikaner ist.

Die Schweiz hat die am meisten bewaffnete Bevölkerung der Welt, ich sage nicht, dass sich die Leute hier die ganze Zeit in einer emotionalen Verteidigungshaltung befinden. Es geht hier effektiv um die Waffen: Pistolen, Gewehre und anderes, ich weiss nicht einmal wie sie alle heissen. Der Staat schätzt, dass sich etwa 1,2 – 2 Millionen Waffen in Schweizer Haushalten befinden. Die Schweiz hat etwa 7,7 Millionen Einwohner. Das sind zu viele Waffen!

Solange die Männer sich im (obligatorischen) Militärdienst befinden, bewahren sie ihre Waffen zu Hause auf (meist im Keller). Im Unterschied zum Rest der Welt können hier die Wehrdienstleistenden die Waffen auch nach der Dienstzeit behalten! Das bedeutet, obwohl der Wehrdienst schon erfüllt ist, bleibt die Ausrüstung zu Hause! Mehr als 300 Tote pro Jahr stehen in Verbindung mit diesen Waffen: von Unfällen bis hin zum kollektivem Selbstmord.

Eine Referendum wurde dagegen ergriffen, kam zu Stande und das Volk stimmte darüber ab. Die Idee war, durch eine nationale Registrierung eine bessere Kontrolle über diese Waffen zu erhalten, ein Verbot des Besitzes gefährlicher Waffen zu Hause (Feuerwaffen zum Beispiel) und die Aufbewahrung dieser Militärwaffen in Zeughäusern. Wer zu Hause Waffen besitzt, sollte auch nachweisen, warum er diese Waffen braucht. Unglücklicherweise kam es nicht durch. Das Volk stimmte dagegen.

Jeder weiss, dass viele Selbstmorde und Mordfälle (oder Versuche) verhindert werden könnten, wäre keine Waffe in der Nähe. Selbstmorde als Beispiel: In einigen Fällen, manchmal während eines plötzlichen Ausbruchs tiefer Traurigkeit, einer halben Stunde der Perspektive der Ausweglosigkeit, erleichtert die in der Nähe greifbare Waffe eine in kurzer Zeit getroffene Entscheidung, welche die Person im Grunde gar nicht begehen wollte. Ebenso bei einem Verbrechen aus Leidenschaft, auch hier erleichtert die Anwesenheit einer Waffe eine Tat, die in einem plötzlichen Anfall von Wut geschieht und nicht mehr rückgängig zu machen ist.

Viele Menschen haben in ihrem Leben wohl schon einmal an Selbstmord gedacht, aber nur wenige davon haben sich auch getötet. In Mitten vieler Krisen steigt die Chance sich zu töten, übersteht man aber diese Phase, verschwindet mit ihr auch dieses Verlangen sich zu töten. Es bedarf eines Aufwandes, Medikamente oder Gifte zu vergleichen, auszuwählen, alles vorzubereiten, einzunehmen; die Pulsadern aufzuschneiden ist wahrscheinlich schmerzhaft, um sich von einem Gebäude zu stürzen muss wohl Angst überwunden werden. All das ist häufig abwendbar. Die Notaufnahmen der Spitäler werden sicherlich nur zu gut wissen, wie man aufgeschnittene Pulsadern behandelt und wie man einen mit Medikamenten gefüllten Magen auspumpt. Mal abgesehen davon, dass all dies zu spät erfolgt und nicht mehr hilft, hingegen ein Kopfschuss … so schnell und effizient, dass alles in einem Moment der Irrationalität einfach aussieht. Es gibt keine Möglichkeit der Umkehr.

Waffen können einem bei der Verteidigung mehr Sicherheit geben (in der Schweiz kann ich mir aber nicht vorstellen wogegen), sie können ein Hobby sein, aber vor allem dazu dienen, um zu töten.

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